É notório na saúde suplementar que o grande desafio do setor é o alinhamento de interesses entre os players. Enquanto nos demais setores o aumento do investimento significa reforço na qualidade do produto ou serviço final, na saúde isso não ocorre. A utilização indiscriminada de recursos enseja desperdícios, não garante o melhor desfecho clínico e ameaça a sustentabilidade do setor.
O atual modelo de remuneração, fee-for-service, que incentiva a produtividade, precisa ser repensado por todos da cadeia, de forma que os interesses estejam alinhados em apenas um propósito: entrega de valor para a saúde do paciente. A mudança no modelo de remuneração é iminente para que não se remunere o erro, a falta de pertinência e sobreposição na indicação de exames e procedimentos, as fraudes e abusos que ainda acontecem, apesar das auditorias contratadas por Operadoras de Plano de Saúde.
Fonte: Saúde Business, em 25.05.2021.