A gestão da presidente Luciana Bastos foi ensejada bem antes do biênio 2017/2018. Essa relação emocional ensejada pela ex-presidente Daniela Furtado de Mendonça é relembrada no segundo capítulo da série “Memória IBA 75 anos”.
“Ter sido presidente do IBA por um mandato (2017-2018) veio para reafirmar a minha trajetória profissional e acadêmica que caminha lado-a-lado com o IBA! Há 24 anos, quando ingressei na faculdade de ciências atuarias, na UFRJ, foi através do ATUAR (jornal impresso do IBA) que pude compreender melhor a profissão, através das matérias publicadas, dado que o Google nem existia! Ao ler uma matéria da nossa saudosa Dé Mendonça (Daniela Furtado de Mendonça) entrei em contato com a ela pelo telefone (sem conhecê-la) e, com toda simpatia e calor humano, recebeu-me recebeu na sua consultoria ACSER, em Copacabana.
Anos mais tarde, depois de nos conhecermos melhor e já bastante inserida no mercado atuarial, a mesma Dé plantou uma semente que eu deveria me candidatar à Presidência do IBA. Ela sempre se engajava muito a cada dois anos, quando ocorrem as eleições para Diretoria do Instituto. Distribuía “santinhos” com o nome dos candidatos que apoiava e doava seu tempo nos bastidores para que a Diretoria desse continuidade ao legado que também deixou. Só que foi ao acaso que me tornei presidente do IBA! Mas aconteceu!
Na qualidade de vice-presidente do meu amigo Flavio Castro, com quem compus a chapa de presidente/vice, que por questões profissionais não pode assumir a função, lá estava eu, com 12 semanas de gravidez do meu segundo filho, assumindo uma função tão importante no âmbito da profissional atuarial no Brasil.
Com muito orgulho e tranquilidade afirmo que com a Diretoria que estava comigo, deixamos muitos legados para o IBA com o destaque para a reforma da sede própria, localizada no centro do Rio de Janeiro e o lançamento da Revista Brasileira de Atuária, que trouxe conteúdos tanto de mercado quanto acadêmico. A hashtag o IBA somos nós(#oibasomosnos) também surgiu, já inspirada pela nova sede, em uma reunião de Diretoria.
Doar o tempo para o IBA é de fato um ato de amor a profissão. Mesmo aqueles que já não mais fazem parte da nossa Diretoria, nunca se afastam por completo – ou estão em algum Comitê Técnico ou Comissão. Sempre contribuindo para mantermos um Instituto isento, idôneo e que sua existência se justifica pelo seu propósito que é disseminar a profissão atuariais e atender os interesses dos membros”.
Fonte: IBA, em 02.10.2019