Duas das maiores seguradoras de vida do Reino Unido selaram acordos de investimento em infraestrutura, no mais recente sinal de que as companhias de seguros estão cada vez mais voltadas para investir menos em títulos e mais em bens físicos, informa o Financial Times.
A Legal & General vai colocar £ 65 milhões na Newcastle Science Central e mais £ 350 milhões em um parque de ciência e tecnologia a ser construído em uma área de 24 acres.
Já a Pension Insurance Corporation (PIC) pretende colocar £ 100 milhões em dívida garantida na Thames Tideway Túnel, um "super esgoto" de £ 4,2 bilhões que deverá estar concluído em 2023.
Os dois investimentos mostram o quanto as seguradoras estão cada vez mais interessadas em investir em tijolos e argamassa. Embora a infraestrutura seja ainda uma pequena parte de suas carteiras, está crescendo rapidamente. Esses ativos oferecem fluxos de caixa de longo prazo, algo que combina bem com responsabilidades também dilatadas no tempo. Isto é crítico para empresas como a Legal & General e PIC, que se especializaram em anuidades e aposentadorias, produtos que podem durar décadas.
E ativos de infraestrutura, exatamente por tenderem a ser mais ilíquidos, em compensação podem oferecer melhores retornos do que os disponíveis em outros investimentos de longo prazo, tais como títulos do governo ou de empresas nos países mais desenvolvidos.
Uma pesquisa feita pela Goldman Sachs Asset Management no início deste ano constatou que a dívida de infraestrutura e de ações de empresas de infraestrutura estão entre as classes de ativos mais populares entre as seguradoras, que planejam investir cada vez mais nesta classe de ativos. Como resultado dessa tendência, já há até alguma falta de projetos nos quais investir.
"Não há muitos ativos oferecidos para além dos 30 anos", disse Allen Twyning, chefe de originação de dívida da PIC. "Simplesmente não há uma enorme quantidade de opções disponíveis para fundos de pensão e companhias de seguros".
Fonte: Diário dos Fundos de Pensão, em 17.06.2016.