Pesquisa FenaPrevi-Ipsos mostra que 43% dos indivíduos planejam seguir trabalhando para garantir o sustento
Mesmo acumulando déficts sucessivos e estando sob ameaça de colapso, a previdência social é apontada pelos brasileiros como principal fonte de renda na aposentadoria. Segundo a pesquisa FenaPrevi Ipsos, 76% dos entrevistados declaram que dependeriam do INSS para se sustentar na fase de pós-laboral.
Deste universo, 48% disseram que serão totalmente dependentes da aposentadoria oficial e 28% informaram que serão muito dependentes do sistema público. Apenas 18% dos brasileiros ouvidos consideram que dependeriam pouco do INSS e somente 3% informaram que não dependeriam da aposentadoria do governo. Outros 3% não responderam ou não souberam informar.
Entre indivíduos das classes AB (com renda média familiar R$ 8.449,61*) 61% declaram que dependeriam muito ou totalmente da aposentadoria pública. Na classe C (renda média familiar de R$ 2.268,46*) este índice salta para 80% dos indivíduos entrevistados, e na DE (renda média familiar de R$ 708,19*) avança para 82% dos ouvidos pelo levantamento. (*critério classificação ABEP).
Submetidos a questionário de múltipla escolha, além da previdência social, 43% dos indivíduos disseram que pretendem continuar trabalhando para garantir o sustento na aposentadoria e 18% informaram que irão contar com recursos acumulados em poupança, previdência privada e outras fontes de renda.
Já para 5% da amostra, a alternativa será contar com a ajuda de familiares, 4% esperam contar com rendimentos de imóveis e 11% não souberam responder.
De acordo com o levantamento, 63% dos entrevistados declararam que não fazem nenhum investimento para garantir a aposentadoria no futuro. Nas classes AB, 50% estão nessa condição. Na C, o índice salta para 64% e chega a 76% nas Classes DE.
Gastos
O estudo FenaPrevi Ipsos também investigou quais os gastos que mais preocupam os brasileiros na aposentadoria. De acordo com o levantamento os remédios ocupam o topo da pirâmide, com 57% das menções em uma lista de múltipla escolha.
Os planos de saúde vêm em segundo lugar, com 48% das respostas, seguida por gastos com segurança, mencionados por 36% da amostra. Também preocupam os brasileiros os gastos com a educação dos filhos (26%), moradia e aluguel (24%), lazer (55%) e vestuário (2%).
Os gastos com remédios estão topo da pirâmide de preocupação dos indivíduos das classes DE (39% de menções neste estrato) e da Classe C (33% de menções).
Para os indivíduos das Classes AB, os planos de saúde são mencionados como principal fonte de gastos por 38% dos indivíduos de segmento social.
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Fonte: CNseg, em 13.06.2018.