A ABIMED firmou acordo com a EMBRAPII para fomentar ambiente favorável à inovação e a introdução de novas tecnologias que beneficiem todo o sistema de saúde, com o uso racional de recursos, maior eficácia nos tratamentos e, assim melhorar a qualidade de vida da população. Com a iniciativa, empresas associadas e centros acadêmicos estarão mais próximos para o desenvolvimento de novas tecnologias na área de saúde.
A assinatura do Termo de Cooperação fez parte do evento online “Saber ABIMED: parceira ABIMED e EMBRAPII”, realizado no dia 20 de outubro e que reuniu o presidente executivo da Associação, Fernando Silveira Filho, o diretor-presidente da EMBRAPII, Jorge Almeida Guimarães, o diretor de Planejamento e Relações Institucionais da EMBRAPII, Igor Manhães Nazareth, e representes das unidades EMBRAPII: CIMATEC, Eldorado, IFSC/USP, IFCE e CEEI/UFCG. A moderação foi do Gerente de Relações Governamentais e Institucionais da ABIMED em Brasília, Felipe Carvalho.
Para Fernando Silveira Filho, a parceria possibilitará o incentivo e crescimento das atividades de inovação industrial pelo país, conectando ainda mais as associadas da ABIMED e as instituições científicas. Além disso, destacou a importância do evento para as associadas e público em geral.
“Com o evento, sem dúvida um passo importante para a ABIMED, pudemos apresentar a parcerias às nossas associadas, conhecer o modelo de atuação da EMBRAPII e os recursos e modalidades de financiamento para fomento de projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação no setor da saúde, e mostrar como os Centros de Pesquisa credenciados pela EMBRAPII (Unidades EMBRAPII) podem colaborar para aumentar a competitividade e a capacidade tecnológica das empresas de tecnologia de produtos para a saúde”, destacou Fernando.
Jorge Almeida Guimarães destacou as perspectivas positivas do acordo. “Mesmo antes da pandemia, o setor da saúde já era representativo no portfólio de projetos da EMBRAPII, especialmente quanto ao desenvolvimento de equipamentos médicos e hospitalares. Esse segmento tem grande potencial e a parceria EMBRAPII - ABIMED vai atrair ainda mais empresas para a execução de projetos de P&D de forma ágil e sem burocracia. O setor de equipamentos e produtos para saúde tem muito a ganhar com essa união e com as ações que vamos executar juntos”, disse o executivo.
Por dentro das atuações da ABIMED quanto à Reforma Tributária
A ABIMED segue trabalhando, agora no Senado, para sensibilizar os parlamentares com relação aos impactos da proposta de Reforma Tributária para o setor da saúde. A Associação se reuniu por duas vezes com o Senador Ângelo Coronel, relator do PL 2337/2021, que faz uma revisão do Imposto de Renda, da contribuição sobre lucro líquido e prevê revogações de leis anteriores que permitiam isenções de PIS e Cofins que afetam o setor de dispositivos médicos. Nestas interações, foram apresentados pela ABIMED posicionamento e proposta de Emenda ao PL, para os quais o Senador e seus assessores se mostraram sensíveis ao pleito da Associação pela retirada do artigo que prevê tais revogações.
Para debater o PL 3203/2021, ainda sem relator designado na Câmara dos Deputados e que trata exatamente das revogações de leis anteriores que permitiam isenções de PIS e Cofins trazidas pelo PL 2337/2021, os representantes da ABIMED estiveram também por duas vezes com o assessor do Deputado Ricardo Barros, líder do Governo na Câmara, Luiz Cláudio de Carvalho, ex-secretário de Fazenda dos Estados do Rio de Janeiro e São Paulo, que recebeu bem o posicionamento contrário a estas revogações.
A entidade também se reuniu com a assessoria do senador Roberto Rocha, relator da PEC 110/2019, para entender qual seria o rito de tramitação da PEC e como os setores saúde e educação seriam abordados no relatório do Senador quanto à necessidade de tratamento tributário diferenciado para estes setores de fundamental importância social. Em seu relatório, divulgado posteriormente à reunião, o parlamentar destacou a possibilidade de que tais setores venham a ter esse tratamento diferenciado, porém seria algo a se dar por meio de leis complementares e não diretamente no texto constitucional. A Associação vem buscando junto a outros senadores a colocação de Emenda à PEC 110/2019 por julgar que saúde e educação devem ter previsão constitucional de tratamento tributário diferenciado.
Com correalização da ABIMED, 1º Fórum Intersetorial de Saúde Digital ressalta saúde digital como mais um importante instrumento de atendimento
A realidade sobre o desenvolvimento tecnológico em prol da sociedade ganhou uma nova proporção e urgência com a crise social e econômica, causada pela pandemia da Covid-19 em todo o mundo. Diante desse novo cenário e das necessidades em superar as barreiras impostas pela pandemia, importantes temas têm, cada vez mais, ganhado espaço e provocado discussões para viabilizar e qualificar o atendimento ao cidadão.
Com essa finalidade, entre os dias 20 e 24 de setembro foi realizado o 1º Fórum Intersetorial de Saúde Digital, promovido pela Secretaria Especial de Produtividade e Competitividade do Ministério da Economia (Sepec/ME), por meio de sua Secretaria de Advocacia da Concorrência e Competitividade (Seae) e ABIMED, contando com apoio do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) e do Projeto Global Infraestrutura da Qualidade (PGIQ), implementado pela Agência Alemã de Cooperação Internacional (GIZ), com o objetivo de refletir sobre as oportunidades que a integração de serviços e o avanço de novas tecnologias podem oferecer ao exercício da saúde digital.
O evento proporcionou grandes debates sobre uma Infraestrutura da Qualidade com o objetivo de estimular a inovação, facilitar o comércio e a produção nacional, sob um viés de desenvolvimento e tecnologias digitais. Além de ter como pretensão reduzir as barreiras técnicas ao comércio, fortalecer a segurança dos produtos e aumentar a proteção ao consumidor por meio do diálogo político dos ministérios e reguladores relevantes.
Maratone este evento pelo YouTube da ABIMED.
Mulheres em Foco – Jiham Zogbi
O destaque desta edição do Mulheres em Foco, espaço destinado a apresentar mulheres que fazem a diferença no setor da saúde, é Jiham Zogbi. Libanesa que vive no Brasil deste 1990, ela é fundadora da Dr. TIS, startup que oferece sistemas white-label de telemedicina para hospitais, médicos e operadores de saúde.
Jiham foi uma das moderadoras do 1º Fórum Intersetorial de Saúde Digital, uma iniciativa da Secretaria Especial de Produtividade e Competividade do Ministério da Economia (Sepec/ME), em conjunto com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), da ABIMED e da GIZ Brasil (Agência de Cooperação Alemã para o Desenvolvimento), realizado na segunda quinzena de setembro.
Conheça um pouco sobre sua carreira:
Conte um pouco sobre sua trajetória profissional:
Jiham - Saí de casa muito cedo. Fui a primeira mulher da minha aldeia de Kamed El Louz a sair de casa para estudar na capital do Líbano. Lá conquistei uma bolsa de estudos para ingressar na Universidade Americana de Beirute para estudar Matemática. Aos 21 anos, cheguei ao Brasil, aprendi a falar português sozinha e optei por iniciar minha segunda graduação em Ciências da Computação no Mackenzie. E fui uma das poucas mulheres da minha turma. Meu primeiro trabalho no Brasil foi na área de saúde na Ameplan, operadora em São Paulo.
No mestrado em Ciência da Computação, na Universidade de São Paulo, foquei meus estudos em processamento de imagens médicas usando modelos matemáticos para segmentar tumor cerebral. Foi no doutorado, também em Ciências da Computação pela USP, que meus estudos foram aprofundados em Deep Plane, uma Inteligência Artificial na qual montamos uma rede neural aplicada à classificação de imagens médicas normais e anormais.
Meu desejo de atuar na área da saúde falou mais forte ao perder meu irmão para o câncer. Eu queria usar a tecnologia para ajudar no diagnóstico de doenças e permitir o acesso às pessoas que não tinham condição financeira de pagar por isso.
Durante uma visita à Jornada Paulista de Radiologia tive um insight importante. Eu vi muitas empresas estrangeiras com sistemas de diagnóstico de imagem e poucas iniciativas nacionais e estava ciente dos avançados estudos e da quantidade de gente talentosa e capaz no Brasil. Isso despertou o desejo de fazer algo disruptivo que alcançasse também o mercado internacional. E assim surgiu a Dr. TIS, healthtech especializada em diagnóstico de imagem e telemedicina.
Quais foram os maiores desafios que enfrentou em sua trajetória profissional?
Jiham - Existem vários desafios dentro da jornada de empreendedorismo. A cada fase surgem desafios diferentes. O primeiro deles é entender as dores que você vai resolver nos seus potenciais clientes. Depois vem a estruturação, montando uma equipe diferenciada com capacidade técnica e muita agilidade. Então, chega a hora de tornar tudo isso real, encontrar seu cliente e montar seu MVP, o ‘produto mínimo viável’. Entre todos os desafios que encontrei, o maior deles foi mudar a cultura das pessoas e convencê-las a mudar seus processos e investirem em transformação digital.
Teve maiores dificuldades para ser aceita profissionalmente por ser mulher?
Jiham - Não senti dificuldade por ser mulher porque eu nunca olhei para o gênero como um principal ativo para você conseguir fazer alguma coisa na vida. Sempre foquei no objetivo e na capacidade de fazer acontecer. Pode ser que algumas pessoas duvidem da força da mulher, de conseguir empreender, de ter um produto realmente bom no mercado. Eu senti isso algumas vezes, mas nunca deixei isso me afetar, porque para mim é indiferente. Por atuar na área de exatas, sempre trabalhei em grupo com uma presença maior de homens. O problema está no mercado e não na atuação da mulher. É preciso mudar esse mindset.
Como você avalia a participação feminina na área da inovação e no setor de saúde de forma geral?
Jiham - Não é nada fácil ser mulher no ecossistema de inovação brasileiro. O “Female Founders Report 2021”, estudo elaborado pela empresa de inovação Distrito, em parceria com a Endeavor e a B2Mamy, mostra que as empresas de base tecnológica fundadas apenas por mulheres representam 4,7%. Há uma década esse número era de 4,4%, ou seja, evoluímos muito pouco. O estudo ainda aponta que, entre essas empresas fundadas por mulheres, a área de saúde e biotecnologia se destacam representando 15,2%.
Em uma rápida análise social, percebe-se a liderança feminina nas rotinas de cuidado com a saúde dentro de casa. Essa habilidade migra para o perfil das executivas, no ambiente corporativo. A visão ampliada sobre as necessidades das famílias, a experiência de mercado e a qualificação médica são fatores que, juntos, geram enorme potencial para mudar a realidade. Quando se trata de tecnologia, o tema é ainda mais complicado, pois exige que as gestoras trabalhem além para mudar o mindset das pessoas. É fato que lideranças femininas ocupam, pouco a pouco, um papel estratégico no mundo da inovação.
Mas a semente já está sendo plantada. Prova disso é que essas dirigentes se tornaram vozes ativas em projetos que evoluíram do campo das ideias para negócios escaláveis, que têm atraído a atenção de investidores internacionais. Mulheres, tecnologia e saúde se complementam em um hub de transformação.
Você tem algum conselho para outras mulheres que pretendem ingressar no mundo da inovação em saúde?
Jiham - Meu conselho é que desempenhem o melhor que sabem fazer. Sejam criativas e inovadoras. Busquem pelas melhores oportunidades para aquele momento. Estudem muito, conhecimento é a base e sem ele não chegamos a lugar nenhum. É importante não parar de estudar nunca. Não parem na graduação. Vão além, façam uma especialização, intercâmbios, se for possível. Não desanimem nos primeiros obstáculos. É preciso correr atrás do sonho e investir nele.
Em sua opinião, qual será o futuro da Telemedicina no Brasil e no mundo?
Jiham - Acredito que o Brasil precisa da telemedicina e o uso dessa tecnologia tem o potencial para democratizar a saúde no país. Não há justificativa razoável para o Brasil — um país de dimensões continentais e com tantos gargalos na saúde — não autorizar o uso permanente da telemedicina no pós-pandemia. Trata-se de um modelo de atendimento comprovadamente eficaz em diversos casos, como controle de doenças crônicas e acompanhamento pós-cirúrgico. Mas, paralelamente a isso, já há diversos outros recursos prontos para serem utilizados em breve, como chips para monitoramento remoto de sinais vitais, assistentes virtuais para acompanhamento de pacientes crônicos e inteligência artificial para coleta, armazenamento e cruzamento de dados — só para citar alguns.
A telemedicina é uma alternativa eficaz para ajudar a desafogar o sistema de saúde, diminuir custos, agilizar diagnósticos e levar atendimento de qualidade a áreas remotas do país. E eu confio que será um serviço que permanecerá disponível após o período de Emergência de Saúde Pública de Importância Nacional — que, hoje, é a classificação que permite o uso da ferramenta. O governo — junto, claro, ao Conselho Federal de Medicina, instituições de saúde e profissionais — devem se preparar para o aumento na demanda. São necessárias regulação, capacitação e informação para que os atendimentos à distância aconteçam de forma responsável e segura.
Qual sua opinião sobre iniciativas como o Fórum Intersetorial de Saúde Digital para a democratização da saúde no Brasil?
Jiham - Para democratizar a saúde no Brasil, o Fórum Intersetorial de Saúde Digital foi fantástico. O painel trouxe a participação de pessoas de várias ações e perfis diferentes, como áreas jurídicas, inovação e empreendedorismo. As abordagens foram em temas contemporâneos focando no cenário brasileiro atual, como a telemedicina. Precisamos de mais iniciativas como essa para buscar a mudança cultural e de mindset para promover a transformação digital na área da saúde.
Setor já está aderente à LGPD
Setor acostumado às rígidas normas de compliance em todo o mundo encabeça mudança de comportamento em relação à gestão de dados
Apagões, invasões de sistemas por hackers, sequestro de dados. Essas são crises que amedrontam empresários, clientes e, no setor da saúde, pacientes. As fragilidades aparecem a cada dia, frente a uma série de inovações tecnológicas. Para combater acessos indevidos aos dados, além dos próprios investimentos em segurança, a regulação se torna obrigatória.
Em seu papel de orientar o setor como entidade, a ABIMED (Associação Brasileira da Indústria de Alta Tecnologia de Produtos para Saúde) realizou o painel “Privacidade e política de dados no Brasil: implicação para o setor de equipamentos e dispositivos médicos” durante a The Medtech Conference – um dos maiores encontros da indústria de tecnologia médica e de saúde do mundo – para debater as novas regras de tratamento de dados no país e como as empresas estão se adaptando a essas mudanças em território nacional.
Muitas das empresas associadas à ABIMED têm origem estrangeira e já se adaptaram às leis em seus países durante os últimos 15 anos, dessa forma já possuem a cultura de compliance ligada à coleta de dados com consentimento e sigilo.
Para a BD, por exemplo, o comprometimento com o avanço da tecnologia determina a coleta e processamento de grandes quantidades de dados pessoais de clientes, de colaboradores, de contratados, de profissionais de saúde, de pacientes, de parceiros de negócios, dentre outros. E por isso, estão comprometidos com a boa administração de todos os dados pessoais. “A BD leva a privacidade de dados a sério e acredita que conduzir seus negócios e atividades em conformidade com as leis de proteção de dados aplicáveis e de acordo com uma boa governança é fundamental para o seu sucesso”, afirma Antonio Rita, Diretor de Ethics & Compliance e Privacy Officer América Latina da BD.
A Medtronic é a favor da mudança de cultura e dos novos padrões, regras e princípios estabelecidos pela Lei Geral de Proteção de Dados, e acredita na necessidade da norma para mais proteção e transparência aos dados, em especial de pacientes, de forma a evitar mau uso, compartilhamento indevido e proliferação de dados de forma desenfreada.
Trata-se de acompanhar e suportar a transição para o mundo digital. Sob o ponto de vista do mercado de saúde, existem processos essenciais ao setor, tais como o compartilhamento de informações para análises da evolução do quadro do paciente que não devem ser prejudicados pelas regras das normas. “São dois pilares de altíssima importância: do cuidado com o paciente com o uso de tecnologias da saúde para vencermos as doenças, e segurança e proteção dos dados pessoais. Estamos trabalhando intensamente para encontrar a sinergia entre esses dois pilares” declara Eli Dayyoub, diretor de TI e DPO da Medtronic Brasil.
Como todas as empresas brasileiras, as indústrias do setor estão enfrentando os desafios típicos de gestão. Para Luis Reinaldo da Cruz Leme, Diretor de Finanças e Operações da Coloplast, a capacitação, o entendimento da lei e o treinamento de todo o time são as principais dificuldades para que todos estejam alinhados às diversas iniciativas e mudança de modelo mental. “É fundamental que as pessoas incorporem os novos conceitos da LGPD e estejam sempre atentos no dia a dia, em qualquer demanda que exija o cumprimento de alguma regra da legislação”, considera.
Para Fernando Silveira Filho, presidente executivo da ABIMED, o assunto LGPD não se esgota com o início da implantação da Lei e todas as empresas devem estar atentas para seguir à risca as legislações existentes. “Esse tema tem grande relevância dentro da ABIMED e consideramos como grandes exemplos e modelos de sucesso as empresas associadas à entidade que já se adaptaram”, pontua.
A CooperVision Brasil também está engajada com essa mudança cultural e, como em qualquer mudança, adequar-se à nova gestão de dados exige alguns passos. “O mapeamento, consultoria especializada, criação da posição de DPO (Data Protection Officer) e um forte trabalho de conscientização junto aos colaboradores, estão entre as primeiras medidas adotadas para que os dados possam ser tratados de forma transparente e com ainda mais proteção”, comenta Gerson Cespi, diretor geral da CooperVision no Brasil.
O setor também ressalta os benefícios que a gestão de saúde brasileira terá com as novas regras, tanto no setor público, quanto privado. A Carestream é uma das empresas que aponta que mais transparência, livre acesso, segurança, responsabilização e prestação de contas vão garantir que as informações sejam claras, precisas e de fácil acesso. O uso de medidas técnicas e administrativas aptas a proteger os dados pessoais, inclusive de acessos não autorizados e situações acidentais ou ilícitas de destruição, perda, alteração e outras, vai mudar o panorama e a confiança do paciente também no setor público.
A GE é uma das empresas que está empenhada em transformar qualquer dificuldade na implementação da LGPD em uma oportunidade, inclusive como parte da forma de fazer negócios. “Estamos justamente engajados em transferir nossa fortaleza de compliance para outros players da indústria de saúde, com padrões de conduta e forma de fazer negócios baseada em premissas éticas que proporcionem uma competição saudável e que as decisões dos profissionais da saúde sejam feitas com base na melhor tecnologia e qualidade de atendimento ao paciente”, aponta Rafael Palombini, presidente e CEO da GE Healthcare para a América Latina.
Algumas organizações ainda temem que a nova LGPD interfira em sua inteligência de mercado, mas processos bem definidos e alinhados com alta gestão fazem com que a nova lei seja mais uma rotina no dia a dia da Geistlich Pharma, que já se adaptou às novas demandas.
A Imex Medical Group já introduziu essas mudanças em seus canais. Ela possui um código de conduta elaborado pelo departamento jurídico e que norteia os principais temas, como a relação com administração pública e política anticorrupção. Além disso, oferece contato exclusivo para qualquer assunto relacionado.
Para a Tamussino e Cia, a implantação da legislação foi tranquila. “Do ponto de vista interno não tivemos dificuldades já que a ética e a transparência já são parte de nossos pilares institucionais”, esclarece Michaela Tamussino, VP de Compras e Marketing.
Fonte: Abimed, em 03.11.2021.