Por Rafael Machado
Mais empresas adotam coparticipação para reduzir desperdícios com consultas e exames nos planos de saúde. Setor considera a ação positiva
O cenário de crise na saúde suplementar levou as operadoras a repassarem altos reajustes aos planos empresariais para recompor a receita e reduzir a sinistralidade de suas carteiras. Contudo, esse fenômeno tem se refletido nas empresas contratantes, que buscam saídas para diminuir o custo com os planos de saúde. De acordo com pesquisa realizada pela Pipo Saúde, a utilização da coparticipação pelas empresas, por exemplo, subiu de 52% para 65% entre 2023 e 2024, enquanto o número de empresas que pagam integralmente o plano de saúde para os colaboradores recuou de 60% para 45%.
O mecanismo de coparticipação é visto como forma de evitar desperdícios, já que o colaborador assume uma parcela dos custos com consultas, exames e procedimentos simples. Dessa forma, ao dividir a conta com os beneficiários, há expectativa de reduzir os custos com as operadoras, apesar de não ter impacto direto na sinistralidade.
Fonte: Futuro da Saúde, em 20.03.2024