No início do mês apresentamos, aqui no Blog, um estudo realizado nos Estados Unidos indicando uma potencial economia de ao menos US$ 40 bilhões em gastos com saúde se o governo daquele país subsidiasse 30% dos gastos da população com frutas e verduras.
Agora, um trabalho realizado pelo departamento de medicina preventiva da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), em parceria com Harvard (EUA), Cambridge (Inglaterra) e Queensland (Austrália) aponta que mais de 63 mil mortes por câncer poderiam ser evitadas anualmente no Brasil apenas com a adoção de cinco hábitos de vida mais saudáveis.
As cinco mudanças de estilo de vida sugeridas na pesquisa já foram abordadas por aqui: passar a praticar atividades físicas; abandonar o hábito de fumar; reduzir ou evitar o consumo de álcool; combater o excesso de peso; e, ter uma alimentação mais saudável.
O estudo, publicado na Cancer Epidemiology, uma das revistas científicas mais respeitadas, indica que além das vidas salvas, seria possível prevenir 114 mil novos casos da doença. O que equivale a mais de um quarto dos casos registrados a cada ano no País.
O assunto é especialmente importante frente à projeção da Organização Mundial de Saúde (OMS) de que a incidência de câncer deve crescer 50% no Brasil, até 2025, em decorrência do envelhecimento da população. O que reforça nossa percepção de que precisamos, urgentemente, focar em programas de promoção de saúde. Pesquisas como esta da USP nos dão ótimos subsídios para esse debate e para a estruturação dessas políticas.
Vale lembrar, o papel das empresas na elaboração dessas ações é vital, tanto para a saúde de seus colaboradores como para o resultado financeiro da própria companhia, como já apontamos aqui.
Para saber mais sobre a elaboração de programas de promoção da saúde nas empresas, vale rever a palestra de Alberto Ogata, diretor da Associação Brasileira de Qualidade de Vida (ABQV) e avaliador do Prêmio IESS na categoria Promoção da Saúde, Qualidade de vida e Gestão em Saúde, no 3º Seminário IESS de Promoção de Saúde nas Empresas.
Fonte: IESS, em 11.04.2019.