Por Beth Koike
Paulo Rebello, presidente da ANS, diz que atual modelo de gestão da saúde não se sustenta e pede participação de todos os setores envolvidos
Num cenário de insatisfação generalizada no setor de saúde, o presidente da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), Paulo Rebello, defende mudanças no modelo de remuneração para que haja interesses financeiros mais equânimes; analisa a viabilidade de um convênio médico ambulatorial, sem emergência, diante da expansão dos cartões saúde; e acredita que uma possibilidade para o plano individual voltar a ser mais comercializado é a adoção de reajustes por operadora e não um único indicador como ocorre hoje.
“Particularmente, acredito que, talvez, aplicando o reajuste de forma individualizada por operadora poderia ser uma mudança para estimular a concorrência”, disse Rebello. Ele pondera que essa é uma opinião particular, não debatida de forma estruturada pela ANS.
Fonte: Valor Econômico, em 21.06.2024