Com uma plataforma inovadora de consulta que está rodando desde o início do 2º semestre do ano passado, os Indicadores de Gestão de Investimentos (IGI) da Abrapp continuam ampliando o universo de fundos de investimentos analisados. Quando começou a rodar em julho de 2017, a nova plataforma abrangia análise de cerca de 900 fundos de investimentos. Um ano depois, o conjunto analisado já abrange mais de 1200 fundos. Um dos diferenciais do IGI em comparação com outros rankings do mercado é a exclusividade da base de dados, que inclui os fundos que efetivamente recebem aplicações das associadas da Abrapp.
“Consideramos uma base de dados exclusiva de fundos de investimentos utilizados de fato pelas entidades fechadas associadas da Abrapp. Já ultrapassamos a marca de 1200 fundos, que são segmentados e classificados com metodologia própria”, diz Marcelo Nazareth, Consultor Técnico do IGI e Sócio-Diretor da Net Invest. Para realizar o levantamento do IGI, são coletados os CNPJs dos fundos que recebem aplicações das associadas e, com base nisso, a análise é feita com dados públicos publicados pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
A análise do IGI é atualizada mensalmente, até o 4º dia útil, quando a CVM publica os dados dos fundos de investimentos. Antes da implantação da nova plataforma do IGI, os dados eram atualizados semestralmente, e eram acessados via planilhas de PDF. Agora, a consulta de dados é realizada através de interface online. O sistema do IGI permite a consulta de análise dos fundos em períodos de 1 ano, 3 anos e 5 anos.
Diamantes – O sistema de ranqueamento do IGI utiliza uma metodologia denominada RaR – Retorno Ajustado ao Risco. Com base nela, a consultoria NetInvest atribui de um a cinco diamantes para fundos da mesma estratégia – renda fixa ou variável e multimercados. Em cada estratégia, os 15% dos fundos com melhor desempenho ganham a classificação de cinco diamantes. Depois os 20% seguintes, ganham quatro. Os 30% seguintes com melhor performance recebem três. Os 20% abaixo recebem dois diamantes e, finalmente, os 15% piores, ganham apenas um.
Marcelo Nazareth explica que a metodologia de classificação de fundos usada pelo mercado é deficiente. “Discutimos extensivamente esse assunto. No cerne da questão está a faculdade de autoclassificação dos fundos. Sem poder tolher essa liberdade de seus associados, o resultado final é uma classificação que muitas vezes não reflete a estratégia usada pelos gestores”, diz texto explicativo do site do IGI.
O IGI é um dos produtos utilizados como benchmarking para o aperfeiçoamento da governança dos investimentos das entidades. O IGI é disponibilizado gratuitamente às associadas da Abrapp. Clique aqui para acessar.
Fonte: Acontece Abrapp, em 24.07.2018.