Para investidores como as entidades fechadas de previdência complementar, que têm a visão de longo prazo no cerne de sua atividade investidora, preocupar-se com a sustentabilidade é obviamente muito mais do que uma simples questão de boa imagem. Afinal, quem tem esse perfil pode menos do que os outros arriscar-se a a ver o negócio em que investiu padecer sob multas, ter as operações interrompidas ou sofrer condenações judiciais. É isso, aliás, que torna ainda mais importante a Conferência de Diretores e Conselheiros - Dever Fiduciário e Sustentabilidade da Previdência Complementar Fechada, que vai acontecer em São Paulo no dia 5 de setembro, promovida pela Abrapp.
Daí a plena aceitação que essa é uma visão que há muito deixou de ser apenas um caminho para gerar fatos positivos benéficos à imagem, para se transformar em muito mais que isso, algo fortemente presente no dever fiduciário de dirigentes e conselheiros.
Por isso mesmo a Conferência vai direto aos pontos que mais valem a pena discutir, como os instrumentos de que as nossas entidades mais se valem para através deles assegurar o cumprimento de seu dever fiduciário (ampla governança e uma ativa compliance), os índices e relatórios internacionais que mais aproximam os investidores das alocações sustentáveis e a longevidade e as reformas que podem vir a ampliar o espaço da previdência complementar fechada.
Por essa razão, a Conferência objetiva propiciar arcabouço e fórum de debates e troca de experiências acerca de oportunidades e desafios no contexto da realidade brasileira e internacional, em especial no que se refere à Previdência Complementar Fechada. Esta iniciativa é especialmente dirigida aos conselheiros, diretores, administradores estatutários tecnicamente qualificados (AETQ) e também membros de Comitês de Investimentos das EFPC. Programação: http://www.abrapp.org.br/Eventos/Paginas/Evento-Detalhes.aspx?cid=57
Fonte: Diário dos Fundos de Pensão, em 28.08.2017.