Mercado em Foco é uma coluna mensal, cujo objetivo é, por meio da análise de gestores da Capef, apresentar os principais fatores que impactaram os resultados dos investimentos durante o período avaliado
BRASIL
No Brasil, a inflação de outubro apresentou aceleração abaixo do esperado. No mês, o IPCA registrou aumento de 0,46%, abaixo da projeção do mercado (0,49%), mas superior ao mês de setembro (0,16%). Esse aumento ante o mês anterior deveu-se principalmente pela menor desinflação no grupo ‘Alimentação e bebidas’ (de -0,41% para – 0,05%) e uma inflação mais acentuada no grupo ‘Habitação’ (de -0,12% para 1,33%).
Em termos anuais, o IPCA acelerou de 2,5% para 2,7%. A análise dos indicadores sinaliza a manutenção do ambiente de baixa pressão inflacionária. Os números de outubro não alteram o cenário de inflação comedida para 2017 e 2018. Portanto, mantemos a projeção de IPCA em 3,2% e 4% para 2017 e 2018, respectivamente. Como esperado por grande parte do mercado, o Copom reduziu a taxa Selic em 0,75% moderando o ritmo de corte frente à reunião anterior. Ademais, o comitê sinalizou que caso o cenário evolua como o esperado, ele considera apropriado uma nova moderação no ritmo de corte da taxa básica de juros na reunião de dezembro.
ESTADOS UNIDOS
Nos EUA, o relatório de oferta de empregos em setembro confirma o cenário de robustez no mercado de trabalho norte-americano. Segundo o Departamento de Trabalho, o número de vagas abertas se situou em 6,1 milhões em setembro. A taxa de abertura de vagas se manteve em 4% pelo quarto mês consecutivo, enquanto a taxa de contratação foi de 3,6%, leve arrefecimento ante a taxa de 3,7% em agosto. A continuidade da melhora no mercado de trabalho é o principal argumento para o ciclo de aumento de juros pelo FED, o qual deve elevar a taxa de juros novamente em 0,25% na reunião de dezembro.
ZONA DO EURO
Na Zona do Euro, os indicadores de atividade têm corroborado com o elevado patamar de confiança na região. As vendas no varejo em setembro expandiram 0,7%, acima da expectativa do mercado (0,6%). No terceiro trimestre, o crescimento anualizado das vendas foi de 2,3%, após expansão de 3,7% no segundo trimestre. Entre os países, o destaque positivo ficou por conta da França, com crescimento de 4,8% no trimestre anualizado. A queda da taxa de desemprego e a melhora nas condições de crédito conferem um cenário de continuidade de expansão do consumo. Nesse sentido, os indicadores de confiança em outubro corroboram a tese de que o desempenho sólido da economia na região será mantido nos próximos meses.
CHINA
Na China, os últimos dados de inflação aceleraram acima do esperado. Em outubro, a inflação ao consumidor (CPI) registrou alta de 1,9% em termos anuais, acima do esperado pelo mercado (1,8%) e da inflação de setembro (1,6%). A aceleração dos preços na China ainda se mostra comedida, ambiente que não cria pressão por aperto monetário. Nos indicadores de setor externo, as exportações chinesas apresentaram expansão de 6,9%, desacelerando em relação ao crescimento de 8,1% em setembro, com menor crescimento dos embarques para EUA e países asiáticos. Entre as importações, o crescimento foi de 17,2%, também abaixo do patamar de setembro (18,6%), contando com a moderação nas importações de petróleo e minérios de ferro. O patamar elevado de expansão das exportações chinesas revela o bom momento da demanda global.
RESULTADO DOS INVESTIMENTOS
PLANO BD
No mês de outubro, o Plano BD obteve um retorno de 0,98% contra uma meta atuarial de 0,82%. No ano, os investimentos acumulam um retorno de 8,12% conta uma meta atuarial de 6,23%.
PLANO CV I
O Plano CV I, no mês de setembro, obteve um retorno de 0,84%, contra uma meta atuarial de 0,87%. No acumulado do ano, os investimentos acumulam um retorno de 8,07% contra uma meta atuarial de 6,85%.
Fonte: CAPEF, em 30.11.2017.