O presidente Luís Ricardo Marcondes Martins iniciou ontem o seu discurso de abertura do 40º Congresso chamando a atenção para o simbólico número, indicativo das 4 décadas de uma vida de muitos êxitos. E acrescentou: ‘E muito orgulho não só por essa contagem de tempo que tanto nos engrandece por muito significar, mas também por ser esse o maior evento dessa natureza realizado no Mundo. Seja por um motivo ou por outro, a emoção brota fácil, tão extraordinário é o significado social, econômico e cultural do que estamos presenciando aqui”.
O Presidente Roque Muniz, por sua vez, sublinhou o significado maior do evento, que é a força do sistema. Algo a seu ver traduzido, por exemplo, nas mais de 3,5 mil pessoas, que lotaram os 3 auditórios disponibilizados, o principal e os reservados para as apresentações técnicas.
Apresentamos a seguir algumas outras ideias defendidas por Luís Ricardo em sua fala:
- Nesta tarde contamos perto de 3.500 congressistas e o patrimônio que administramos está próximo de alcançar a marca do primeiro trilhão de reais. Mas, a verdade é que aquilo que mais nos envaidece não é sequer o caráter superlativo desses números no contexto da realidade brasileira, mas sim o fato deles trazerem consigo a comprovação da boa qualidade da gestão. Sim, porque em matéria de solvência, hoje na marca de 100%, estamos à frente dos Estados Unidos, Reino Unido e outras tantas nações invejadas por sua riqueza e qualidade de vida.
- É uma bela trajetória que está sendo construída com competência, qualificação de pessoas e processos e foco absoluto na atividade fim, a de conceder benefícios às pessoas com as quais celebramos um inarredável compromisso de longo prazo.
- A proposta, refletida no tema-central, é nos tornarmos cada vez mais protagonistas nesse mundo novo, cujas marcas são uma revolução tecnológica que só se acelera e queima etapas, envelhecimento da população, novos modelos de trabalho e individualismo no lugar da primazia do coletivo.
- o intenso debate em torno da reforma da Previdência começa a convencer os brasileiros de que a figura do Estado provedor, aquele que a tudo resolve sozinho, está saindo de cena, por absoluta falta de meios para se manter em seu antigo papel. Algo, no entanto, precisa ser colocado em seu lugar e o que se nota é que o enxugamento da proteção estatal vai abrindo um amplo espaço a ser cada vez mais ocupado pela previdência privada.
- O êxito sem dúvida alcançado ao longo de mais de 4 décadas nos credencia para esse novo papel. As razões principais desse sucesso, o de termos uma boa gestão, uma elogiada governança, um reconhecido diferencial em nossa natureza não lucrativa, nosso compromisso antes de mais nada com as pessoas, nos tornam altamente competitivos, numa concorrência em termos justos.
- A essas virtudes precisamos apenas acrescentar outras, alinhadas a esse novo tempo de mudanças, como aliás já temos feito com o lançamento de novos desenhos de planos. Precisamos crescentemente repensar o nosso papel como desenvolvedores de novas soluções, nos mostrarmos inovadores e ofertarmos os nossos produtos em plataformas, onde os novos públicos esperam encontrá-los.
- Isso sem dúvida significa investirmos em tecnologia e modelos de negócios digitais e, para quem receia que isso possa estar além da capacidade de nossos bolsos, tenho a lembrar que felizmente nos acostumamos a cooperar e que todo investimento compartilhado entre várias entidades, com a Abrapp na posição central de facilitadora, tende a mostrar-se viável.
- Cabe aqui observar que tanta proatividade, essa presença tão forte nos debates cruciais que a sociedade brasileira trava só é possível porque somos vistos como interlocutores sérios e que têm muito a contribuir para o avanço das ideias, do regramento legal e normativo e das políticas públicas. Uma imagem que por sua vez só é aceita porque cada um de nossos posicionamentos e propostas são acompanhados de argumentações técnicas e razoáveis, a refletir a qualidade de nosso quadro dirigente e profissional.
- Para tanto temos participado proativamente do debate em torno da reforma da Previdência, tendo a Abrapp sido uma das apoiadoras da proposta apresentada pela Fipe/USP. Através dela tentamos levar a discussão na direção de uma mudança mais ampla, do próprio modelo previdenciário da Nação, sem nos limitarmos a ajustes de ordem apenas paramétrica. As sugestões apresentadas, fruto do trabalho de alguns dos maiores especialistas do País, teve como uma de suas marcas a universalidade e a defesa da capitalização com menores custos na transição, através do uso de recursos do FGTS para fins previdenciários.
- Estamos sempre propondo algo de interesse do Brasil e dos brasileiros. Na segunda semana de setembro fomos recebidos em audiência pelo Presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (RJ), a quem levamos em linhas gerais proposta da Lei de Proteção ao Poupador Previdenciário (LPPP), no intuito de favorecermos a formação de poupança previdenciária de longo prazo, através de projeto que conta com a consultoria técnica do professor e pesquisador do IBRE-FGV, José Roberto Afonso e sua equipe.
- Com esse objetivo está sendo elaborado um projeto de uma legislação específica para tratar do tema. A inspiração vem do Código de Defesa do Consumidor, porém, deve ser proposto na forma de uma Lei Geral para apreciação do Congresso Nacional. O projeto já está em fase adiantada de elaboração e deve ter uma primeira versão concluída em um prazo de 50 dias.
Mauro Costa, Secretário de Governo do Município de SP, sublinhou que as mudanças introduzidas na previdência dos servidores refletem o entendimento positivo que a atual gestão tem da contribuição do regime complementar não só para a redução do déficit, mas também como forma de assegurar benefícios sustentáveis para o funcionalismo.
Fonte: ANCEP, em 17.10.2019