Por Rafael Machado
Evento no Rio de Janeiro reuniu lideranças da saúde para debater, pela primeira vez, a possibilidade de criação de uma agência única de ATS
Autoridades de diferentes segmentos do setor da saúde se reuniram no Rio Health Forum, evento promovido na quarta-feira, 6, para debater alguns dos principais desafios atuais da saúde. Um dos temas mais explorados foi a possibilidade de o Brasil adotar um modelo de agência única de avaliação de tecnologias. A proposta almeja unir os processos realizados para incorporação no Sistema Único de Saúde (SUS) e saúde suplementar, trazendo mais independência, celeridade e sustentabilidade ao processo.
Esse foi considerado pelos presentes o primeiro encontro formal com autoridades e representantes da saúde que se propôs a discutir a proposta. Carlos Amilcar Salgado, diretor do Departamento de Regulação Assistencial e Controle da Secretaria de Atenção Especializada à Saúde do Ministério da Saúde, foi o representante do Governo durante a reunião.
“O Ministério da Saúde tem um papel importante na liderança desse processo para poder construir um modelo de governança que dê segurança e sustentabilidade para o setor. O mais importante aqui nesse momento é o debate. Daqui nós vamos, ali na frente, saber se vale o esforço institucional ou não [de se criar a agência única]. Não é uma agenda hoje que está colocada dentro do Ministério, mas há muito interesse em discutir”, afirmou Salgado. A fala vai ao encontro do que afirmou Carlos Gadelha, secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação e do Complexo Econômico-Industrial da Saúde, em entrevista exclusiva ao Futuro da Saúde, durante o V Congresso da Rede Brasileira de Avaliação de Tecnologias em Saúde (Rebrats), ocorrido em 1 de novembro.
Fonte: Futuro da Saúde, em 06.11.2024