Novo mês de resultados bastante positivos para a carteira de investimentos do Sebrae Previdência, com destaque para os perfis de maior risco (o perfil Arrojado apresentou retorno bruto de 1,73% no mês). Considerando a previsão de deflação no mês de agosto, esse resultado se torna bastante expressivo e reforça o retorno de ganhos reais para a carteira de investimentos. No acumulado do ano, a carteira consolidada do Instituto apresenta retorno superior aos principais indicadores: CDI, IBOVESPA, S&P500 (bolsa americana), IFIX, IMAB, IRFM e IPCA (indicador de inflação)
No início do ano, a deflagração da guerra entre Rússia e Ucrânia e a perspectiva de que a guerra teria uma solução mais célere gerou uma forte subida no preço das commodities, o que fez muitos investidores internacionais migrarem recursos para o Brasil, atrás de empresas como Vale e Petrobras. No mês de abril, porém, o início do movimento de alta na taxa de juros dos Estados Unidos trouxe uma onda de aversão ao risco para os mercados globais, o que espantou o fluxo de investimentos para os mercados com um todo — e o Brasil não saiu ileso desse cenário.
Contudo, em agosto, o país voltou a atrair o investimento internacional, em parte, pelo mesmo fato que ajudou a Bolsa a conquistar um dos melhores desempenhos mensais do ano naquele mês. A percepção de risco para os investimentos aqui se descolou no resto do mundo no mês: como iniciou mais cedo e de forma mais intensa o aperto monetário, o Brasil tem sido visto como um país que pode iniciar previamente a redução nas taxas de juros no próximo ano, adicionado ao fato de ter apresentado indicadores de aumento do PIB em 2022 — em movimento contrário a diversas economias do mundo, que se tornou um atrativo para os ativos de risco.
Abaixo, segue o gráfico com o saldo acumulado de capital estrangeiro nos últimos 12 messes no país.
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O cenário é bastante diferente do que vem acontecendo na Europa, que sofre bastante com deterioração do quadro energético. O declínio do envio de gás proveniente da Rússia e as condições climáticas desfavoráveis levaram a recordes de preços de energia naquele continente. A fim de limitar o impacto, os governos vêm adotando medidas para conter a elevação dos preços para os consumidores, com reflexos negativos sobre as finanças públicas. Desta forma, ao mesmo tempo que cresce a probabilidade de uma recessão, os bancos centrais da região precisam atuar de forma mais incisiva para conter os efeitos de segunda ordem e compensar pelo maior prêmio exigido dado o quadro fiscal. Por fim, destaca-se também a comunicação do FED, que indica um aperto monetário mais prolongado e renovado foco na estabilidade de preços vis-à-vis o mercado de trabalho.
Como mencionado acima, enquanto o discurso dos Bancos Centrais mundiais continuou firme no combate à inflação, levando ao forte aumento das taxas de juros e impactando negativamente o mercado acionário global, a bolsa brasileira foi beneficiada pelos bons dados da economia e uma inflação corrente menos pressionada. Assim, mantemos em nossos perfis de risco uma boa proteção para momentos de maior aversão a risco — porém, ao longo do mês de agosto, acabamos aumentando a exposição a bolsa local. Outra posição que foi alterada no período foi a redução das posições tomadas na curva de juros e aproveitamento das posições aplicadas na curva, reforçando nossa postura de gestão bastante ativa, o que acabou contribuindo para o bom desempenho da carteira. O tema eleição ficará ainda mais forte neste mês e estamos com uma carteira balanceada, com bons fundamentos, que tende a ter um bom desempenho apesar do cenário eleitoral.
Abaixo, o desempenho bruto dos perfis de investimentos no mês e acumulado ano.
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Com o pode ser observado o desempenho consolidado do Sebrae Previdência é superior a todos os principais indicadores no acumulado do ano.
Fonte: Sebrae Previdência, em 06.09.2022.