Por Isabela Chimelli Stacheski
O crescimento dos riscos cibernéticos no novo cenário bélico e suas repercussões na linguagem de exclusão, na extensão de cobertura e no preço de apólices de seguro
A tendência mundial de virtualização das atividades empresariais expõe cada vez mais as empresas a ataques cibernéticos e, consequentemente, agrava financeiramente os riscos a serem eventualmente cobertos pelas companhias seguradoras que comercializam a modalidade de seguro chamada de cyber insurance.
Desse modo, se por um lado há uma maior procura no mercado por seguros contra ataques cibernéticos (pelo aumento das ocorrências), de outro lado há instabilidade nas taxas de prêmios e dificuldade de acesso às apólices, devido à maior cautela das seguradoras e o receio destas com grandes perdas financeiras, selecionando com maior rigor quem e o que será coberto1 A variação do custo do cyber insurance pode ser atribuída, por exemplo, à frequência, à severidade e à imprevisibilidade dos ataques; a quem é o segurado (algumas organizações e empresas são de risco maior, como na área de saúde, acadêmica e pública); e ao aumento da ocorrência dos ataques, fatores esses que podem implicar redução das hipóteses de cobertura securitária ou aumento dos prêmios2
Fonte: Migalhas, em 07.11.2022