Tecnologias com diferentes características passam a atuar de forma complementar na prevenção, monitoramento e resposta a ocorrências

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A tecnologia vem ampliando seu papel nas estratégias de prevenção e gestão de riscos envolvendo veículos. Recursos de geolocalização, como rastreadores e TAGs, passaram a integrar de forma mais frequente as medidas de segurança veicular e hoje contribuem para agilizar a localização e a recuperação em situações de roubo e furto. Dados da Associação de Proteção Veicular e Serviços Sociais (APVS Brasil), apontam que o número de rastreadores instalados cresceu 18% entre 2024 e 2025, passando de 95.732 para 113.003 equipamentos, movimento que acompanha a diversificação das soluções tecnológicas aplicadas à proteção patrimonial.
A adoção de diferentes recursos acompanha uma evolução do próprio mercado, que tem buscado combinar tecnologias de acordo com a finalidade e o perfil de cada veículo. Enquanto os rastreadores convencionais são utilizados principalmente para o monitoramento contínuo, as TAGs funcionam como dispositivos localizadores e podem ser acionadas como uma alternativa complementar para identificar a posição do veículo quando necessário. Por funcionarem de forma independente da parte elétrica, as TAGs dispensam intervenções na fiação e podem ser instaladas de maneira mais simples e discreta.
De acordo com Kleber Vitor, superintendente da APVS, a tecnologia faz parte da estratégia de proteção patrimonial da Associação e como parte de um movimento contínuo de evolução tecnológica, a organização passou a incorporar recentemente as TAGs à sua estrutura de soluções.
“A APVS utiliza tecnologia de rastreamento há muitos anos e a adoção das TAGs representa mais um passo nessa evolução. Por se tratarem de tecnologias com características diferentes, podem cumprir funções complementares. O nosso objetivo está justamente em compreender qual tecnologia faz mais sentido para cada perfil de veículo e situação. Quanto mais recursos disponíveis, maior é a capacidade de estruturar estratégias de prevenção e resposta às ocorrências”, afirma Kleber.
Além da localização e do monitoramento dos veículos, as informações geradas pelas tecnologias utilizadas pela APVS podem contribuir para diferentes processos operacionais, incluindo a análise de eventos e o apoio à identificação de movimentações fora do padrão.
Em determinadas situações, esses dados também podem auxiliar na apuração de ocorrências e na identificação de inconsistências, contribuindo para processos de análise e prevenção de fraudes.
“O uso da tecnologia deixou de estar restrito à localização do veículo. Hoje, os dados gerados pelos equipamentos podem auxiliar na análise de eventos, na identificação de movimentações atípicas e na tomada de decisões. Essa inteligência operacional tende a ganhar cada vez mais espaço à medida que as soluções evoluem”, explica Kleber.
Apesar do avanço tecnológico, o executivo ressalta que os equipamentos devem ser compreendidos como parte de uma estratégia mais ampla. Hábitos preventivos, atenção aos locais de circulação e estacionamento, rapidez na comunicação de uma ocorrência e planejamento patrimonial continuam sendo fatores importantes na redução dos impactos de roubos e furtos.
“Nenhuma tecnologia elimina completamente o risco. O avanço está na possibilidade de combinar diferentes ferramentas para aumentar a capacidade de prevenção e resposta. Tecnologia, comportamento e planejamento precisam atuar juntos para que os recursos sejam utilizados de maneira realmente eficiente”, conclui o superintendente.
Fonte: APVS/Grupo Mostra de Ideias, em 24.08.2026.