No próximo dia 30 de junho, a Forluz inicia um novo ciclo de auditoria para buscar a renovação da certificação NBR ISO 31000, norma internacional de gestão de riscos utilizada por mais de 60 países
Ao longo de seus 48 anos de história, a Fundação tem procurado valorizar e aprimorar a forma como atua perante os riscos, que são inerentes à atividade de gestão de planos de previdência complementar. Esta postura preventiva, pautada na prudência, transparência e conhecimento de seu negócio, levou a Fundação a ser reconhecida pelas práticas que adota, com a conquista da certificação nos anos de 2017, 2018 e 2019.
São estas diretrizes que norteiam o enfrentamento em momentos de crise, como o atual, perante a Pandemia de Coronavírus. O gerente da Assessoria de Riscos da Forluz, Antônio Carlos Bastos D'Almeida, explica que a Entidade possui um Comitê de Continuidade de Negócios em caráter permanente. O grupo, formado por profissionais de diversas áreas, foi criado em 2014 e tem como objetivo definir ações e avaliar os eventos referentes às crises. Sendo assim, após intenso debate, o Comitê indicou à administração, no dia 19 de março de 2020, a entrada em regime de contingência. Uma recomendação que atende ao protocolo estabelecido pelo PCN – Plano de Continuidade de Negócios. "O PCN é um documento aprovado pelo Conselho Deliberativo em 2016, que traça as medidas de atuação da Fundação em situações como esta. O intuito é permitir uma condução ordenada da continuidade das operações e, quando aplicável, de recuperação de um evento crítico".
No mesmo dia, foi instaurado o Comitê de Execução da Crise, integrado pelos membros da Diretoria Executiva. As reuniões periódicas do grupo, que são feitas de forma remota, acompanham a evolução da crise e a extensão de seus riscos nas mais variadas naturezas. É este monitoramento constante que assegura a execução de atividades essenciais e permite minimizar os impactos da crise. "A Forluz vem realizando normalmente sua rotina, mitigando riscos operacionais. Além disso, mantém confortável patamar de liquidez, necessária para honrar as obrigações assumidas pelos planos de benefícios. Frente à forte oscilação dos ativos, vem regulando seu nível de exposição ao risco em cada segmento, de acordo com o contexto. Assim, atua na redução dos riscos econômicos, financeiros e atuariais. Cabe ressaltar também que estamos cumprindo regularmente obrigações legais e fiscais, mitigando riscos legais. Por fim, observamos o comportamento do cenário a fim de verificar o quanto estaríamos distantes de um risco de natureza sistêmica", pontua Antônio Carlos.
Ele salienta também que, além dos comitês citados anteriormente, a Fundação tem garantido o andamento do trabalho dos órgãos estatutários, do Comitê de Investimentos e do Comitê Permanente do Acompanhamento do Passivo. Esforços que visam não prejudicar as operações enquanto a crise se sustentar. "Não podemos estimar o término da crise, mas é certo que ela vai passar. Enquanto isso, seguimos trabalhando com foco nas melhores práticas de gestão, para preservar o patrimônio de nossos participantes e a qualidade dos serviços que prestamos".
Fonte: Forluz, em 23.06.2020