Confira a Análise das Expectativas Econômicas número 423
O Relatório Focus desta semana reduziu marginalmente as projeções para a inflação e o crescimento do PIB em 2026, enquanto elevou as estimativas para o investimento direto no país e o superávit comercial. O IPCA-15 de agosto reforçou o cenário de alívio inflacionário no curto prazo, com queda de 0,40% e desaceleração em 12 meses, embora a aceleração dos serviços subjacentes recomende cautela. No mercado de trabalho, a taxa de desemprego atingiu 5,3%, mas a criação de vagas formais perdeu força. Com isso, a projeção de crescimento do PIB passou de 1,95% para 1,92% em 2026, mantendo-se em 1,50% para 2027.
Nas contas externas, o déficit em transações correntes de julho veio acima do esperado, embora as projeções para o ano tenham permanecido relativamente favoráveis. No campo fiscal, o superávit primário de julho contrastou com a elevação da dívida pública, reforçando as preocupações com a trajetória do endividamento. No exterior, a sinalização mais dura do Federal Reserve e a alta do petróleo ampliam os riscos para as condições financeiras globais e para a política monetária brasileira. Nesse contexto, o Focus manteve as projeções para a Selic em 13,75% ao final de 2026 e 12% em 2027.
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Fonte: CNseg, em 31.08.2026