A maioria dos fundos de pensão fechados superaram as metas de 2019, até outubro. É o quarto ano seguido em que isso acontece, mas ainda há quase 30% dos fundos que estão no vermelho noticia o portal UOL.
Existem 623 fundos do tipo: 444 atingiram as metas, mas 179 não. Segundo dados da Abrapp (Associação Brasileira das Entidades de Previdência Complementar), até outubro, a rentabilidade média das carteiras acumulava uma variação de 10,69% em 2019, acima da meta atuarial no período, de 7,78%. A meta atuarial é o valor necessário para pagar todos os compromissos. Os investimentos desse tipo de aposentadora privada atingiram R$ 926,2 bilhões. O setor soma 2,65 milhões de participantes ativos, mas os dependentes chegam a 3,96 milhões.
"Estamos com índices de expressiva superação de benchmark. O sistema está sólido e superavitário", afirmou o presidente da Abrapp, Luís Ricardo Marcondes Martins. Segundo ele, os gestores dos fundos de pensão conseguiram em 2019 investir em títulos do governo de longo prazo com taxas pré-fixadas, ou seja, conseguiram amarrar rendimentos maiores que a taxa básica de juros, a Selic, que vem caindo desde 2016.
O retorno proporcionado pela renda variável naturalmente ajudou. O presidente da Abrapp afirmou que os investimentos em renda variável vão ganhar espaço nas carteiras dos fundos de pensão. "Na onda dos títulos públicos antes, agora na onda de correr mais risco", afirmou.
A presença das fundações em Bolsa vem se recuperando nos últimos dois anos. A fatia dos investimentos do setor em renda variável já foi de 24,7%, em 2014. Mas caiu até 17,7%, em 2017. Essa carteira voltou a subir, e agora está em 18,6%.
O desempenho positivo das fundações desde 2016 ajudou a reduzir essa lista dos planos no vermelho, mas ainda há 179 deles deficitários. "É um quadro que está sendo equacionado. E temos uma reversão desse quadro geral. Isso mostra que o sistema foi proativo dentro das regulações, com o retorno da rentabilidade", afirmou o presidente da Abrapp.
O presidente da Abrapp estima que o setor tenha anualmente a entrada de 250 mil novos participantes ao ano e dobre o número de ativos para R$ 2 trilhões até 2042.
Fonte: ANCEP Notícias, em 05.02.2020