
Silvio Garcia Júnior é o novo Gerente de Relações Institucionais e Governamentais da ABIMED para atuação em São Paulo, reforçando a equipe de colaboradores da entidade. Silvio possui certificação profissional em ESG e Gerenciamento de Projetos pela FGV. É advogado formado pela Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP), com pós-graduação em Direito Público com ênfase em gestão pública e MBA em Economia e Gestão com ênfase em Relações Governamentais pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).
O novo Gerente exerceu os cargos de Secretário Adjunto de Estado no Governo do Estado de São Paulo e Secretário Parlamentar na Câmara dos Deputados, além de ter atuado na liderança de Projetos e Relações Governamentais na Agência Paulista de Promoção de Investimentos e Competitividade (InvestSP), onde coordenou a interlocução entre investidores e órgãos do Poder Executivo e Legislativo, em todos os níveis de Governo, contribuindo com a captação de investimentos privados para o Estado de São Paulo. Desenvolveu também atividades junto à Assembleia Legislativa do Estado de SP (ALESP) e foi Diretor na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP).
Com sua especialização em Gestão Pública e Relações Governamentais, Silvio vem somar forças à ABIMED em sua atuação estratégica junto a órgãos públicos e mapeamento de processos e atos legislativos que interessam ao setor de dispositivos médicos.
Como lidar com os dez desafios globais na educação médica

Os educadores na área da saúde e os alunos enfrentam no dia a dia muitos desafios para obtenção, consolidação e disseminação do conhecimento. A Associação Internacional de Educadores Médico-Científicos publicou um interessante artigo de Stewart Mennin, que analisa quais são os 10 maiores desafios globais:
1 – A pandemia impôs mudanças que se perpetuaram, como a substituição do presencial pelo on-line, em muitas instâncias. Mas no caso da educação médica, isso representou uma fragmentação de conteúdos e a redução de oportunidades para os encontros clínicos.
2 – A qualidade do ensino continua sendo um grande desafio, ainda mais depois da Covid-19. Muitas avaliações são agora on-line, provocando muitas discussões sobre sua validade e eficácia. O autor avalia que, mesmo existindo as salas temáticas on-line, as discussões em grupo foram afetadas.
3 – Ao mesmo tempo em que mudou significativamente nos últimos anos, a educação médica ainda conta com um corpo docente resistente a mudanças, em muitas instituições.
4 – Os profissionais de saúde são formados em um modelo que prioriza a prática independente e o treinamento em pesquisa também os direciona a serem investigadores independentes. Assim, a colaboração e o compartilhamento entre pares tornam-se difíceis.
5 – “Há muito a fazer, não há tempo suficiente e não há recursos suficientes. Este é um problema crônico que não vai desaparecer”, diz o autor. Ele ainda destaca que isso vale para o atendimento ao paciente, pesquisa, ensino e administração.
6 – O preconceito continua permeando os ambientes, seja em função de raça, gênero, idade, religião, região de procedência, entre outros. A equidade de gênero ainda está distante, pois os homens continuam dominando os papéis de liderança no meio acadêmico.
7 – A área da educação em saúde exige uma dedicação intensiva, que acaba esgotando muitos profissionais. Sem falar na necessidade de desempenhar múltiplas funções, como professor, pesquisador, clínico e gestor admnistrativo, entre outras.
8 – Um currículo integrado, que contemple as várias disciplinas e departamentos de uma instituição de ensino, também é uma meta que precisa ser buscada. Não basta integrar mais cursos ao currículo, tornando a transmissão de conhecimentos algo esmagador para alunos e professores.
9 – Ainda ocorre o conflito entre indivíduos e grupos nas instituições profissionais de saúde. O aprendizado precisa ser, cada vez mais, baseado na capacidade de aprendizagem do aluno.
10 – A capacitação continuada do corpo docente permanece deficiente. Muitos educadores não se envolvem na capacitação, quando é voluntária. Ou ainda, as oportunidades de reciclagem são isoladas, sem continuidade ao longo do tempo.
Baseado em Rittel e Webber (1973), Mennin chama esses desafios de “questões perversas”, ou seja, não se encerram com medidas simplistas, pois são sensíveis a várias condições ao mesmo tempo. Ele sugere, então, três abordagens para tornar essas questões gerenciáveis: investigação, padrões e ação adaptativa. Na linha investigativa, o autor sugere, por exemplo, transformar julgamento em curiosidade, afinal, esta leva ao aprendizado. Os padrões “perversos” não são estáveis, ressalta ele, pois envolvem relacionamentos humanos. Assim, é importante entender como as diferentes partes interagem no estabelecimento de padrões. Finalmente, ele ensina que a ação adaptiva nos ajuda a indagar e perceber o padrão em uma situação de problema “perverso” na educação médica.
Campus ABIMED firma parceria com a FGV-IDE

Em sua missão de contribuir com a formação e educação continuadas na área da tecnologia da saúde e dentro de seu Eixo estratégico, a ABIMED, através de seu programa Campus ABIMED acaba de firmar parceria com a Fundação Getúlio Vargas – Instituto de Desenvolvimento Educacional (FGV-IDE). Reconhecido por seu excelente nível acadêmico, o IDE-FGV oferece cursos de pós-graduação lato sensu, de aperfeiçoamento e extensão, presenciais ou à distância.
Pelo convênio, os colaboradores das associadas, e seus dependentes diretos, terão 10% de desconto nos cursos de pós-graduação, de curta e média duração (on-line, presencial ou semipresencial); 10% de desconto nos cursos de especialização / MBA, de curta e média duração (em todas as modalidades) e 20% de desconto na livraria da FGV. Para mais informações, acesse https://educacao-executiva.fgv.br/sp/sao-paulo
Inaugurado no final de 2022, o Campus ABIMED é uma iniciativa vinculada ao fomento da educação na área de dispositivos médicos, voltada para a qualificação dos colaboradores das empresas associadas. Sua programação inclui treinamentos direcionados para as necessidades do setor, com parcerias institucionais.
A pauta ESG nas organizações de saúde

Como as organizações de saúde estão implementando suas políticas de ESG? Este foi o questionamento que serviu de base para um amplo estudo do Health Research Institute (HRI), da consultoria PwC, que analisou as iniciativas ambientais, sociais e de governança de 45 sistemas de saúde e seguradoras e 32 empresas farmacêuticas e de biociências. Uma das conclusões é que o pilar social está sempre presente no foco de atenção das organizações, mas elas podem ampliar a agenda ESG incluindo ações ambientais e de governança.
No quesito ambiental, muitas operadoras, seguradoras e hospitais vêm buscando alternativas sustentáveis para suas instalações, como a liderança em energia e design ambiental (LEED, em inglês). Outras estão avançando ao repensar formas para reduzir o impacto ambiental de insumos descartados na operação.
O estudo constatou que, no pilar da governança, estão as maiores chances para o crescimento das ações ESG, pois não bastam relatórios de sustentabilidade. Organizações realmente transparentes divulgam, por exemplo, a estrutura de seus conselhos e suas políticas para prevenção a fraudes e violações éticas. Uma estratégia consistente de governança pode minimizar os riscos nesse tema e proteger a marca da empresa.
Na área social, várias organizações têm iniciativas voltadas para garantir uma comunicação cada vez mais transparente e o aprimoramento de programas que garantam a diversidade e a inclusão entre seu time de colaboradores. Mas aqui também há espaço para mais ações, mais consistentes. Das lideranças entrevistadas, 58% disseram que esperam aumentar o treinamento em diversidade e inclusão e 52% pretendem ampliar a divulgação sobre o tema nos próximos meses.
A pesquisa chama atenção para o fato de que prestadores de serviço, operadoras e seguradoras de saúde tem amplas oportunidades de desenvolver esforços ESG relevantes em todo o negócio, não apenas em seus comunicados à imprensa. Tais medidas precisam estar alinhadas com a missão geral de melhorar a saúde da população. Os fatores ESG não podem ser vistos como uma pauta impositiva, mas sim como parte da responsabilidade corporativa na construção de uma consciência coletiva mais sustentável. As organizações podem – e devem – se diferenciar por meio de estratégias ESG que a tornam mais interessante para os clientes, colaboradores, investidores e analistas.
Open Health possibilitará prontuário único dos pacientes e livre acesso a dados, pesquisas e tecnologias

Uma antiga demanda do setor de saúde está tomando corpo e pode ser anunciada em breve. Trata-se do Open Health, uma plataforma aberta de dados de saúde, que permitirá a criação de um prontuário único para o paciente e maior agilidade na portabilidade entre planos de saúde. A iniciativa é do Ministério da Saúde, em parceria com a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).
Envolvendo uma análise minuciosa, pois os dados compartilhados serão extremamente sensíveis, por se tratar da saúde do paciente, a plataforma terá dois pilares: assistência ao consumidor, com foco em compartilhamento de dados em saúde para criação do registro único ou prontuário eletrônico de saúde; e financeiro, cujo objetivo é estimular a concorrência no mercado de planos de saúde, melhorando o formato de portabilidade.
O Open Health poderá auxiliar muito, por exemplo, quem sofre de doenças crônicas, pois os profissionais de saúde terão em mãos todo o histórico da evolução clínica do paciente. Por meio da plataforma, também será possível monitorar o índice de pacientes que seguem adequadamente o tratamento prescrito, bem como acompanhar a taxa de adesão global ou segmentada por tipo de doença, idade ou outros fatores relevantes. Desta forma, o médico terá uma visão mais ampla dos tipos de cuidados adotados por outros profissionais.
A convergência de dados do paciente, independentemente se ele acessou o serviço público ou privado, consistirá em um grande ganho para o ecossistema da saúde. Hoje, muitas informações são perdidas ou difíceis de serem encontradas, porque não há uma plataforma única que concentre esse histórico.
O Open Health também representará uma grande evolução no acesso a dados, pesquisas, tecnologias e práticas relacionadas à área da saúde. Todo o setor aguarda com expectativa o lançamento da plataforma, ainda sem previsão divulgada pelo Ministério da Saúde.
Big Data na saúde: os desafios da ética e da segurança dos dados pessoais

A gestão eficiente dos dados na área da saúde ganha cada vez mais relevância, pois impacta diretamente a qualidade dos serviços prestados e a tomada de decisões, além de proporcionar redução de custos e ganho de produtividade. Mas um outro aspecto não pode ser negligenciado: a segurança e ética no manejo de dados pessoais.
O Big Data na saúde, possui um grande potencial para ser aliado do setor pois, disponibiliza uma variedade imensa de informações e vasta quantidade de dados. O conceito está ligado ao alto volume de subsídios gerados que demandam novas tecnologias para serem interpretados, como prontuários eletrônicos, exames e laudos on-line e aplicativos de monitoramento de atividades pessoais. Contudo, as empresas sabem que não basta armazenar e organizar os dados, pois as questões éticas envolvidas demandam apurado rigor.
Desde que entrou em vigor, em 2020, a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPT) estabeleceu critérios para garantir a segurança de informações dos pacientes, exigindo a adequação de todos os estabelecimentos da área da saúde. As multas para instituições que descumprem as regras podem chegar a R$ 50 milhões. Assim, a LGPT tem um impacto direto na utilização do Big Data.
Os dados coletados podem ser utilizados na melhoria do negócio desde que tragam benefícios para o próprio paciente. As informações referentes ao paciente só podem ser armazenadas com o seu consentimento expresso. As empresas devem ter um funcionário interno responsável por esse gerenciamento, ou contratarem um prestador de serviço especializado, mas se este não tiver um sistema completamente seguro e houver violação do protocolo, a empresa contratante também será responsabilizada. A LGPT ainda assegura que os pacientes têm o direito de saber quais dados constam no sistema e com qual finalidade.
Portanto, é inegável que a segurança é um dos grandes desafios do Big Data. Saem na frente as instituições de saúde que têm uma infraestrutura de TI adequada, investem na capacitação de seus profissionais, constroem um bom warehouse (sistema que armazena e conecta grandes volumes de informação), reforçam a segurança por meio de firewalls, controles de acesso e implantam uma sólida cultura de proteção de dados entre seus colaboradores.
Conheça em breve os resultados da Pesquisa Termômetro do 1º semestre de 2023

A ABIMED está consolidando um novo mapeamento do cenário de negócios no setor da tecnologia da saúde. Trata-se da pesquisa Termômetro ABIMED, que é realizada periodicamente. A entidade ouviu suas associadas por meio de um questionário online, durante o mês de julho, e divulgará em breve os resultados.
O Termômetro ABIMED visa identificar os impactos econômicos sobre o setor em cada período. O novo estudo contemplará o período do 1º semestre de 2023 e poderá confirmar as perspectivas levantadas na edição anterior.
Divulgada em agosto do ano passado, a pesquisa de 2022 mostrava um cenário otimista, em que 88% das empresas do setor de dispositivos médicos previam aumento de investimentos para os próximos meses. A tendência foi apontada mesmo com o cenário daquele momento, que já contava com a Guerra na Ucrânia, o período eleitoral tenso no Brasil e uma operação padrão da Receita Federal, que levou mais de seis meses para ser suspensa e impactou as importações. Cerca de 46% das empresas pesquisadas acreditavam em um faturamento superior a 10% em relação a 2021; 19% apostavam em um crescimento entre 5% e 10% e 23% estimavam aumento entre 1% e 5%.
Saber ABIMED analisa políticas de incentivos fiscais da Zona Franca de Manaus para o setor

Uma das parcerias que nasceram durante a Hospitalar 2023, realizada em maio, em São Paulo (SP), já começa a render frutos para a indústria de dispositivos médicos. Em 3 de agosto, o Saber ABIMED realizou um importante webinar com a participação da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) sobre a “Política de Incentivos Fiscais da Zona Franca de Manaus (ZFM) à indústria de produtos da saúde”. O evento teve como convidados os executivos da Suframa: João Bosco Gomes Saraiva, superintendente; Luiz Frederico Oliveira de Aguiar, superintendente adjunto executivo; e Camilla Jacquelinne Medeiros Carneiro, engenheira da Coordenação-Geral de Análise de Projetos Industriais (CGPRI). A moderação foi de Silvio Garcia Júnior, novo gerente de Relações Institucionais e Governamentais São Paulo da ABIMED.
Aguiar falou sobre os “Benefícios Fiscais para a Indústria de Tecnologia de Produtos da Saúde”, apresentando os marcos normativos administrados pela Suframa e o Processo Produtivo Básico (PPB). Carneiro conduziu a apresentação sobre “O Processo de Implantação de Indústrias na Zona Franca de Manaus”, detalhando os passos necessários para a fixação de novas empresas na área de abrangência do órgão.
Também foram abordadas as condições para as empresas usufruírem dos benefícios fiscais, como a implementação de normas de qualidade e laudo técnico de auditoria independente.
Arthur Lisboa, coordenador-geral de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais da Suframa, declarou ao site da autarquia que “a iniciativa fortalece um segmento da indústria estratégico, que é o polo de saúde e equipamentos médicos, representado pela ABIMED”. Vale lembrar que a entidade congrega associadas que respondem por 65% do mercado de equipamentos e dispositivos médicos no País e empregam 174 mil colaboradores.
Newsletter – Soluções Britânicas em MedTech Agosto 2023

O Governo Britânico no Brasil apresenta a newsletter com uma seleção de empresas britânicas em equipamentos e dispositivos médicos que buscam distribuidores e representantes comerciais no Brasil.
Você receberá mensalmente essa newsletter com novas oportunidades comerciais. Caso se interesse por alguma empresa, basta responder este e-mail e nosso time entrará em contato
Bons negócios!
Soluções britânicas
Líder de móveis ergonômicos no Reino Unido para posicionamento de pacientes durante exames e sessões de fisioterapia e reabilitação. Oferecem produtos de alta qualidade e design inteligente, pensados para as necessidades dos pacientes e profissionais de saúde. Não possuem registro e buscam distribuidores para venda dos produtos no Brasil.
Fabricante de produtos e instrumentos cirúrgicos e odontológicos de acordo com padrões internacionais de qualidade e excelente custo-benefício. Possuem experiência de comercialização no país, mas buscam diversificar distribuidores para venda dos produtos no Brasil.
Com mais de 30 anos de experiência, oferece soluções como: (i) doppler de diagnostico por ultrassom, para monitoramento fetal e checkup de saúde vascular; (ii) instrumentos sofisticados para parto na água; e (iii) insuflador de cólon à base de CO2 pouco invasivo para colonoscopia, capaz de reduzir a duração do procedimento para 10 minutos. Não possuem registro e buscam distribuidores para venda dos produtos no Brasil.
Fabricante de equipamentos de marcação a laser para instrumentos cirúrgicos. De uso simples e rápido, o equipamento imprime um QR-Code em 5 segundos em instrumentos de diferentes materiais, permitindo melhor controle em hospitais. Não possuem registro e buscam distribuidores para venda dos produtos no Brasil.
Solicita: Anvisa muda aba sobre exigências para facilitar a vida do usuário

O sistema de peticionamento eletrônico Solicita passa por mais uma evolução, a fim de aprimorar a experiência de uso.
Com o objetivo de facilitar a utilização do Solicita pelos usuários, a Anvisa realizou mais uma melhoria no sistema. Agora, exigências em aberto de processos já finalizados não aparecem na aba “Exigências em aberto”.
Assim sendo, caso um processo atinja uma situação de documentação que signifique o fim da atuação da Agência sobre aquele expediente (publicado, deferimento/indeferimento, anuído/não anuído, cancelado, desistência a pedido etc.), as exigências que permaneçam não cumpridas no respectivo expediente não serão exibidas para a empresa na aba “Exigências em aberto”. Com a mudança, os usuários não terão mais dúvidas sobre a necessidade de cumprir determinada exigência após a finalização da solicitação.
O Manual do Solicita já foi atualizado com essa informação e está disponível para consulta. Atenção! Talvez seja necessário limpar o cache do navegador ou abrir o link em aba anônima para acessar a versão mais atual do documento.
Fonte: Abimed, em 16.08.2023.