Por Melina Dias
Ouvimos advogada especializada para entender como funciona o raciocínio das seguradoras em caso de sinistro, como o que ocorreu em um galpão de autopeças na última semana na Capital paulista, e o que fazer para resguardar seu negócio
Na última semana, um incêndio de grandes proporções atingiu na Lapa, Zona Oeste da capital paulista, o galpão principal de uma empresa de peças para caminhões localizada na Rua Emílio Goeldi. O local, que funcionava como fábrica e distribuidora de autopeças, armazenava materiais inflamáveis como plástico e papel. O fogo durou quase 12 horas e, apesar de ter sido controlado pelos bombeiros com 16 viaturas, destruiu completamente o prédio. Não houve vítimas, mas a estrutura ficou com risco de desabamento e será demolida nos próximos dias.
Em termos estratégicos, quando se planeja um negócio, o comerciante não deve definir o investimento em seguro patrimonial por um percentual fixo do faturamento, mas sim pelo valor em risco e pela capacidade de reposição sem quebrar o caixa.
Na prática de mercado, o prêmio anual do seguro patrimonial para comércio e indústria de pequeno e médio porte fica entre 0,1% e 0,5% do valor total a ser segurado — prédio, máquinas, estoque e equipamentos. Em operações com risco elevado, como galpões que armazenam material inflamável ou em regiões com histórico de sinistro, esse custo pode chegar a 1% ou mais do valor segurado.
Quando traduzido para o orçamento mensal, o gasto costuma representar entre 0,2% e 1% do faturamento bruto mensal dependendo do ramo, da localização e das medidas de segurança adotadas, como sprinklers e alarmes. O cálculo mais técnico leva em conta três fatores: o valor de reposição dos bens, o grau de risco da atividade e da região, e a franquia escolhida. Quanto maior a franquia, menor o prêmio, mas maior o valor que o empresário arca em caso de sinistro.
Fonte: Diário do Comércio, em 29.06.2026