Impacto deverá incidir em algumas linhas especializadas de seguro, nomeadamente coberturas de risco político e soberano e nos seguros de crédito. Risco de incumprimento da Rússia emerge no horizonte.
Seguradoras e resseguradoras internacionais têm exposição reduzida às consequências da guerra na Ucrânia, uma vez que evidenciam penetração limitada no mercado russo, dominado pelas companhias locais. Eventual impacto deverá refletir-se moderadamente em algumas linhas especializadas de seguro, nomeadamente coberturas de risco político e soberano e nos seguros de crédito.
Estes ramos da atividade seguradora, e em alguma medida o setor de Vida pela exposição ao sistema financeiro internacional e à maior volatilidade, poderão sentir algum efeito da guerra, indica uma nota da agência Moody’s. A tendência altista nos preços da energia e o efeito das sanções à Rússia poderão gerar perdas “moderadas” para coberturas mais especializadas, como os seguros de risco político e seguros de crédito comercial, refere o site Reinsurance News com base na avaliação da agência de rating.
Entre as grandes seguradoras internacionais, os grupos Generali e AXA têm alguma exposição direta – por via de participações minoritárias rondando 38% detidas, respetivamente na Ingosstrakh e na RESO, terceira e quinta maiores por volume de prémios, entre as companhias do mercado russo. Mas, mesmo nestes casos, os investimentos têm peso pouco significativo no balanço dos dois grupos. Por outro lado, a Generali já anunciou o fecho da atividade na Rússia (incluindo atividade da Europ Assistance).
Fonte: ECO Seguros, em 21.03.2022