Por Aline Bronzati
O ressegurador IRB Brasil Re tem em mãos apólices de seguros que somam limite de R$ 400 milhões para se proteger de decisões tomadas por seus executivos. Tais contratos devem ser acionados pela companhia em virtude de pedidos de reparação de investidores que se sentiram lesados pela queda de suas ações na bolsa. Os papéis do IRB acumulam desvalorização de mais de 74% neste ano, em meio à uma das maiores crises que o ressegurador enfrentou em suas oito décadas de história – também esteve envolvido no Mensalão. Depois de ter a recorrência de seus resultados colocada em xeque pela gestora carioca Squadra, o caso que envolveu executivos da companhia e a Berkshire Hathaway, do megainvestidor Warren Buffett, ajudou a afundar as ações do IRB na bolsa e a alta cúpula foi demitida. A notícia de que Buffett tinha fatia do IRB foi confirmada pelos então presidente e diretor, mas posteriormente negada.
Fonte: Coluna do Broadcast, em 12.04.2020