No cenário global, a posse de Donald Trump em 20 de janeiro trouxe à tona dúvidas sobre a agressividade de sua política comercial. Durante a campanha, o presidente ameaçou impor tarifas sobre produtos do exterior que, até o momento, parecem ser utilizadas mais como instrumentos de negociação do que como medidas permanentes. Apesar disso, tais ameaças elevam os riscos inflacionários e podem influenciar o ciclo de cortes de juros, com o FED (Banco Central dos EUA) optando por manter a taxa na faixa de 4,25% a 4,50% em meio a um cenário de robusto crescimento econômico e um mercado de trabalho que se mantém aquecido.
No campo doméstico, houve uma pequena descompressão dos riscos com os dados de atividades econômicas um pouco mais moderados e isso fez com que os ativos apresentassem um desempenho positivo: o Real valorizou em 5,85% e a Bolsa subiu 4,86%, no entanto os desafios estruturais persistem. A trajetória explosiva da dívida pública e o ambiente fiscal vulnerável continuam sendo pontos de atenção. O Banco Central elevou a taxa Selic em 100 p.p., mas não deu nenhuma indicação para as reuniões após março esperando sinais concretos de melhora nos dados para interromper o ciclo de alta.
Em relação ao IPCA, principal índice que mede a inflação, registrou alta de 0,16% no mês com o acumulado em 4,56% em doze meses. A pequena alta de janeiro pode ser explicada principalmente pelo aumento dos preços de alimentos, bebidas e transportes.
Resultados dos planos de previdência
As carteiras de investimentos dos planos administrados pela Fundação Libertas na modalidade de Benefício Definido (BD) apresentaram rentabilidade consolidada de 0,82% no mês. Já os planos na modalidade de Contribuição Definida (CD) apresentaram rentabilidade consolidada dos investimentos de 1,00% no mês.
Fonte: Fundação Libertas, em 26.02.2025.