A ABMED terá, a partir de setembro, mais um serviço especial para suas associadas: a Revista Vi-Tech, que trará informações sobre Tecnologia e Inovação na saúde. O nome da publicação remete a dois dos fundamentos da Associação: Vida e Tecnologia.
A Vi-Tech reunirá em suas edições alguns dos melhores articulistas do país na atualidade e em sua primeira edição apresenta análises feitas pela Fundação Dom Cabral, pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e pela Associação Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (EMBRAPII).
Destaque também para a matéria sobre as análises setoriais ABIMED, agora em conjunto com a IN3 Inteligência, que traz em primeira mão os dados disponíveis até julho de 2021 com foco no consumo aparente, que considera as importações e exportações do setor. A Revista Vi-Tech será divulgada nas versões online e impressa. Aguarde!
ABIMED terá painel sobre Inovação e Tecnologia na Digital Journey by Hospitalar 2021
Desde o dia 16 e até 30 de agosto acontece a segunda edição da Digital Journey by Hospitalar, com diversos especialistas do setor da saúde que abordam temas relevantes e atuais como Tecnologia, Inovação, Digital Health, Atenção Domiciliar e Reabilitação, Facilities e Arquitetura, Gestão, Segurança do Paciente, Engenharia Clínica, Supply Chain e Medicina Diagnóstica.
Assim como aconteceu em maio, a ABIMED será a responsável pelo dia que é dedicado à Tecnologia e Inovação, marcado para o dia 26, a partir das 17h, sob o tema Transformação Digital, contando com uma programação que inclui entrevista, painel e palestra com especialistas no tema.
A Transformação Digital tem acontecido numa velocidade vertiginosa, e na área da saúde isso não é diferente. Antes somente em filmes de ficção científica, hoje o foco é a busca pela adoção de tecnologias que se encaixem nos conceitos ligados à chamada Indústria 4.0, o que contempla elementos tais como Inteligência Artificial, Realidades Virtual e Aumentada, Internet das Coisas, Big Data, Computação em Nuvem, Aprendizado de Máquina, dentre muitos outros.
Como está o Brasil nesta toada? Já é possível mostrar avanços, sendo que ainda estamos atravessando a maior pandemia dos últimos 100 anos?
Este dia da Digital Journey by Hospitalar buscará apresentar os passos dados na Transformação Digital na Saúde, seja na administração pública, seja em projetos com o apoio da iniciativa privada, e em uma visão para daqui a quase 10 anos.
A inscrição é gratuita e deve ser feita na página do evento, www.hospitalar.com
Veja a programação.

Saiba como foi o evento Avanços da Quarta Revolução Industrial na Saúde
Mais um importante evento em comemoração aos 25 anos da ABIMED aconteceu em julho. A Associação realizou o painel “Avanços da Quarta Revolução Industrial na Saúde do Brasil”, que reuniu especialistas de diversas áreas para debater o papel do país diante da velocidade com que a indústria 4.0 tem impulsionado as novas tecnologias na saúde para que a população tenha acesso a equipamentos de última geração.
Participaram do evento moderado pelo gerente de Relações Institucionais e Governamentais da ABIMED, Felipe Dias, a coordenadora-geral de Transformação Digital, Eliana Imediato, e a analista de Ciência & Tecnologia, Cristina Akemi Shimoda Uechi, ambas do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação; o Managing Director Diagnostic Imaging & Digital Health Latin America da Siemens Healthineers e conselheiro da ABIMED, Armando Lopes, e o diretor executivo do C4IR Brasil, Lucas Câmara, que apresentaram o status desse processo no país.
“Temos, dentro da Associação, o papel de trazer para o debate o tema de tecnologia e inovação em favor da vida. A indústria ainda não chegou no ponto que pode alcançar e tem muito a caminhar. Por isso, oportunidades como esta são primordiais para que a jornada seja mais curta e para que possamos chegar mais rápido a um patamar ideal”, disse Felipe Dias, em nome do presidente executivo da ABIMED, Fernando Silveira Filho.
Para acompanhar o painel, clique aqui.
Comitê de Gestão Ambiental e Responsabilidade Social da ABIMED
avança com pautas comuns às associadas
Mais novo dentre os comitês da ABIMED, o Comitê de Gestão Ambiental e Responsabilidade Social, criado no primeiro semestre deste ano, já conta com a atuação de seus dois Grupos de Trabalho (GTs) e pautas específicas com temas de discussão comuns às associadas da entidade.
No GT de Gestão Ambiental, um dos principais temas é a logística reversa/descarte de dispositivos contaminantes e perfurocortantes. Em reunião com a Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (ABES) e a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), a ABIMED propôs e foi convidada no início de junho para integrar o Grupo de Trabalho de criação da norma ABNT que trata do assunto, uma vez que o setor não possuía representatividade na discussão até o momento.
Como não existe legislação específica deste assunto, a Associação entende que será um tema amplamente explorado em breve pelo governo federal, governos estaduais, secretarias e demais órgãos sanitários.
No caso das associadas ABIMED, o tema implica somente nas operações B2C (destinadas ao consumidor final), por abranger tudo que chega até o consumidor via farmácias e drogarias, por exemplo, e que é passível de descarte em lixo residencial. É possível citar também dispositivos como seringas, agulhas, luvas cirúrgicas, tiras utilizadas em glicosímetros, entre outros. A ABES compartilhou com a ABIMED uma minuta para o envio de contribuições, que foi então enviada aos membros do grupo ambiental.
Alternadamente a cada bimestre são realizadas reuniões dos grupos de trabalho e do Comitê. Em agosto foi a vez de todo o Comitê se reunir. Participaram como convidados Mara Ballam, Gerente Executiva da ABREE (Associação Brasileira de Reciclagem de Eletroeletrônicos e Eletrodomésticos), e também Ricardo Neto, da European Recycling Platform, que falaram um pouco mais sobre logística reversa.
Já dentro do GT de Responsabilidade Social, um grande tema comum a várias empresas e que extrapola o setor de saúde é a inclusão de mulheres em cargos de liderança. Para falar sobre o assunto, a ABIMED convidou Ana Tomazelli, Head of Talents na B2Mamy, consultoria especializada no tema.
Foi também iniciada uma Pesquisa de Maturidade para o levantamento prévio do nível de atuação das associadas a respeito tanto deste tema quanto de pessoas negras em cargos de liderança, pessoas LGBTQIAP+ em cargos de liderança, entre outros. Dessa maneira, o grupo poderá aumentar o nível de discussões e apoio às associadas na organização de palestras, levantamento de consultorias e na realização dos eventos Saber ABIMED e Diálogos ABIMED.
A força feminina na Transformação Digital
Eliana Emediato Azambuja, Coordenadora-Geral de Transformação Digital do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações – MCTI, é a entrevistada da coluna “Mulheres em Foco” desta edição do Integra. Graduada em Administração de Empresas, é responsável pela Câmara Brasileira da Indústria 4.0 no Ministério. Possui experiência na área de Gestão, com ênfase em Política e Planejamento Governamental, atuando nos temas Indústria 4.0, Gestão da Inovação e Cooperação Internacional.
1. Conte um pouco sobre sua trajetória profissional até chegar ao Ministério.
Eliana: Antes de trabalhar no MCTI fui gerente de banco ainda quando estava na faculdade de Administração. Participei de um programa de trainee no antigo Banco Real, atual Santander, e fiz parte de um grupo de mulheres que vieram a se tornar as primeiras gerentes de banco no país. Foi meu primeiro grande desafio aos 20 anos. Em seguida, fui para uma instituição Federal de Ciência e Tecnologia também em Brasília onde comecei a trabalhar com gerenciamento de projetos de pesquisa em Ciência, Tecnologia e Inovação.
2. Quais foram os maiores desafios que enfrentou em sua trajetória profissional?
Eliana: Sempre me envolvi com grandes programas e projetos. Ser gerente de banco aos 20 anos foi um desafio enorme que me trouxe amadurecimento muito rápido e coragem para aceitar participar de outras atividades igualmente desafiadoras.
Logo depois que entrei no MCTI, tive que substituir um colega que teve que sair repentinamente e passei a coordenar um programa nacional de gestão da qualidade, dentro do Programa Brasileiro de Qualidade e Produtividade, um dos maiores programas governamentais da década de 1990.
Era um tema novo no Brasil, com grande interesse dos setores público e privado e coordenar aquele programa foi o maior aprendizado que tive na minha vida profissional. Para gerenciar o programa tive que aprender muita coisa. Não só a parte técnica que aprendi com muitos cursos no Brasil e no exterior, como também questões relacionais, como liderança, negociação, oratória em público, etc. Foi nesse programa de gestão da qualidade que aprendi a importância de fortalecer a equipe para um bom trabalho de liderança.
Depois dessa experiência, sempre me envolvi com temas novos e de grande mobilização e desafios, como o que estou envolvida agora.
3. Enfrentou dificuldades para ser aceita por ser mulher?
Eliana: Sim. Desde o começo. Fazer treinamento intensivo de meses para chegar a um cargo que os homens alcançavam e ainda alcançam sem maiores dificuldades. Recebi muitas críticas, até de colegas próximos, quando conquistei meu primeiro cargo de chefia no serviço público. Enfrentei muitas vezes desconfiança sobre minha capacidade de realização de atividades e até mesmo insinuações de que meu cargo era algum tipo de favorecimento, mesmo tendo apresentado boa performance em situações anteriores. Vi colegas homens sendo nomeados para posições de meu interesse, mesmo eu possuindo mais conhecimento da área. Enfim, enfrentei várias experiências desse tipo. Essas são dificuldades que acredito que muitas mulheres enfrentam ainda hoje. É comum o reconhecimento da competência técnica das mulheres, até com elogios públicos, mas ainda existe a dificuldade de chegarmos a cargos de liderança. Na área pública, o número de mulheres em posição de liderança é infinitamente inferior ao número de homens. Sempre acreditei que as mulheres precisam se esforçar muito mais que os homens para chegarem aos cargos que, na maioria das vezes, são ocupados por eles.
4. Como você avalia a participação feminina em sua área de especialidade?
Eliana: No ambiente de transformação digital e ainda com as instituições que me relaciono, a participação feminina se dá com grande competência. São inúmeras as mulheres que estão à frente nas questões técnicas envolvidas com esse tema. Mas, infelizmente, são poucas em cargos de liderança.
5. Tem algum conselho para outras mulheres que pretendem ingressar na carreira de sua especialidade?
Eliana: Estudar sempre. Não perder a curiosidade e a vontade de aprender. Ter interesse em assuntos diversos. Ler muito. Não ter medo e enfrentar os desafios, pois é muito gratificante saber que conseguimos ser líderes e ter sucesso na nossa área de competência.
6. Muito já evoluiu, mas que tipo de discussão ou caminhos ainda devem ser seguidos para que as mulheres tenham mais oportunidades de liderança e visibilidade nos diversos setores (governo, academia, indústria)?
Eliana: Na minha opinião, apesar da dificuldade de as mulheres serem colocadas em posição de liderança, elas precisam entender a importância do seu papel e buscarem se preparar muito e sempre. Só com a competência e o preparo é que nós vamos conseguir mais oportunidades.
Artigo de Nota Técnica da ABIMED aponta as tendências da tecnologia na saúde em 2030
A Nota Técnica – Painel ABIMED: os impactos da transformação digital na saúde, lançada pela Associação em julho é uma coletânea que conta com o registro de análises de um grupo excepcional de articulistas composto por autoridades, agentes públicos e profissionais dos mercados de saúde e inovação. Um dos 19 artigos, de autoria do Head of Healthcare Transformation da Johnson & Johnson Medical Latam, Fabricio Campolina, é intitulado “A Tecnologia da Saúde em 2030” e explora megatendências que irão transformar a saúde nos próximos dez anos.
Os principais pontos de destaque são a supremacia dos ecossistemas integrados e o aumento da expectativa da vida do brasileiro. Os ecossistemas podem ser fechados, como o de empresas, ou abertos, como o das operadoras Sulamerica e Bradesco. Ambos irão alinhar incentivos e integrar dados com potencial de reduzir significativamente os desperdícios.
Hoje em dia, segundo dados do sistema de saúde Europeu, vivemos de 10 a 30 anos sofrendo, por exemplo, com dores crônicas que limitam substancialmente a qualidade de vida. Por isso, uma vez superado o desafio da democratização do acesso à saúde de qualidade, o consumidor irá buscar políticas públicas – por exemplo, de controle de doenças crônicas não transmissíveis – que promovam o envelhecimento com incentivo ao estilo de vida saudável.
Para Campolina, a Transformação Digital na Saúde Pública no Brasil precisa ainda de um grande esforço para avançar em áreas chaves como health analytics e integração de prontuário eletrônico. “Espero ver estes esforços se concretizarem em benefício dos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). Por outro lado, sinto falta de uma política de estado mais ambiciosa, que busque o desenvolvimento da inteligência artificial em seus três grandes domínios: aprendizagem de máquina, visão computacional e processamento de linguagem natural. Acredito que poderíamos nos espelhar nas políticas públicas adotas pelos Estados Unidos e China para avançarmos neste sentido”, afirma.
Questionado sobre quais seriam os principais desafios e obstáculos para a implantação da transformação digital no país a médio e a longo prazos, ele destaca que há duas grandes barreiras: reduzir o gargalo na formação da mão de obra para o desenvolvimento de softwares e promover a rápida evolução digital das empresas de saúde. Este último, caso as empresas não consigam se mover rapidamente nesta direção, correm o risco de sofrer aquisição por startups de origem digital que, capitalizadas por investidores, podem contribuir para a aceleração deste processo.
Dentre as inciativas feitas no país para incentivar a Transformação Digital, ele aponta a do InovaHC, do Hospital das Clínicas da USP, que conseguiu superar desafios históricos de integração do mercado com a pesquisa universitária e reunir em um mesmo local a pesquisa e a visão de mercado de grandes corporações com mentalidade de empreendedorismo e inovação.
Fabricio Campolina encerra seu artigo destacando o trabalho realizado pela ABIMED com a Nota Técnica. “Acredito que a ABIMED reafirma seu protagonismo no setor da saúde ao promover esta importante discussão sobre o impacto da transformação digital em nosso setor, como a integração de dados e a virtualização dos cuidados de saúde. Tudo isso irá permitir ampliar o acesso e melhorar os padrões da saúde em nosso país”, finaliza.
Fabricio falará sobre seu artigo no dia 26 de agosto, dedicado à Tecnologia e Inovação e coordenado pela ABIMED na Digital Journey by Hospitalar, em entrevista para o presidente executivo da entidade, Fernando Silveira Filho.
Sobre o articulista:
Campolina tem mais de 20 anos de experiência na indústria de alta tecnologia, tendo trabalhado desde 2005 na J&J Medical Devices nas franquias Cordis e Ethicon e como líder em áreas como Economia da Saúde, Acesso ao Mercado, Precificação, Soluções Estratégicas, Assuntos Médicos, Compensação de Vendas e Análise de Dados. Ele é ex-presidente do Conselho de Administração da ABIMED.
Fonte: Abimed, em 25.08.2021.