Por Jorge Wahl
Márcio Medeiros, Diretor de Administração da Funpresp-Jud, começou sua participação na plenária sobre “Ideias Invadoras versus a Espera que Paralisa”,afirmando que “tudo precisa andar junto, estou falando da governança, planejamento e inovação”. E não há alternativa se não nos prepararmos para isso”.
O sistema vai continuar precisando dos atuários, mas este irá trabalhar muito mais intensamente usando tecnologia avançada. Da mesma forma como precisará ver de forma diferente as bases sobre as quais cresceu nas últimas décadas, considerando que a previdência complementar fechada se alicerçou em gerações que tendiam a ficar décadas no mesmo emprego e pesquisa bem recente que hoje 1 em cada 2 brasileiros não ficam mais de 5 anos no mesmo trabalho.
Abordou em seguida o embate entre regulação e inovação. Após se definir como otimista, disse acreditar que os exemplos práticos existentes mostram que se certo modo é possível inovar quase sempre, se trazendo essa visão nova depois para enriquecer a base regulatória. “Seja qual for a regulação, ela não é desculpa para que não se inove”, sentenciou.
Recomendou ao sistema regulamentos mais simples, agregar serviços, planos para familiares, produtos com benefícios de médio prazo. “Não basta ter mobile, é preciso também ouvir o participante”, acrescentou.
Lembrou como exemplo de transparência e governança o portal através do qual a sua entidade disponibiliza informações suas e permite, inclusive, que os participantes interajam. Estão lá disponíveis salários pagos e despesas com viagens, entre muitas outras.
Fonte: Abrapp, Acontece, em 05.10.2017.