Por Jorge Wahl
É momento de estruturar os nossos processos, olhar o comportamento de todos, em busca de um ambiente compromissado com a ética, resumiu Adriana de Carvalho Vieira, Coordenadora da CTN de Governança, falando na plenária sobre “Governança como Eixo Central da Credibilidade”. É hora também de conhecer os códigos e publicações disponibilizadas pela Abrapp e podem muito bem funcionar como ferramentas auxiliares nesse particular, podendo ser úteis naquelas oportunidades em que as entidades e seus profissionais são colocados à prova.
“Uma boa e esclarecedora documentação, especialmente nos processos de investimento, é absolutamente imprescindível, simplesmente não pode deixar de existir”, completou Adriana de Carvalho.
Governança representa uma importante garantia adicional, algo que contribui para o fomento ao reforçar a credibilidade e a decisão dos participantes de ficar no plano, destacou Daniel Pulino, Prof. de Direito Previdenciário da PUC-SP e membro do Conselho Deliberativo da Funpresp-Exe. Ele falou no painel sobre “Governança como Eixo Central da Credibilidade” e, nesse sentido, recomendou uma maior presença dos participantes nos processos decisórios e muita transparência.
Fábio de Sousa Coelho, Diretor Superintendente Substituto da Previc, salientou no painel sobre “Governança como Eixo Central da Credibilidade” que políticas de investimentos não podem ser vistas como uma peça, um mero documento, mas uma consolidação clara do que as pessoas envolvidas na alçada decisória disseram quanto ao que pode ser feito e o que não pode em matéria de alocação. Se alguém vêm à entidade oferecer algo que não se enquadra, isso fica logo evidente, ainda que o gestor tenha assumido mais recentemente o cargo.
A alçada decisória e a qualificação dos dirigentes que dela participam precisam constar do conjunto da documentação.
“Na Previ a governança é um estilo de vida, um assunto sagrado”, salientou outro expositor, Gueitiro Matsuo Genso, Presidente da Previ, tentando mostrar que esse é um tema que precisa estar inserido na cultura da organização.
Uma governança que garantiu superávits suficientes para requerer a sua distribuição nos tempos de economia forte, ao mesmo tempo em que evitou déficit quando a atividade econômica decaiu. “Cuidar da governança não é custo, é investimento porque agrega valor“.
“Por isso vamos além do que as regras exigem quando o assunto é governança”, explicou Gueitiro, fornecendo vários exemplos disso.
“O sistema tem boas normas e práticas de governança, superiores mesmo, por exemplo, às empresas do Novo Mercado. Isso é verdade em relação ao número de representantes dos participantes nos conselhos. Citou também o programa de integridade da Previ. Além disso, em breve a entidade estará instituindo um rating interno para medir o grau de integridade nas empresas investidas, vendo além dos retornos prometidos.
Fonte: Acontece, em 05.10.2017.