Julho foi um mês especialmente desafiador. A piora sequencial dos ativos ligados ao tema reflação global trouxe perdas, especialmente na estratégia de commodities. O Ibovespa caiu 3,9% no mês, acumulando alta de 2,3% no ano. Apesar disso, todos os nossos perfis de investimento encerraram o mês de julho, no acumulado do ano, com resultados brutos acima do CDI, do IFIX, IMA-B e IHFA (Índice de Hedge Funds Anbima). Nosso perfil arrojado, além desses benchmarks citados, supera, também, o IBOVESPA.
Os desempenhos dos ativos de risco oscilaram conforme os avanços da variante delta ao redor do mundo, bem como pela apreensão quanto aos efeitos do risco inflacionário global. O mercado aguardou por quase todo o mês o posicionamento do FED (Banco Central americano) quanto à possibilidade de alteração da política monetária, frente a um cenário de inflação mais alta. Ao final do mês, saiu o posicionamento do FED, informando que a política monetária seguirá direção de redução dos estímulos em um futuro próximo, mas que no curtíssimo prazo não seria produzida alteração relevante. Após esse posicionamento, os mercados globais mantiveram desempenho positivo com o S&P, subindo 2,3%, seu sexto mês consecutivo de alta em consequência dos bons resultados das empresas e política monetária favorável.
Na contramão, a bolsa brasileira sofreu com o posicionamento do Banco Central de que serão necessários novos aumentos da taxa básica de juros (SELIC), e com notícias ambíguas vindas de Brasília. Parece que a preocupação com o cenário eleitoral tem impulsionado medidas por parte do Palácio do Planalto (sinalização de aumento de gastos e propostas de manipulação da regra do texto dos gastos) que geram dúvidas aos agentes de mercado. Esse ambiente interno gerou bastante volatilidade aos ativos de risco, no mês de julho, conforme pode ser observado abaixo:
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O desempenho dos setores econômicos no Ibovespa também tem se mantido bastante difuso, conforme demosntrado no quadro abaixo:
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Dessa maneira, temos nos mantido bastante cautelosos e vigilantes aos desdobramentos de mercado, visando a mitigação de riscos extremos, mas buscando boas oportunidades assim que apareçam. Nosso processo de investimento mantém as posições de longo prazo diversificadas, e com uso de proteções (hedge) que mitigam os efeitos negativos mais adversos.
Continuamos acreditando que o mercado externo oferece uma melhor relação risco x retorno, e as taxas de juros inferiores no exterior fortalecem essa tese. Assim, temos buscado incrementar nossas posições de bolsa fora do Brasil. Enxergamos aqui excelentes opções de investimentos, mas mantemos posições no mercado local, contudo, com níveis de proteções maiores.
No segmento de renda fixa, acreditamos que o quadro inflacionário se manterá bastante conturbado e o BC será obrigado a enxugar a liquidez do sistema. Assim, estamos aumentando consideravelmente as posições em crédito privado, indexados ao CDI, e mantemos bons volumes nas posições que se beneficiam de cenário de inflação maior.
As posições em nossa carteira, citadas acima, têm nos garantido resultados superiores ao obtido pelos melhores fundos multimercados oferecidos no mercado. A tabela, abaixo, mostra o desempenho de nossos perfis de risco comparado ao IHFA - Índice de Hedge Funds ANBIMA (referência para o desempenho dos fundos multimercado). Esse índice é considerado a melhor referência de mercado para comparar com o desempenho do produto oferecido pelo Sebrae Previdência.
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Como pode ser observado, no ano, todos os perfis do Sebrae Previdência apresentam desempenho superior ao IHFA e com risco (volatilidade) inferior. Essa combinação de retorno maior e risco (volatilidade) menor proporciona um melhor Índice Sharpe aos perfis do Sebrae Previdência, indicando maior eficiência na gestão dos recursos.
Fonte: Sebrae Previdência, em 13.08.2021.