Usuários poderão registrar, a qualquer momento, o seu pedido de informação por meio do formulário eletrônico Fale Conosco ou pela plataforma Fala.BR.
A Anvisa informa que, conforme a?Portaria ME 3.413/2022, que incluiu o dia 22 de abril como ponto facultativo na Portaria ME 14.817/2021, não haverá atendimento presencial na sede da Agência, em Brasília (DF), nesta quinta (21/4) e sexta-feira (22/4).
É importante esclarecer que, na sexta-feira (22/4), a Central de Atendimento da Agência irá funcionar normalmente das 7h30 às 19h30, pelo telefone?0800 642 9782.
Além disso, a qualquer momento, o usuário pode registrar o seu pedido de informação por meio do formulário eletrônico Fale Conosco ou pela plataforma Fala.BR.
Agradecemos a compreensão de todos!
Nota da Anvisa: vigência do uso emergencial de vacinas e medicamentos
Diversos atos editados de forma excepcional pela Anvisa, em resposta à pandemia de Covid-19, previam inicialmente o encerramento de sua vigência a partir do fim do estado de Emergência de Saúde Pública de Importância Nacional.
Anvisa está revisando a vigência dos atos editados pela Agência em resposta à pandemia de Covid-19. Estão incluídos entre esses atos as resoluções que tratam do uso emergencial de vacinas e medicamentos.
Diversos atos publicados de forma excepcional pela Anvisa, em resposta à pandemia, previam inicialmente o encerramento de sua vigência a partir do fim do estado de Emergência de Saúde Pública de Importância Nacional.
A solicitação feita pelo Ministério da Saúde é que a vigência das normas da Agência relativas à pandemia seja mantida por um ano a partir do momento da retirada do estado de Emergência de Saúde Pública de Importância Nacional. A prorrogação do prazo de vigência das normas ainda depende de aprovação da Diretoria Colegiada da Anvisa e, se aprovada, deve permitir que vacinas e medicamentos em uso emergencial continuem em uso por este período (um ano).
A Anvisa destaca que a vacinação contra Covid-19 deve continuar em andamento e que a dose de reforço deve ser aplicada nos públicos indicados.
É necessário também que a vigilância epidemiológica continue atuando sobre a doença, por meio dos programas de testagem e mapeamento genômico do vírus em circulação no Brasil. A medida é necessária diante da possibilidade do surgimento de novas variantes.
Cada pessoa deve continuar atenta às medidas de higienização das mãos e uso de máscara em ambientes de maior risco, com aglomerações.
Vale ressaltar que, apesar dos avanços alcançados no Brasil, muitos países ainda continuam em estado de pandemia e com índices de vacinação ainda baixos, necessitando imunizar suas populações.
Mulheres em Foco | Deborah Telesio
“O grande desafio para qualquer profissional é buscar a melhor formação possível”
Nesta entrevista, Deborah Telesio revela detalhes sobre sua carreira como executiva de Marketing e opina sobre diversidade, equidade de gênero, alinhamento de remuneração, acolhimento à maternidade, entre outros temas sociais relevantes no momento.
Formada em Comunicação pela Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP), com MBA Executivo Internacional pela Universidade de São Paulo (USP), Deborah Telesio, é vice-presidente da Elekta, onde, nos últimos seis anos, vem conduzindo negócios na indústria de Saúde na América Latina. A executiva acumula mais de 20 anos de experiência em Marketing, tendo atuado em empresas multinacionais do ramo de alimentação, entretenimento e saúde, incluindo vivência internacional de três anos no Chile, como diretora de Marketing de uma multinacional da área de alimentação. A Elektra é uma das empresas que lideram o segmento de radioterapia de precisão, e atua para oferecer os melhores tratamentos aos pacientes de câncer. Com sede em Estocolmo, Suécia, a empresa conta com uma equipe global de 4.700 colaboradores, distribuídos pelos escritórios localizados em mais de 120 países.
Gostaríamos de começar falando sobre seu atual cargo, como vice-presidente para América Latina da Elekta. De modo geral, quais são suas principais responsabilidade neste posto?
A Elekta é uma empresa de tecnologia em radioterapia, voltada, principalmente, ao tratamento contra o câncer. Lidamos com vidas. Por isso, minhas responsabilidades vão além do próprio negócio. Temos mais de 200 equipamentos de radioterapia em operação no país e o compromisso de garantir que eles funcionarão continuamente e que trabalharemos em parceria com nossos clientes. A Elekta tem toda a sua base instalada com acesso digital, o que garante rapidez de resposta e atenção preventiva. Portanto, uma das minhas responsabilidades é desenvolver o melhor time de atenção ao cliente – aqueles que tratam os pacientes – em todo o ciclo de relacionamento. Desde a definição das melhores soluções para cada cliente até o pós-venda.
Assim como todos na empresa, eu vivo o nosso propósito diariamente. Toda a equipe se importa genuinamente em prover o melhor tratamento oncológico a todos os pacientes. Queremos que mais pacientes tenham acesso. Durante a pandemia tivemos uma grande prova de fogo: os pacientes não podiam adiar o tratamento. Para ajudar os radioterapeutas, que são profissionais raros no país, a minimizar os riscos de que eles mesmo fossem contaminados com o novo coronavírus, disponibilizamos gratuitamente um aplicativo que permitia que eles monitorassem remotamente seus pacientes, com toda a eficiência.
Lidero uma empresa que tem que gerar lucro para os acionistas. A Elekta, inclusive, é uma companhia que tem suas ações negociadas na bolsa de valores de Estocolmo. Mas, em empresas de saúde temos que olhar o tempo inteiro para a sustentabilidade do negócio também sob o ponto de vista do paciente, dos médicos e dos hospitais, que são nossos principais parceiros.
Em sua carreira, você passou por diversos segmentos da economia, como varejo e entretenimento, até chegar à área de saúde. Qual a particularidade de cada uma delas no tocante à atuação da mulher?
Eu comecei a trabalhar muito cedo e talvez por ter um perfil muito “fazedor” e de muita resiliência, a questão da equidade nunca foi para mim um impedimento. Não houve uma barreira em minha carreira por ser mulher nas empresas em que trabalhei. Inclusive fui liderada por outras mulheres.
Isto não quer dizer que não me importe com esta questão. Sou uma executiva com mais de 50 anos que foi mãe depois dos 40. Adoro meu trabalho e a maternidade é transformadora na minha vida. Acho que posso inspirar outras executivas a acreditar que tudo é possível e a questionar dogmas que ainda existem.
Por que uma mulher teria que renunciar à carreira para ser mãe? Por que as pessoas começam a perder a empregabilidade após os 50? No meu caso isto não ocorreu. Na Elekta damos muito valor a profissionais experientes, pois é um negócio que exige alta qualificação. Da mesma forma, celebramos quando mulheres da equipe nos trazem a notícia de um novo bebê a caminho. Fui privilegiada na minha trajetória e sinto que minha retribuição é, em parte, encorajando outras mulheres.
A pandemia trouxe muitas incertezas coletivas e um olhar renovado e mais atento para a área da saúde. Podemos falar em aprendizados do período? Se sim, quais são eles, especialmente para o segmento da saúde?
Certamente a pandemia trouxe grandes impactos em todas as outras enfermidades e suas consequências e claramente houve uma queda significativa em detecção e tratamentos oncológicos, em toda a cadeia de cuidado. O resultado é que, atualmente, os casos chegam em etapas mais avançadas. Trabalhar em parceria com nossos clientes e ajudá-los a oferecer tratamentos mais eficientes, atendendo um maior número de pacientes, é onde creio que podemos contribuir.
Tivemos avanços na questão da digitalização e pudemos ver a telemedicina finalmente tendo lugar no país. Como a Elekta tem toda a sua base instalada digital, oferecemos uma resolutividade de manutenção e prevenção de mais de 70% dos casos de forma inteiramente remota. Esse tipo de facilidade, antes não tão valorizada, é hoje fundamental.
Criamos um comitê de crise logo no início da pandemia e o nosso maior foco foi, e continua sendo, o cuidado com as pessoas. A maior parte do nosso trabalho é garantir que estejam em segurança. Todos os profissionais que poderiam ficar em home office ficaram. Para os que precisavam visitar hospitais, criamos protocolos de cuidados. Hoje estamos em um sistema de trabalho híbrido, para aqueles que tem um trabalho mais administrativo. Eu, particularmente, estou feliz em estar presencialmente visitando clientes!
A agenda ESG exige das organizações a adoção de políticas de diversidade de gênero. Um estudo da FGV revelou que as empresas que contam com uma mulher na alta administração têm melhores notas em índices ESG, nos aspectos ambiental e social. Em sua opinião, a que se deve esses resultados?
Por ser uma empresa europeia e ter sua matriz em um país em que a questão da equidade de gênero está muito mais bem resolvida, a Elekta tem uma pauta ESG mais voltada ao clima. Só para ilustrar: o estudo Women, Peace and Security Index divulgado em 2022 colocou a Suécia entre os 10 melhores países do mundo para ser mulher, sendo que todos os países nórdicos estão nesta lista. Mas a Elekta está no mundo inteiro e sabemos que é necessário desenvolver a questão da equidade em outros locais. Eu faço parte de um board da Elekta nas Américas e estamos abrindo discussões, fazendo mentorias, trazendo speakers de fora. O fato de eu ser uma mulher líder regionalmente é importante.
Posso afirmar que o segmento de radioterapia, de forma geral, tem uma presença feminina muito forte. Temos não apenas executivas, mas médicas radioterapeutas e de outras especialidades, físicas e o pessoal de atenção a pacientes, como dosimetristas. São profissões que exigem alto índice de formação e muito comprometimento. Não custa lembrar que a inventora do primeiro acelerador linear para a radioterapia contra o câncer foi uma mulher, a cientista polonesa Marie Curie, que inclusive ganhou o Prêmio Nobel por suas pesquisas relacionadas à radiação.
Quais são os grandes desafios profissionais das mulheres atualmente? O que pesa são falta de oportunidades, preconceitos, dificuldades para viver a maternidade? Quais são os desafios/pontos de melhoria para as organizações implementarem um modelo eficiente de gestão em que haja equilíbrio na participação de homens e mulheres?
O grande desafio para qualquer profissional é buscar a melhor formação possível e, depois, evoluir na carreira. Mas, para as mulheres, a maternidade se torna um grande desafio se a empresa em que trabalha não as apoiarem. Muitas desistem da carreira ou se tornam empreendedoras em busca de flexibilidade.
As discussões ao redor do tema de diversidade em geral, equidade de gênero, alinhamento de remuneração, acolhimento à maternidade – temas que vemos com cada vez mais frequência em várias empresas do mercado -- são encorajadoras. É muito claro que as empresas têm por obrigação atualmente ser relevantes socialmente. Abordar essas questões torna-se imprescindível. Mas ainda há um grande salto entre o discurso e a incorporação efetiva desses conceitos. Mas estamos no caminho!
Na minha posição, líder de uma empresa multinacional, mãe, 50+, entendo que posso ajudar bastante e inspirar as mulheres. Compreendo que uma mulher, em sua maternidade, pode exercer sua profissão de maneira até mais eficiente. A maternidade me tornou uma pessoa mais aberta, mais produtiva e com um olhar de cuidado mais carinhoso para o outro
Paper Position: Cuidados em Saúde baseados em valor
O tema da medicina baseada em valor (Value-Based Healthcare/VBHC) – alvo de uma das matérias desta edição – é tão relevante, que a ABIMED já vem adotando iniciativas de produção de conteúdo informativo há tempos. Lançado em maio de 2021, o Position Paper "Cuidados em Saúde Baseados em Valor", apresenta conteúdo detalhado sobre o assunto. O objetivo é mostrar o papel da indústria como facilitador, fornecendo novas tecnologias mais custo-efetivas e auxiliando no treinamento para que os profissionais responsáveis adquiram melhor técnica capaz de entregar desfechos satisfatórios.
Elaborada pelo Comitê Valor em Saúde ABIMED, a publicação está disponível para download aqui, e também foi alvo de uma das edições do webinar Diálogos ABIMED, realizado quando de seu lançamento, e que pode ser visto no canal da ABIMED no YouTube. Na ocasião, o presidente-executivo da Associação, Fernando Silveira Filho, ressaltou que a publicação marca a entrada efetiva da ABIMED nas conversações e entendimentos acerca do assunto Valor em Saúde no País. “Fazemos isso, em primeiro lugar por coerência com o nosso a propósito que é contribuir de forma contínua para o acesso da população às tecnologias avançadas para a saúde visando a qualidade de vida e longevidade das pessoas. Em segundo lugar entendemos que a nossa indústria tem um grande potencial de agregar valor ao cuidar do paciente, impactar a qualidade e o custo global do atendimento global em saúde e contribuir para a sustentabilidade do sistema de saúde”, declarou.
De um modo geral, o conteúdo da publicação aborda os diferentes aspectos da VHBC, de modo a demonstrar o papel da indústria de equipamentos médicos nesse contexto e assim posicionar-se como uma parte interessada importante e contribuir com o desenvolvimento do ecossistema de saúde. O documento foi estruturado em três grandes frentes, resultando em um trabalho colaborativo e pró-ativo em que foram discutidas as diferentes ações, processos, projetos e modelos que envolvem um modelo de valor (VBHC) e como a indústria de tecnologia médica se encaixa neste novo contexto, considerando as particularidades e necessidades do sistema de saúde brasileiro. Para isso, a base bibliográfica consistiu em uma extensa pesquisa da literatura que teve por objetivo entender quais publicações nacionais e internacionais abordavam os principais conceitos de valor, além, é claro do entendimento do cenário brasileiro atual.
Novas tecnologias e capacitação em Saúde
Dentre os países com mais de 100 milhões de habitantes, o Brasil é o único que dispõe de um sistema de saúde público universal e gratuito. Historicamente, a perspectiva do cidadão médio é de que a prestação do serviço é ineficiente ou, quando muito, incapaz de atender com qualidade em função da alta demanda que sobrecarrega médicos, técnicos e atendentes. As condições econômicas de grande parte da população, a falta de saneamento básico eficaz e as condições precárias de moradia de uma parcela significativa dos brasileiros contribuem para a falta de prevenção a doenças. Esse conjunto de fatores pressiona o sistema, que parece sempre se encontrar no limite de sua capacidade.
O setor de saúde tem grande participação no desenvolvimento socioeconômico, uma vez que associa os aspectos social e de cidadania sob a perspectiva da inovação. Em particular nesse setor, a indústria de tecnologias médicas proporciona produtos e serviços que contribuem cada vez mais para reduzir o custo global do atendimento, viabilizando a sustentabilidade do sistema por meio da racionalização dos recursos para maximizar os benefícios, garantindo acesso às tecnologias. Nesse contexto, essa indústria deve atuar também como um facilitador de acesso ao conhecimento tecnológico para os profissionais da área.
Novas tecnologias aplicadas à saúde estão proporcionando a migração em direção à Saúde Baseada em Valor, mudando paradigmas. Esse cenário requer um novo profissional, habilitado em recursos tecnológicos e possuidor de mais inteligência emocional. Outras competências incluem as áreas de Big Data, Analytics e Inteligência Artificial. Um hospital deve se manter atualizado nesses assuntos e, como diferencial, pode criar núcleos dedicados à implementação desse novo modelo e empenhados em um processo forte e contínuo de comunicação, educação, treinamento e compartilhamento de experiências.
Como fomentador dessa educação ou orientação em inovação, a indústria tem a responsabilidade de proporcionar o conhecimento das tecnologias e equipamentos médicos com a finalidade de otimizar técnicas que resultem nos melhores desfechos possíveis aos pacientes. A ABIMED, nesse sentido, tem incentivado as associadas a investirem em iniciativas de educação continuada e na intensa comunicação entre gestores e os profissionais de saúde a fim de aumentar o repertório técnico visando a otimização do tratamento e oferta do cuidado integral ao paciente.
Um ponto crucial trazido pela alta tecnologia – que já foi experimentado em outras indústrias – é que atividades mais operacionais ou repetitivas desaparecem, dando lugar a sistemas automatizados ou informatizados. Tornando necessário que os profissionais dediquem seus esforços a atividades mais complexas.
Com alto grau de inovação, é comum haver uma alta rotatividade de funcionários e, para que não se perca a qualidade do corpo técnico, a formação e capacitação deve ser implementada a todos os envolvidos no processo – não apenas para quem manuseia as tecnologias, mas também para os responsáveis pela gestão dos equipamentos e dos processos. O investimento nesses recursos humanos aumenta o desempenho, melhora a produtividade e reduz erros.
Uso racional de energia reduz impactos ambientais
Eficiência energética e sustentabilidade andam de mãos dadas. No caso de empreendimentos de grande porte, como hospitais, essa relação é ainda mais sensível. O alto consumo de energia durante 24 horas por dia e pressões da demanda fazem com que o consumo de energia elétrica seja crucial em hospitais. Por isso, o que pode ser feito quando pensamos em uso racional com vistas a reduzir o impacto do empreendimento sobre o meio ambiente? Diferentemente de muitas indústrias e edifícios de serviços, hospitais não têm o poder de decidir reduzir o uso de lâmpadas, ar-condicionado e computadores em determinados momentos do dia. Por isso, cortar gastos não é uma tarefa simples.
Para sair desse impasse é preciso usar a tecnologia a favor – tanto na área técnica quanto financeira e de gestão. Com conhecimento pormenorizado a respeito do real uso de energia dentro do hospital, responsabilidade e criatividade, é possível reduzir os gastos sem prejuízo à atividade.
Em primeiro lugar, é preciso ter em mente que estar bem-preparado em termos de eficiência energética implica pensar não só na energia fornecida pela rede pública, mas também em gás, água e diesel para as usinas geradoras. A gestão desses recursos precisa estar integrada em um único plano energético, que leve em conta os gastos reais do passado, projeções e margens, tendo em vista eventuais aumentos de demanda – como no caso da pandemia de Covid-19, que fez aumentar subitamente a demanda por serviços.
Para hospitais de grande porte que não estejam no mercado cativo uma solução financeira na gestão energética é a compra no mercado livre e de quem tiver um preço mais baixo. Consultorias auxiliam as instituições a escolher o melhor modelo de compra e venda. A economia pode chegar a R$ 5 milhões anuais.
Ao lado dessa economia, a instituição deve pensar na tecnologia e demais recursos físicos. Equipamentos mais eficientes, medições nos locais adequados e automatização da iluminação podem trabalhar a favor do relógio de energia. O gerenciamento predial que priorize a economia também deve ter atenção especial com o sistema de ar-condicionado, responsáveis por cerca de 50% do gasto de energia em hospitais.
Case de sucesso
Com práticas de sustentabilidade consolidadas, o Hospital Português (HP) vem colhendo os resultados de um dos seus investimentos mais recentes na área: a contratação de energia elétrica procedente de fontes limpas e 100% renováveis, através do Ambiente de Contratação Livre (ACL). Em seis meses de adesão a esse modelo de mercado, a Instituição já conseguiu atingir uma economia de 13% no consumo de energia. O desempenho é avaliado de forma muito positiva pela gestão hospitalar, uma vez que se aproxima da meta de redução tarifária estipulada para o período de vigência contratual.
“Projetamos o retorno para esse investimento dentro de seis anos, com uma redução progressiva em torno de 20% dos custos com abastecimento das unidades e serviços do Hospital, Centro Médico HP e da Maternidade Santamaria. A queda de 13% nos custos não só valida a decisão de sair do mercado cativo, ou Ambiente de Contratação Regulado (ACR), e aderir ao mercado livre de energia elétrica, como também evidencia o potencial de economia, a longo prazo”, observa o presidente do HP, Orlando Manuel Cunha da Silva.
A estratégia de gestão incentiva o desenvolvimento institucional com autossustentabilidade e produz ainda outras vantagens agregadas – autonomia na tomada de decisões, livre negociação de preços, contratação direta das fontes geradoras, redução dos custos fixos atrelados ao abastecimento, desvinculação da tarifação sazonal (afetada por mudanças climáticas), sustentabilidade e eficiência energética, incentivo aos produtores de energia limpa (obtida através de fontes alternativas livres de poluição), reafirmação da Política de Meio Ambiente da Instituição e do compromisso com a sustentabilidade, dentre outros.
Ao exercer os direitos de consumidor livre especial, o HP estabeleceu os termos e o prazo do contrato, registrado na Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), de forma personalizada, ou seja, considerando o histórico de consumo e optando pelo fornecimento exclusivo de energia incentivada – oriunda de pequenas centrais hidrelétricas, parques eólicos, de biomassa, de biogás ou de energia solar. A Instituição também investe na contratação de empresa especializada em comercializações desse mercado, para ampliar a perspectiva de economia futura. A consultoria presta suporte à gestão, viabilizando melhores condições de compra de energia elétrica, a qualquer tempo; e eventuais ajustes entre os volumes de energia contratados e medidos, evitando excedentes.
De acordo com a Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (Abraceel), nos últimos 16 anos, os consumidores do mercado livre economizaram aproximadamente 118 bilhões de reais nas contas de eletricidade. Atualmente, esse mercado representa 30% de toda a energia elétrica consumida no Brasil e atende a cerca de seis mil consumidores livres e especiais, que estão entre os maiores do país. A Abraceel também afirma que os preços da energia no mercado livre foram menores em torno de 29% que as tarifas reguladas das distribuidoras no mesmo período.
Gestão ambiental nas instituições de saúde
A gestão ambiental é uma questão central para as instituições de saúde, especialmente por se tratar de um setor com alta geração de materiais descartados, sendo parte significativa desses classificada como resíduos tóxicos.
A coleta seletiva de todos os materiais e o descarte correto do lixo hospitalar fazem parte das políticas de responsabilidade social e ecológica, mas outras medidas integram essa política de gestão ambiental. O uso racional de recursos naturais, com economia no consumo de água, energia elétrica e gás, permite redução nos custos e poupa esses insumos que são valiosos. Outras medidas de redução do impacto da atividade hospitalar no meio ambiente são instalação de lâmpadas econômicas, aquecedores de alto rendimento à base de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), instalação de torneiras com controle de vazão, até mesmo o processo de compras pode colaborar com a sustentabilidade ambiental.
É importante destacar a necessidade de adesão efetiva da diretoria executiva das instituições, pois sem elas nenhuma ação pode ser concretizada, bem como o treinamento voltado para os colaboradores, que são os que realmente fazem a diferença em todo o processo. A gestão ambiental faz parte da atual mentalidade empresarial – sintetizada na sigla ESG (Ambiental, Social e Governança, traduzido do inglês) – e agrega valor a uma empresa, aumentando sua reputação e credibilidade.
A gestão correta do ecossistema hospitalar, além dos benefícios diretos, traz ganhos indiretos nos custos e na valorização da imagem corporativa de empresa. Há também uma melhora nos processos produtivos, cria-se melhores oportunidades de negócios com aumento da competitividade, e favorece o equilíbrio entre a proteção ambiental e as demandas socioeconômicas da instituição.
Compliance da saúde no mundo pós-Covid
A pandemia fez os olhos de todo o mundo se voltarem para o setor da saúde. Hospitais, laboratórios de diagnósticos e afins tornaram-se, em 2020, centros de convergência de demandas e expectativas sociais nos cinco continentes. Outro universo a ganhar atenção no período foi a governança empresarial, tanto nos aspectos ambiental e social quanto no corporativo. Mas como essas duas tendências se comunicam? Para as empresas do segmento, a combinação desses fenômenos é crucial. Essa convergência já está acontecendo, e deve se intensificar nos próximos anos.
De acordo com o estudo “O mercado Global de Governança, Riscos e Compliance até 2025”, desenvolvido pela Bravo Research, o mercado de Governança, Riscos e Compliance (GRC) no Brasil terá um crescimento anual médio de 10,8% no setor de saúde até 2025, atrás apenas do setor bancário e securitário. Outra pesquisa sobre o tema que rendeu insights para o segmento foi a “2021 Healthcare Compliance Benchmark Survey”, feita pela consultoria norte-americana SAI 360. O levantamento aponta que, em escala global, os principais tópicos de compliance para o setor de saúde são a preocupação com a privacidade de dados e registros médicos dos pacientes, seguida por gestão de gastos e conformidade regulatória.
A pandemia evidenciou uma série de novas necessidades – entre elas, o gerenciamento de riscos, que deve ser a prioridade para os setores de compliance daqui em diante. Na área tecnológica, os desafios dizem respeito à segurança e privacidade de dados. Afinal, as empresas de saúde encontram-se em poder de quantidades cada vez maiores de informações sensíveis e confidenciais sobre seus clientes. Além de proteger essas informações e nunca permitir sua utilização para fins que não sejam estritamente médicos, as companhias precisam estar atentas a mudanças de legislação, norma e regulamentos, aspectos financeiros e gestão dos recursos. Todos esses pontos estão interligados, interferindo no relacionamento com clientes, mercado e stakeholders.
Por isso, não é recomendado que empresas do setor de saúde lidem com o compliance de forma superficial. É preciso implementar uma cultura de governança que esteja inserida no dia a dia dos colaboradores e que sirva de base para o relacionamento com terceiros, incluindo clientes. Segundo a pesquisa da SAI 360, as empresas do setor investem sobretudo em treinamentos, pontuais e contínuos, para criar e cultivar essa cultura. Isso é importante, mas é preciso ir além.
O investimento em tecnologia e cyber security é fundamental. Sem ele, bancos de dados e informações confidenciais ficam vulneráveis, o que pode colocar em risco toda a estratégia de ESG da companhia. A governança deve acompanhar e atender demandas, trabalhando de maneira aberta e transparente com todos os departamentos. Auditorias externas também emergem como prioridade. Segundo a pesquisa da SAI 360, 71% dos respondentes aplicam avaliações exclusivamente internas para descobrir o quanto alcançam a cultura do compliance. Somente 29% encomendam avaliações realizadas por terceiros. Fundamental na gestão financeira, a auditoria independente colabora de maneira decisiva na conquista de metas e indicadores, na sanidade econômica da empresa e no seu relacionamento com o mercado.
Ética e competitividade entre empresas
A competitividade é um elemento fundamental para a sobrevivência das empresas no mundo corporativo. Hoje, esse aspecto está fortemente vinculado às práticas éticas, que partem do pressuposto de não prejudicar o concorrente, respeitando os valores estabelecidos em sociedade e que permeiam as organizações.
Ser competitivo hoje não é mais uma questão de "vencer" seu concorrente na disputa por clientes ou por espaço de mercado, mas sim atuar de acordo com regras tácitas e explícitas do que é certo e errado. A credibilidade e a imagem da empresa são fortalecidas quando existe ética em sua atuação. Um negócio que tem padrões éticos bem estabelecidos – e que são seguidos – inspira também seus funcionários nas mesmas práticas, gerando engajamento e desenvolvimento.
A ética impede a destruição mútua entre as corporações e quando ela é integrada ao ambiente de negócios de modo orgânico torna-se uma vantagem competitiva. Agir com ética para com clientes, fornecedores, sócios, funcionários e com a sociedade em geral permite construir relações perenes e conquistar bons negócios a longo prazo. Trata-se de criar um ambiente justo, transparente e regulado com as melhores práticas comerciais. Empresas não éticas, por outro lado, podem ter um grande sucesso durante um certo tempo, mas perdem a longo prazo sua capacidade de gerir a atividade.
Uma empresa com comportamento ético deve fazer mais do que cumprir as leis que regulamentam o setor em que atua. Transparência, integridade e responsabilidade nos negócios fazem parte de um comportamento ético corporativo. Justiça e igualdade tanto nas relações internas como externas também são exemplos, que se evidenciam nas práticas de contratação, nas iniciativas de marketing e em parcerias comerciais. A ética nos negócios evoluiu com o tempo e hoje agrega questões como responsabilidade social institucional (consciência do impacto das decisões da empresa na sociedade), criação de valor compartilhado (que vai além do ramo de atividade, com potencial de promover mudança social), princípios ambientais (ações corporativas em benefício da sustentabilidade ambiental), dentre outras.
A ABIMED, a fim de estabelecer um conjunto mínimo de padrões de conduta para orientar as atividades das Empresas Associadas, criou o Código de Conduta – atualmente na 6ª edição – para ser seguido rigorosamente pelos membros, que se comprometem em cumprir seus dispositivos e a disseminar os conceitos de boas práticas no setor. O Código foi elaborado pela Comissão da Ética da Associação para contribuir na redução de conflitos de interesse e riscos de conformidade e para a promoção de um ambiente de negócios justo que garanta a concorrência do setor de maneira cada vez mais sustentável economicamente, isenta de práticas concorrenciais ilegítimas e acordos anticompetitivos.
O Código contribui para harmonizar as relações das associadas entre si e com entes públicos – licitações, contratos ou outros acordos. Prevê ainda a interação dessas associadas com profissionais e organizações de saúde, além do apoio à educação, apoio à pesquisa independente e doações de modo que sejam realizadas sem obtenção de vantagens indevidas. Trata-se, enfim, de um código de ética dos mais avançados dentre as associações empresariais, que certamente proporciona o progresso do setor para um futuro cada vez mais ético com benefícios para pacientes, profissionais, para o sistema de atendimento e cuidados em saúde e o aprimoramento dos produtos de tecnologia avançada do setor.
Telemedicina aplicada a procedimentos clínicos
A pandemia de Covid-19, a partir de março de 2020, resultou na ocupação da maior parte do potencial de atendimento do sistema de saúde – público e privado – aos infectados pelo coronavírus. Isso fez com que o atendimento a outras enfermidades tivesse queda. A necessidade de solucionar essa equação acelerou a telemedicina, que, até então, vinha sendo aplicada de maneira restrita.
Tecnologias semelhantes às usadas para o trabalho remoto passaram a ser empregadas também no atendimento em saúde. De forma não presencial, médico e paciente trocam informações para buscar um diagnóstico e definir possibilidades de tratamento. No entanto, quando a pandemia começou ainda não havia precedentes a orientar sobre procedimentos para um atendimento eficiente.
Uma das iniciativas da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) foi incluir a telemedicina no Padrão de Troca de Informações na Saúde Suplementar (TISS). Na esfera pública, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece o programa Telessaúde Brasil Redes, para mais de 1.500 Unidades Básicas de Saúde (UBS) – ampliando ainda mais o alcance desse serviço. O programa existe desde 2007 e evoluiu tecnologicamente ao longo dos anos na busca por integrar ferramentas como teleconsultas, telediagnóstico e teleducação por meio de tecnologias da informação e comunicação. Desde 2020 o SUS oferece a prescrição eletrônica, um site onde os usuários podem obter e validar receitas médicas e atestados -um sistema que conecta médicos, pacientes e redes de farmácias.
De acordo com informações do Ministério da Saúde, por meio do Telessaúde Brasil Redes houve notável redução de custos e de tempo de deslocamento de pacientes, apoio à fixação de profissionais em áreas remotas, redução do número de encaminhamentos desnecessários, qualificação técnica e profissional à distância, apoio para aumento da cobertura da Estratégia da Saúde da Família e otimização de recursos públicos destinados ao setor. Hoje há um maior número de plataformas e aplicativos para teleorientações, teletriagem e teleconsultas que permitem prescrição digital, suporte à decisão médica e outros recursos.
Alguns atos normativos do governo federal, ainda em 2020, contribuíram para a regulamentação da telemedicina em todo o País, mas em caráter temporário e excepcional, definindo requisitos mínimos para sua implementação. Isso permitiu o crescimento dessa modalidade de atendimento, mas ainda é necessário avançar nessa regulamentação. Nesse ponto, om projeto de lei para regulamentação definitiva está em discussão numa comissão da Câmara dos Deputados.
Além do atendimento – Não se trata apenas de consultas quando se fala de telemedicina. Algumas tecnologias estão assim classificadas. É o caso de equipamentos de uso pessoal, como aparelhos auditivos, que, conectados a um smartphone, permitem ao paciente obter assistência remota de um fonoaudiólogo. A computação em nuvem é outra aliada, permitindo até mesmo a transmissão de exames de imagens pelos laboratórios que o realizam para avaliação de um médico que está em outra localidade.
Um grande avanço no atendimento sem dúvida foi o prontuário eletrônico, com o histórico do paciente que permite ao médico verificar digitalmente consultas realizadas anteriormente, mesmo que por outros especialistas, bem como tratamentos realizados ou em curso, resultados de exames, remédios prescritos e outras informações. A conexão promovida por aplicativos com acesso a esses prontuários e a outros dispositivos médicos (como os vestíveis, que captam dados do usuário), favorece a eficácia do acompanhamento pelo profissional de saúde ao longo do tratamento. Hoje, existem sistemas que fazem desde o monitoramento de sinais vitais por meio de aplicativos, enquanto outros estão em desenvolvimento, a fim de permitir, por exemplo, realizar exames sem a necessidade de sair de casa. Experiências com o uso de robótica para procedimentos de telecirurgia estão avançando – em 2020, no Brasil, houve 14 mil procedimentos cirúrgicos realizados por meio dessa tecnologia.
Inteligência Artificial na medicina: recursos em potencial e critérios éticos
Tecnologias de Inteligência Artificial (IA) representam grande potencial para a atenção à saúde. Softwares de prontuário mais eficientes, identificação inteligente de sintomas, uso de banco de dados detalhados e cirurgias executadas com a ajuda de robôs e assistentes virtuais estão entre as ferramentas de aplicação.
A IA compreende-se tecnologias capazes de aprender conceitos a partir de dados inseridos naquele determinado sistema, que passa a assimilar, agregar, processar e interpretar de maneira coerente e coesa. Assistentes virtuais de grandes empresas são exemplos de aplicações de IA, e diversos segmentos da economia já desenvolvem ferramentas inteligentes para facilitar o dia a dia de funcionários e otimizar processos.
Na área da saúde não é diferente. Entre as aplicações de IA estão elementos como prontuários inteligentes, softwares para busca de sintomas e robôs e assistentes virtuais que, conectados à base de dados trabalhada pela equipe, podem oferecer auxílio em atendimentos e procedimentos médicos.
A IA também aparece na pesquisa científica e na formulação de políticas públicas. O uso extensivo e articulado de dados permite que estudiosos e gestores cruzem informações e projetem cenários com grande precisão, algo valioso tanto na busca de novos tratamentos quanto na vigilância de doenças existentes e gestão de sistemas de saúde.
Porém, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda uma série de critérios éticos quanto ao uso de inteligências artificiais na área médica. O objetivo é garantir que a ética e os direitos humanos sejam colocados no centro do desenho, implantação e uso de tecnologias. Por isso, em junho de 2021 a agência divulgou orientações sobre o tema.
O relatório Ethics and governance of artificial intelligence for health (Ética e governança da inteligência artificial para a saúde, em tradução para o português) foi elaborado após dois anos de consultas com especialistas de todo o mundo, indicados pela OMS.
“Como toda nova tecnologia, a inteligência artificial possui um enorme potencial para melhorar a saúde de milhões de pessoas em todo o mundo, mas como toda tecnologia, também pode ser mal utilizada e causar danos”, afirmou Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS, no evento de divulgação do documento. “Este novo relatório importante fornece um guia valioso para os países sobre como maximizar os benefícios da IA, minimizando seus riscos e evitando suas armadilhas.”
O relatório da OMS afirma que as oportunidades da área estão ligadas a desafios e riscos. Entre eles, estão a coleta e uso antiético de dados de saúde, preconceitos eventualmente codificados em algoritmos e cibersegurança. Em um mundo onde associações de saúde dispõem e usam de dados privados de milhares de pacientes, a segurança e a ética vêm, juntas, em primeiro lugar.
Para limitar os riscos e maximizar as oportunidades da IA para a saúde, a OMS estabeleceu seis princípios como base para a regulamentação e governança da inteligência artificial.
São eles a proteção da autonomia humana, com ênfase no controle, privacidade e confidencialidade; promoção do bem-estar, segurança humana e interesse público; garantia de transparência, explicabilidade e inteligibilidade; promoção da responsabilidade e prestação de contas, com aplicação de mecanismos eficazes e disponíveis para questionamento e reparação de indivíduos e grupos que são adversamente afetados por decisões baseadas em algoritmos; garantia de inclusão e equidade, independentemente de idade, sexo, gênero, renda, raça, etnia, orientação sexual, capacidade ou outras características protegidas por códigos de direitos humanos; e promoção de inteligências artificiais responsivas e sustentáveis.
ABIMED participa da Hospitalar 2022
Patrocinadora institucional do evento, a Associação ocupará dois espaços no pavilhão de exposições, com uma ampla programação de palestras sobre os temas mais relevantes da Saúde.
A 27ª edição da Feira Hospitalar, o mais importante evento de saúde e principal plataforma de geração de negócios e networking do setor na América Latina, acontecerá de 17 a 20 de maio de 2022, no São Paulo Expo. Participando do evento desde sua 3ª edição, a ABIMED está finalizando os detalhes de sua programação, que neste ano se dará em dois espaços.
No estande de 100 metros quadrados, no Pavilhão 2, a entidade contará com duas salas de reuniões, reservadas para encontros e relacionamento com associados, parceiros de negócios e demais visitantes interessados em conhecer um pouco mais sobre as atividades da Associação.
Na Arena - Diálogos ABIMED, no Pavilhão 7/8, acontecerão diversas atrações programadas para todos os dias da exposição. Diariamente, serão apresentadas três palestras, contando com dois convidados por painel e com a moderação de representantes da ABIMED. O foco das palestras está em sintonia com o tema central da Hospitalar para este ano: “Back to basics: recuperando o fundamental e assimilando a inovação”. O que remete ao atual momento de transição de uma pandemia para a adaptação aos novos desafios, porém diante de muitas oportunidades tecnológicas que estão trazendo avanços para a saúde.
Nesse contexto de transformação, a programação da Arena Diálogos ABIMED comportará painéis sobre diversos assuntos inseridos nos cinco Eixos Estratégicos da Associação, e que passaram a conduzir sua política institucional. Entre os temas estão as estratégias de ESG e a cobrança social por organizações e governos cada vez mais conscientes de seu papel no trinômio “ambiental, social e governança”. Outros tópicos proeminentes, a serem abordados pelos palestrantes, sempre com foco na área da saúde são: segurança da informação; Metaverso e as implicações éticas e legais; desafios da logística global; tecnologias do futuro, como IA, impressão 3D e IoT.
A Hospitalar na história da ABIMED
O evento é um dos mais importantes para a ABIMED, até pelo fato de ser o berço de sua origem. Foi em 18 de junho de 1996, que a ABIMED foi fundada durante a 3ª edição da Feira Internacional de Produtos, Equipamentos e Serviços para Hospitais e Estabelecimentos de Saúde, então denominada Feira + Fórum Hospitalar. Desde então, a ABIMED vem participando de todos as edições do evento. E não poderia ficar de fora em 2022, quando o evento acontecerá em formato híbrido: presencial e digital. Na próxima edição apresentaremos mais detalhes sobre a programação da Arena ABIMED.
Sobre a Hospitalar
De acordo com informações dos organizadores, a Hospitalar 2022 contará com mais de 1.000 marcas expositoras, vindas de mais de 30 países, que ocuparão cerca de 100 mil metros quadrados, com mais de 30 eventos simultâneos. A expectativa é de receber cerca de 50 mil visitas profissionais (gestores hospitalares, distribuidores, médicos, enfermeiros, fornecedores, entre outros) durante os quatro dias de fóruns, cursos e exposições, que apresentarão as principais inovações e discussões sobre toda a cadeia do setor de saúde.
A ABIMED é um dos patrocinadores institucionais da Hospitalar, ao lado da Confederação Nacional de Saúde (CNSaúde); Federação Nacional dos Estabelecimentos de Saúde (FENAESS); Sindicato dos Hospitais do Estado de São Paulo (SINDHOSP); Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp), além de mais de 30 apoiadores
Medicina baseada em valor
Diferentemente da gestão tradicional da saúde, a medicina baseada em valor segue pelo caminho da prevenção e da promoção da saúde por meio, por exemplo, de uma boa relação entre médicos e pacientes, que é avaliada e mensurada com base no desfecho clínico. Este modelo vai em sentido contrário à chamada “medicina baseada em serviços”, focada muito mais em tratar a doença. Com a evolução da tecnologia e da forma de pensar a relação entre os prestadores de serviços e os clientes, novos conceitos foram surgindo.
A saúde baseada em valor, tem como foco o desfecho clínico e a experiência vivenciada e percebida pelo paciente – assim, medir o bem-estar dos beneficiários de um convênio médico, por exemplo, passa a ser mais importante do que o cálculo do quanto foi gasto para se chegar à solução desse problema e remunerar pelo volume dos serviços prestados.
Esta nova forma de atendimento implica rever o modelo de remuneração que envolvem, além do plano de saúde (convênios privados), hospitais e gestores públicos. Essa mudança do modelo de remuneração resulta em maior compartilhamento de responsabilidades e de riscos entre todos os que participam da operação. A medicina baseada em valor é fundamentada no resultado do entrosamento entre o paciente e o sistema de saúde. A remuneração, então, passa a ser medida de acordo com o resultado obtido, e não com os gastos realizados até se atingir o resultado. Nesse novo modo de pensar há o estímulo a se otimizar os gastos, evitando desperdícios de recursos sem comprometer a qualidade do atendimento. É possível, assim, substituir um fornecedor de menor qualidade por outro que realize a mesma função (ou melhor) a custos menores.
A indústria de tecnologias médicas são um elemento de agregação de valor, contribuindo para a sustentabilidade, tanto no aumento da qualidade quanto na busca de melhores preços. A ABIMED tem fomentado a adoção de recursos tecnológicos e o investimento contínuo em inovações, em benefício dos consumidores e das instituições envolvidas, para que a medicina baseada em valor seja um elemento estratégico para o setor. Isso não significa contradizer a tradicional saúde baseada em serviços. São empreendimentos complementares que devem ser empregados de acordo com o cenário pertinente. Uma das maneiras de a tecnologia médica incrementar a medicina baseada em valor é identificar situações de alto risco de um paciente e redirecioná-lo ao cuidado adequado, impedindo complicações de sua situação clínica. Coletar e gerenciar dados também é um requisito importante para melhorar a relação custo-resultado.
São características deste método de gestão: o aumento da satisfação dos pacientes (traz benefícios à imagem a médio e longo prazo às instituições, podendo gerar fidelidade), a melhoria na qualidade dos serviços (uma vantagem competitiva para com outros players), a antecipação de problemas (medindo-os em sua fase inicial) e a melhoria na produtividade com redução dos custos assistenciais (investindo mais em prevenção, gasta-se menos no futuro com o agravamento de doenças). A otimização desse conjunto de características melhora o sistema de saúde como um tudo, incluindo a situação dos profissionais do atendimento aos pacientes, que deixam de ficar sobrecarregados e passam a se sentir mais satisfeitos e valorizados, o que os incentiva a se engajar mais na qualidade.
No cenário atual, em que os clientes têm cada vez mais acesso à informação, aumentando sua capacidade de escolher entre um ou outro prestador, cresce também o nível de exigência. Cabe a todos os envolvidos no sistema mudar seus processos para atender a esse alto nível, tornando o paciente parte integrante da tomada de decisões em relação à sua saúde.
Mesmo que essa mudança de paradigma seja desafiadora de ser implantada, ela trará benefícios óbvios para o consumidor, mas também para os custos do sistema, com eficiência hospitalar que se traduz em racionalização dos recursos, eficiência no uso de leitos, redução da reinternação e de internações evitáveis e maior controle dos investimentos necessários. Cabe às instituições entenderem e disseminarem essa nova cultura internamente, a fim de a implementar de modo eficiente em todas as áreas envolvidas.
Uso racional de materiais reduz custos
Os custos envolvidos na formação de estoques de materiais em hospitais usualmente representam uma parcela relevante do patrimônio da instituição e pressupõem uma administração inteligente e estratégica. Uma instituição pública precisa ter esse cuidado de maneira constante, dadas as suas restrições orçamentárias, enquanto uma da iniciativa privada necessita otimizar custos a fim de ser economicamente viável.
Os processos para manuseio e manutenção devem ser claros e os profissionais que os utilizam podem precisar de um treinamento específico. Conhecer as normas técnico-operacionais de um equipamento ou a forma correta de utilizar um material, assim como as situações clínicas corretas em que esses recursos devem ser empregados, são medidas que precisam fazer parte da formação do profissional de saúde. Uma vez que ele estiver preparado, terá mais autonomia na escolha dos materiais médico-hospitalares que deve empregar no atendimento aos pacientes.
Pensar o uso consciente de materiais e recursos envolve ainda outros aspectos do ambiente de trabalho hospitalar, como lavanderia, transporte, limpeza, alimentação e muitos outros. A falta de profissionais qualificados e a pouca atenção no planejamento logístico de insumos acabam afetando diretamente no número e na qualidade dos atendimentos. Para atingir esse objetivo, deve-se evitar o desperdício nas mais variadas situações: no uso de material hospitalar, nos esforços desnecessários, no uso inadequado do tempo – a fim de evitar o retrabalho – e com processos ineficazes. A figura de um gestor responsável que tenha proximidade com sua equipe torna mais eficiente a comunicação para a correção de eventuais desajustes.
Um aspecto a ser avaliado na gestão de recursos são os ciclos de demandas, especialmente em relação a medicamentos. Estudar o histórico do uso de fármacos em diferentes períodos do ano serve de parâmetro para manter um suprimento adequado, sem que haja sobrestoque. É necessário um bom nível de controle da informação do que está sendo armazenado e do espaço necessário. A boa gestão deve incluir a destinação correta dos resíduos hospitalares, pois esses resíduos são também resultado de todo o processo de uso apropriado de materiais e recursos. Quando esses materiais atingem a obsolescência, devem ser retirados do processo, ou substituídos por outros. Esses processos devem, é claro, fazer parte do planejamento.
A conscientização do uso de materiais e recursos deve engajar todos os envolvidos no processo. Dessa forma, o controle passa a ser mais efetivo e possibilita a inovação de uma política de compras na direção de otimizar as compras, garantindo a qualidade e a adequabilidade dos produtos adquiridos.
Cabe também à alta administração perceber que essa conjuntura é parte importante da estrutura da instituição, passando a valorizar as pessoas envolvidas e oferecendo o treinamento adequado, sempre que necessário, para que essa relação de consciência e responsabilidade aumente cada vez mais. A cadeia de suprimentos evolui constantemente, necessitando de uma renovação dos parâmetros de tempos em tempos, a fim de manter o mais alto nível de eficiência. Isso resultará na maior objetividade do atendimento aos clientes, com benefícios econômicos e melhoria do desempenho.
Fonte: Abimed, em 19.04.2022.