Por Bruna Chieco
Dois Grupos de Trabalho da Abrapp estão conduzindo o Diagnóstico Nacional sobre as Estruturas Operacionais das EFPC. A iniciativa busca analisar os modelos adotados pelas entidades, identificando práticas e padrões que promovam eficiência administrativa, conformidade regulatória e boa governança, além de avaliar o interesse e a viabilidade do compartilhamento de estruturas.
O diagnóstico está sendo desenvolvido em etapas: inicialmente, foi elaborado e enviado um questionário às entidades com o objetivo de coletar dados primários sobre suas estruturas operacionais e de governança. Em um segundo momento, os Grupos de Trabalho 5 e 6 se debruçaram sobre as informações recebidas, realizando análises detalhadas para consolidar os dados. Compostos por especialistas da área, os GTs são coordenados por Adriana de Carvalho Vieira, Yara Marques e Edenilson Figueiredo, que também integram a Comissão Técnica Sudoeste de Governança e Riscos da Abrapp.
O diagnóstico contempla aspectos relevantes das estruturas operacionais das EFPC, como coexistência entre estruturas próprias e terceirizadas, grau de terceirização das atividades operacionais, nível de satisfação com os serviços contratados, investimento em tecnologia e inovação, além da adoção de práticas voltadas à eficiência, agilidade e compartilhamento de recursos.
Segundo os coordenadores dos GTs, esses pontos permitem uma visão ampla do funcionamento das entidades, possibilitando a identificação de oportunidades de melhoria, além de fortalecer a governança e a gestão operacional. O estudo também contempla os desafios enfrentados pelas EFPC, permitindo uma análise comparativa entre diferentes realidades.
A expectativa é transformar o diagnóstico em uma prática recorrente, com periodicidade definida, semelhante às pesquisas anuais já consolidadas pela Abrapp. “Mais do que mapear estruturas, buscamos oferecer subsídios concretos para que as EFPC possam modernizar sua gestão”, dizem os coordenadores.
Eles destacam que o estudo também servirá como instrumento de benchmarking entre diferentes modelos organizacionais. O acesso a essa fotografia setorial contribuirá para decisões mais estratégicas, maior agilidade e melhor aproveitamento de recursos. “Na prática, os resultados poderão apoiar revisões de processos internos, decisões sobre terceirização e até estratégias de compartilhamento de estruturas e serviços entre entidades”, explicam.
A previsão é que a análise dos dados seja concluída, e o relatório final formatado, ainda em setembro. Posteriormente, os resultados serão amplamente divulgados às entidades associadas.
Fonte: Abrapp em Foco, em 01.09.2025.