
O sistema de previdência complementar fechada, composto pelas chamadas Entidades Fechadas de Previdência Complementar (EFPC), registrou um superávit consolidado de R$ 17 bilhões ao final de 2025. Segundo dados da Previc, a rentabilidade média do setor atingiu 13,23% no ano. O desempenho é visto como uma demonstração de resiliência, visto que o período foi marcado por instabilidades macroeconômicas e oscilações nos mercados financeiros.
O saldo positivo de R$ 17 bilhões é o resultado líquido de um balanço que somou R$ 39 bilhões em planos superavitários contra R$ 22 bilhões em planos que operaram em déficit. Para especialistas do setor, esse gap demonstra a capacidade estrutural das entidades em absorver ciclos econômicos negativos sem comprometer a solvência do sistema como um todo. Atualmente, o setor administra um estoque de ativos próximo a R$ 1,4 trilhão.
A governança e a gestão de riscos foram apontadas pela Abrapp como os pilares para o resultado. O Diretor-Presidente da entidade, Devanir Silva, destaca que a visão de longo prazo é o que garante a segurança dos milhões de participantes.
Além da rentabilidade, o relatório da Previc apontou avanços em conformidade e supervisão, consolidando o papel das EFPC como instrumentos estratégicos de formação de poupança interna e proteção social no Brasil.
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Fonte: Abrapp em Foco, em 14.04.2026.