A mais nova integrante do comitê de política monetária do Banco do Japão (BoJ, na sigla em inglês), Takako Masai, disse dias atrás que quedas "excessivas" nas taxas de juros podem minar a economia do país, sinalizando sua oposição a tentativas apressadas de gerar inflação e aquecimento econômico por meio de maior relaxamento monetário. A informação é da Dow Jones Newswires.
Segundo Masai, quedas muito acentuadas nos custos dos empréstimos podem diminuir a capacidade dos bancos de ampliar o crédito, ao agravar a tendência de deterioração nas margens de lucro do setor. Para ela, as reduções vistas este ano nos rendimentos de bônus do governo japonês (JGBs) de longo prazo têm sido "excessivas", prejudicando a rentabilidade de fundos de pensão e de seguradoras, cujos retornos dependem em boa parte desses papéis.
Masai, que assumiu como dirigente do BoJ em junho, também defendeu esforços nacionais "pacientes" no combate à deflação, ressaltando que não é fácil impulsionar as expectativas de inflação numa economia onde os preços vêm caindo de forma persistente por um longo período.
Em conjunto com o BoJ, o governo e a iniciativa privada também precisam se esforçar mais para ampliar o potencial de crescimento do país e gerar inflação de 2%, que é a meta do BC japonês, disse Masai.
Na primeira reunião do BoJ da qual participou, em julho, Masai aprovou a decisão do presidente do BC, Haruhiko Kuroda, de dobrar as compras dos chamados fundos de índices de ações (ETFs, na sigla em inglês).
Masai disse ainda que vai acompanhar de perto as políticas do futuro governo do presidente eleito dos EUA, Donald Trump, e seus possíveis efeitos sobre o Japão.
Fonte: Diário dos Fundos de Pensão, em 01.12.2016.