Roberto Westenberger em sua gestão como presidente do IBA (1995/96) buscou ampliar a atuação do Instituto. Uma das iniciativas foi a criação das “Comissões Espelho”, que forma as Comissões Técnicas que espelhavam as instâncias similares do IAA. Outro destaque foi a atuação da Comissão de Eventos que organizou, de forma profissional, o Congresso de Atuária acoplado ao Congresso Pan-Americano. O ex-presidente conta esses e outros fatos daquela época em mais um capítulo da série “Memória IBA – 75 Anos”.
“Quando fui eleito presidente do IBA em 1994, o Instituto apresentava clara tendência de concentração de sua atuação no setor de previdência fechada, deixando em segundo plano o setor de seguros e praticamente ignorando o setor financeiro, que no exterior se desenvolvia a passos rápidos.
Assim, tomando emprestado a terminologia criada por Hans Bühlmann, criamos incentivos para a atuação dos atuários no setor de seguros (Atuário tipo 2) e para a abertura da então promissora área de atuação na indústria financeira (Atuário tipo 3). Esses incentivos se concretizaram através da criação do que denominamos ‘Comissões Espelho’, que foram Comissões Técnicas que espelhavam as comissões congêneres da IAA, fazendo assim um link automático com aquele organismo, o que propiciou uma proveitosa interação internacional.
Ao mesmo tempo que lográvamos a modernização da profissão, através do conhecimento das melhores práticas internacionais, criávamos ao mesmo tempo os fóruns de discussão e implementação das diversas instruções técnicas necessárias ao desempenho da nossa profissão.
A orquestração do trabalho dessas comissões se deu através da Comissão Internacional, criada em nossa gestão exatamente com essa finalidade.
Por trás da ideia da criação das Comissões Espelho, estava uma estratégia constante no nosso plano de gestão do IBA, que era a profissionalização da gestão, através da descentralização da atuação do Instituto, liberando a Diretoria para uma atuação mais estratégica e política, uma vez que a atuação operacional passava a situar-se no âmbito das Comissões, porem sempre com o aval da Diretoria.
Outro ponto constante no nosso plano de gestão foi atacar a baixa participação que percebíamos por parte dos atuários nas atividades do IBA. Aí, a estratégia foi criar-se uma Comissão de Eventos (essa era não-espelho), com o objetivo de promover eventos sociais (majoritariamente festas de fim de ano e de comemoração do Dia do Atuário), sempre acoplados aos eventos operacionais do IBA (Assembleias Técnicas, dentre outros). Com isso passamos a lograr afluências significativas aos eventos organizados pelo Instituto.
O ponto culminante da atuação dessa Comissão de Eventos foi a primeira organização de forma profissional de um Congresso de Atuária, acoplado ao Congresso Pan-Americano, utilizando-se uma firma terceirizada para realizar o evento sem nada dever a eventos similares de profissões mais tradicionais.
Acredito ter sido definido naquela época o padrão desses eventos, que temos a satisfação de ver perpetuado pelas gestões que seguiram à nossa.
Para finalizar, outra conquista importante foi a indução à integração entre os atuários, que fazia parte dos nossos objetivos de gestão, e que foi alcançada através da publicação de um veículo chamado ATUAR, que se desenvolveu e acredito ter inspirado os instrumentos modernos hoje utilizados através das redes sociais”.
Fonte: IBA, em 03.02.2020