
Dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca) revelam que anualmente são registrados aproximadamente 185 mil novos casos de câncer de pele, uma preocupação crescente no Brasil que representa cerca de um terço de todos os casos diagnosticados. Para o triênio de 2023-2025, o Inca estima 8.980 novos casos de melanoma no país, sendo 4.340 em mulheres e 4.463 em homens.
Entre os tipos do tumor, o melanoma se destaca como o mais grave devido à alta possibilidade de metástase. Embora o melanoma represente somente 1% desse número, ele é responsável pela maioria das mortes causadas por esse tipo de câncer no Brasil.
“Existem três principais tipos de câncer de pele: o carcinoma basocelular, o carcinoma espinocelular e o melanoma. Esse último, embora menos frequente, é o mais agressivo devido à sua alta capacidade de metástase (quando as células cancerígenas se espalham para outras regiões do organismo além do local de origem do tumor) e crescimento rápido”, explica o Waldec Jorge, head do Núcleo de Tumores de Pele e Sarcomas do Centro Especializado em Oncologia do Hospital Alemão Oswaldo Cruz.
Um método simples, denominado ABCDE, pode ajudar o paciente a identificar se uma lesão de pele é suspeita de melanoma: Assimetria: um lado da lesão é diferente do outro; Borda: bordas irregulares ou borradas; Cores: presença de mais de um tom.; Diâmetro: lesões com diâmetro superior a 5 milímetros; Evolução: mudanças na forma, cor ou tamanho da lesão.
Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), quando descoberto no início, tanto os carcinomas como os melanomas têm mais de 90% de chance de cura. Por isso, o diagnóstico precoce, medidas protetivas e avaliação dermatológica anual são fundamentais para a prevenção e o diagnóstico precoce da doença. Em 2024, a SBD celebra 11 anos do “Dezembro Laranja”, campanha que teve início em 1999 como uma ação de conscientização sobre os riscos do câncer de pele e a importância da proteção solar. Desde 2014, a iniciativa adotou o formato atual, com o mês dedicado à prevenção, reforçando os cuidados necessários durante o verão. Com o tema “Proteger a pele é proteger a saúde”, a campanha deste ano destaca os riscos do sol mais intenso e das longas exposições típicas da estação.
Com o passar dos anos, o avanço da tecnologia tem desempenhado um papel determinante, tanto na prevenção como no diagnóstico e tratamento do câncer de pele. A começar pelos aplicativos de monitoramento com lembretes para a realização de exames regulares e dicas de hábitos saudáveis, passando por dispositivos de diagnóstico portáteis, como ultrassons e sensores vestíveis. O mesmo acontece com a Inteligência Artificial, que proporciona uma análise mais precisa, tanto do diagnóstico como das condições de tratamento até na simulação de cirurgias.
Quando falamos em aliados no tratamento do câncer de pele, os dispositivos médicos também estão presentes. O Dr. Aldo Toschi, membro titular da SBD e coordenador de dermatologia do IBCC Oncologia, foi um dos pioneiros a utilizar a dermatoscopia digital e a padronizar o exame de mapeamento corporal total, ambas ferramentas essenciais para a detecção precoce do câncer de pele. Além disso, o grupo do IBCC reúne especialistas como dermatologistas, cirurgiões oncologistas, radioterapeutas, geneticistas e oncologistas clínicos, que trabalham em equipe para oferecer diagnóstico preciso e os tratamentos mais modernos para os cânceres da pele utilizando tecnologia e dispositivos modernos.
Já no hospital alemão Oswaldo Cruz, o Waldec Jorge também ressalta o uso de tecnologia de ponta, como o Fotofinder. “Com este equipamento, conseguimos mapear digitalmente toda a pele e realizar dermatoscopia das pintas, um recurso fundamental para pacientes com alto risco de melanoma”.
Ou seja, os equipamentos oferecem imagens de alta definição que permitem a visualização detalhada de lesões em estágios iniciais, que somados à integração de inteligência, destacam padrões que podem passar despercebidos, aumentando significativamente a possibilidade de diagnóstico precoce. Combinados, esses elementos contribuem para elevar a chance de cura para mais de 90% no estágio inicial, o que resulta em maior praticidade, rapidez no diagnóstico e conforto para a paciente, garantindo que as equipes médicas tenham as ferramentas necessárias para oferecer um cuidado mais completo e assertivo.
Isenção do ICMS nas operações com equipamentos e insumos destinados à prestação de serviços de saúde é prorrogada até julho de 2025

O Convênio ICMS 01/99, firmado no âmbito do CONFAZ (Conselho Nacional de Política Fazendária), dispõe sobre a isenção do ICMS incidente nas operações internas e interestaduais com equipamentos e insumos destinados à prestação de serviços de saúde, diagnósticos e procedimentos médicos.
E essa isenção do imposto foi prorrogada, até 31 de julho de 2025. Ou seja, a isenção do imposto nas operações com equipamentos e insumos destinados à prestação de serviços de saúde do Convênio ICMS 01/99, começa a valer a partir de 31 de dezembro deste ano. Ela foi publicada no Diário Oficial da União (DOU), de 10 de dezembro, pelo Conselho Nacional de Política Fazendária – CONFAZ.
O engajamento da ABIMED durante todo o processo para um diálogo constante com as autoridades competentes, no âmbito dos Poderes Executivo e Legislativo, nas esferas federal e estadual, destacando a importância da manutenção do Convênio 01/99 foi de extrema relevância para garantir não apenas a sustentabilidade do setor da saúde, mas também o pleno acesso da população à tecnologia para a saúde.
Como explica Jorge Roberto Khauaja, Gerente de Compliance e Assuntos Legais da ABIMED, “essa conquista reafirma o compromisso da entidade em defender os interesses de suas associadas e do segmento de equipamentos e dispositivos médicos de forma proativa e estratégica até as últimas instâncias”.
Vale ressaltar que o trabalho não acabou, já que há uma etapa fundamental para a manutenção do Convênio ICMS 01/99: a ratificação da aprovação do CONFAZ e a respectiva internalização por parte dos Estados, por meio dos respectivos Decretos Estaduais. “Vamos continuar o nosso trabalho em prol da internalização da prorrogação do benefício nos âmbitos estaduais, principalmente no Estado de SP”, ressalta Khauaja.
Outra informação importante é que, além do Convênio ICMS 01/99, foi mantida a vigência do Convênio ICMS 126/10, que concede isenção do imposto às operações com artigos e aparelhos ortopédicos e para fraturas e outros que especifica, tais como órteses e próteses, cuja análise não é de competência do CONFAZ.
Os próximos passos são a aprovação do ofício pelos Deputados Estaduais e a publicação do decreto formalizando o trâmite. Em breve, traremos mais novidades.
Para o Gerente de Relações Institucionais e Governamentais de São Paulo da ABIMED, Silvio Garcia, a manutenção da isenção do Convênio ICMS 126/10 é fundamental para haver sustentabilidade do setor de tecnologia para a saúde no Brasil, pois contribui diretamente pra evitar o aumento dos custos desses produtos que são essenciais, garantindo que hospitais, clínicas, laboratórios e principalmente pacientes tenham acesso a esses dispositivos e tecnologias de ponta, fundamentais para diagnósticos precisos e tratamentos eficazes.
”Qualquer aumento tributário poderia gerar impacto negativo, que resultaria em um encarecimento dos produtos e consequente sobrecarga do sistema de saúde, dificultando o acesso especialmente para a população mais vulnerável”, explica. “O acesso à tecnologia para a saúde não deve ser tratado com privilégio, e sim como um direito essencial a fim de assegurar a qualidade de vida e a própria dignidade dos pacientes”, finaliza.
Robótica contribui para a redução das desigualdades e melhoraria no atendimento oncológico

É um consenso que a cirurgia robótica, por se tratar de uma tecnologia de ponta, tem revolucionado os procedimentos cirúrgicos em várias especialidades médicas, oferecendo consideráveis benefícios ao paciente, como maior precisão, menor tempo de recuperação e redução de complicações.
No entanto, no Brasil, sua incorporação no Sistema Único de Saúde (SUS) ainda enfrenta desafios significativos, pois, ao mesmo tempo, em que a cirurgia robótica tem o potencial de modernizar a saúde pública brasileira, colocando o país em uma posição de destaque na medicina de alta tecnologia, para que essa integração seja viável e sustentável, é necessário criar políticas públicas que se reduzam custos por meio de parcerias público-privadas. Além disso, faz-se necessária formação de profissionais em diversas regiões do país, que se estabeleçam critérios claros para a adoção da tecnologia, priorizando as áreas onde ela trará maior impacto para a saúde pública.
Recentemente, a ABIMED participou da FISWeek 2024, considerado um dos principais eventos de inovação, empreendedorismo e tendências da saúde da América Latina, onde conduziu o debate “Robótica Aplicada à Saúde”, em que os especialistas discutiram os avanços, desafios e benefícios da incorporação da cirurgia robótica no Brasil.
Anderson Fernandes, Gerente de Acesso ao Mercado na Strattner, que esteve na moderação desse evento, pontua que os investimentos em saúde representam aproximadamente 10% do nosso PIB, que soma quase R$ 1 trilhão, porém apenas 4% desse valor é destinado ao SUS. ‘Temos um gasto médio per capita de aproximadamente R$ 2 mil, enquanto, fazendo um paralelo, nos EUA, o gasto aproximado é de 18% do PIB americano, o que equivale a mais de R$ 20 trilhões e gasto médio per capita de cerca de R$ 70 mil, e ainda assim saúde lá não existe saúde universal, ou seja, não existe nada comparado ao que temos como o SUS aqui”, pondera. “Hoje, temos 135 robôs instalados no Brasil, sendo 30 em estabelecimentos que atendem pacientes do SUS. É um avanço, especialmente por esses 135 robôs estarem distribuídos nas 5 regiões do país”, enfatizou Fernandes.
Já para Silvio Garcia, Gerente de Relações Institucionais e Governamentais de São Paulo da entidade, é preciso se acrescentar à análise de custo-efetividade uma avaliação multicritérios que envolvem outros fatores relevantes para a incorporação da cirurgia robótica no SUS”. “Esse tipo de planejamento avançado no setor público pode facilitar a adoção de tecnologias inovadoras que salvam vidas e melhoram a eficiência do sistema de saúde, e é um caminho possível, mas que exige investimentos estratégicos, comprometimento com a formação de profissionais e uma visão voltada para o futuro para democratizar o acesso, especialmente à saúde de qualidade”.
Ao superar esses desafios, o Brasil poderá proporcionar tratamentos mais avançados e acessíveis para sua população, consolidando o SUS como um sistema de referência em inovação e eficiência. E mais: a democratização da cirurgia robótica no SUS traz um impacto positivo, pois representa mais do que um avanço técnico; ela simboliza um compromisso com a inovação inclusiva.
A expansão do uso de robôs cirúrgicos no SUS deve impulsionar a capacitação de profissionais de saúde e estimular parcerias público-privadas no setor de tecnologia médica. Ao mesmo tempo, essa evolução prepara o Brasil para liderar o futuro da medicina em escala global, transformando o país em um polo de inovação acessível e sustentável na área da saúde.
Medicina de precisão e inovações tecnológicas exigem profissionais em qualificação constante

A medicina de precisão é uma abordagem inovadora que visa oferecer tratamentos mais eficazes e individualizados, utilizando o conhecimento detalhado sobre os pacientes, como informações genômicas, biomarcadores e outros dados biológicos. Essa prática tem se tornado possível graças aos avanços na análise de grandes volumes de dados (Big Data) e tecnologias de sequenciamento genético.
Nesse cenário, os dispositivos médicos também têm seu desenvolvimento acelerado, uma vez que desempenham um papel fundamental na coleta, análise e aplicação de dados para tratamentos personalizados e aproveitam esses avanços tecnológicos frequentes para integrar dados clínicos, genômicos e biomarcadores que impactam diretamente na oferta de diagnósticos mais precisos e terapias sob medida.
Quando se trata de dispositivos médicos, as principais tecnologias no conceito de medicina de precisão são os Dispositivos de Diagnóstico Baseados em Biomarcadores; os Wearables, como sensores implantáveis, que monitoram sinais vitais, glicose no sangue, e outros parâmetros em tempo real, cujos dados ajudam a personalizar tratamentos e a prever crises de saúde; os Dispositivos de Terapia Direcionada, como bombas de infusão controladas por dados de monitoramento para dosagens precisas; os Sistemas de Apoio à Decisão Clínica (CDSS), em que os dispositivos equipados com inteligência artificial auxiliam médicos a interpretar grandes volumes de dados genômicos e clínicos, sugerindo opções terapêuticas personalizadas; e as Terapias Gênicas e Dispositivos de Administração, onde os dispositivos especializados ajudam a entregar terapias gênicas diretamente às células-alvo, otimizando os efeitos do tratamento, como os sistemas de micro injeção para terapias gênicas.
A integração de dispositivos médicos à Medicina de Precisão está promovendo um avanço revolucionário, transformando o modo como a saúde é identificada, tratada e monitorada, permitindo diagnósticos mais detalhados e intervenções personalizadas que atendam às necessidades específicas de cada paciente. Esse avanço não apenas melhora os resultados clínicos, mas também eleva significativamente a qualidade de vida dos pacientes, pois com diagnósticos precoces baseados em biomarcadores individuais e monitoramento contínuo, os profissionais de saúde conseguem intervir de maneira mais precisa e menos invasiva. Dessa forma, os tratamentos são cada vez mais personalizados, adaptados ao perfil genético, histórico médico e condições em tempo real de cada pessoa, trazendo como resultado uma maior eficácia terapêutica e redução de efeitos colaterais.
Série documental lançada pela 3M busca conscientização sobre as enormes oportunidades oferecidas pela economia verde

Conscientizar sobre as oportunidades disponíveis na economia verde de modo a inspirar que mais profissionais, independentemente de setor, conhecimento ou nível de experiência, se unam à causa para enfrentar os desafios climáticos tem sido uma pauta recorrente de empresas de vários setores da economia. Afinal, práticas sustentáveis são não apenas essenciais para o meio ambiente, mas também economicamente viáveis e promissoras.
Recentemente, a 3M lançou o documentário da 3M “Green Works”, uma produção lançada globalmente pela empresa em formato de série documental feita em parceria com a Generous Films, para conscientizar sobre as oportunidades disponíveis na economia verde e inspirar mais profissionais de todas as áreas a apoiarem a transição verde. A docusérie conta o lado humano das descobertas do estudo 3M State of Science Insights, que revela que 75% das pessoas afirmam que os empregos verdes são cruciais para combater as mudanças climáticas e que muitos esperam que o mercado de empregos verdes cresça nos próximos cinco anos. Além disso, apresenta cinco histórias inspiradoras de profissionais de diferentes países que enfrentam os desafios das mudanças climáticas para um futuro mais sustentável e de que forma os Green Jobs (empregos verdes) estão revolucionando diferentes segmentos e impactam o futuro do planeta.
Com atuação em áreas como energia renovável, veículos elétricos, educação climática, reflorestamento e moda sustentável, os cinco personagens do filme, de diferentes regiões, abordam os desafios climáticos por meio de funções em startups, ONGs e grandes empresas. São empreendedores, engenheiros e inovadores que estão trabalhando em uma ampla gama de setores e questões ambientais, e demonstram o poderoso impacto dos empregos verdes no nosso planeta e no nosso futuro.
Os personagens são: Dov Rosenmann, Diretor da Earthworm Foundation Brasil, é apaixonado por promover práticas sustentáveis e melhorar o desenvolvimento organizacional (Brasil); Estefanía Pihen González, ex-diretora do Programa de Caminhos de Ação Climática para Escolas (CAPS), trabalha com educação para a sustentabilidade há mais de 15 anos e liderou equipes de desenvolvimento curricular e treinamento profissional para professores para apoiar a integração da educação para a sustentabilidade orientada para a ação nas salas de aula. Recentemente, ingressou na Academia de Ciências da Califórnia como Chefe de Educação e Aprendizagem (EUA); Ka-young Hyun, engenheira de aplicação da 3M AASD, testa os limites das chamas de alta temperatura para garantir a segurança e o desempenho das baterias de veículos elétricos (Coreia do Sul); Matthias Martensen, cofundador e CEO da Ostrom, é comprometido em impulsionar a transição energética da Alemanha, tornando a energia renovável mais acessível e inclusiva (Alemanha); e Wang Yilei, secretário-geral da China Outdoor Association, fundador da Sportsinnov.Club, tem mais de uma década de experiência na indústria esportiva chinesa e ajuda a melhorar as práticas sustentáveis (China).
“Há uma necessidade urgente de mais pensamento inovador e abordagens diversas para enfrentar os desafios da mudança climática”, disse Gayle Schueller, vice-presidente sênior e chief sustainability officer da 3M. “Por meio da ciência e da tecnologia, podemos desenvolver soluções que ajudem a gerar um impacto positivo nas comunidades e nas pessoas que vivem nelas, mas precisamos de mais pessoas em empregos verdes com as habilidades necessárias para inovar, implementar e ampliar essas soluções. “O Green Works pode ajudar a inspirar e motivar os candidatos a seguirem uma carreira que acelere essa transição verde.”
“Green Works“ foi dirigido pelo premiado documentarista Julio Palacio e produzido por Christine Arena (”Let Science Speak”, ‘Not the Science Type’, ‘Skilled’) da Generous Films e 3M. Para saber mais sobre “Green Works”, acesse 3M.com/GreenWorks.
Fonte: Abimed, em 19.12.2024.