Por Paulo Ribas (*)
A onda da tecnologia nos seguros, que cresce no Brasil e no mundo, está transformando a relação das seguradoras com seus clientes e mudando a maneira que os seguros são precificados e distribuídos. Aqui no país, o uso da tecnologia tem permitindo a redução de custos nas operações, via aplicativos. Num app, o segurado pode propor um seguro residencial, enviar a foto de sua residência e evitar que haja necessidade de uma inspeção no local. A facilidade e rapidez implica mais conversão, ou seja, efetivação de contratos.
As seguradoras, no Brasil, também estão reduzindo custos com call centers, evitando longos telefonemas para os usuários que, através de um aplicativo, podem solicitar e agendar serviços atrelados à sua apólice, tais como a troca de um pneu ou de uma fechadura residencial, por exemplo. Há, ainda, aplicativos como o MyPush, com a funcionalidade de push geolocalizado, que, ao identificar um cliente num aeroporto, por exemplo, lhe oferece um seguro viagem num momento e num lugar em que há maior propensão de consumo.
No Exterior, a tecnologia disponível já permite às seguradoras acompanhar a quilometragem rodada de cada veículo e a forma como o segurado dirige, quando houver anuência do proprietário. Isso significa que a precificação do seguro se dará de acordo com a maneira e a quantidade de quilômetros rodados pelo segurado. Assim, o bom motorista, que se mantém dentro das velocidades permitidas e não comete infrações de trânsito pode economizar quantias significativas no seguro de seu automóvel, por exemplo.
A tecnologia também permite, na Europa, a contratação de seguros por hora, para veículos alugados por curtos período. Isso ocorre através de um app no smartphone do segurado que, em poucos passos, digita a placa, o número de horas necessárias, inclui uma foto do veículo e realiza o pagamento, podendo de imediato sair com o carro protegido. As novidades não param por aí. Duas seguradoras já lançaram seguros para os “caçadores” de Pokémon e indenizam os segurados em casos de acidentes como quedas, por exemplo.
Por aqui, novas modalidades de seguros como essas e outras estão chegando e é importante que os órgãos reguladores acompanhem a evolução tecnológica para que a legislação e a regulamentação não sejam um entrave para a disponibilização de novas opções de produtos no mercado de seguros no Brasil.
(*) Paulo Ribas é head para soluções de mobilidade, seguros e previdência na Cedro Technologies.
Fonte: MR News, em 26.08.2016