A carteira de investimentos do Sebrae Previdência finalizou o mês de outubro com retorno (bruto) consolidado em 10,34%, acima do CDI e bem acima da inflação esperada para o período, que deve ficar próxima a 4,90%. Esse é quarto mês consecutivo que o Instituto supera do CDI, mantendo o retorno superior tanto no acumulado do ano quanto no acumulado de 12 meses. No ano, o resultado supera também o IFIX (Índice de Fundo Imobiliários), o IMAB (Índice que acompanham carteira de títulos atrelados ao IPCA - Inflação), o IRFM (Índice de Renda Fixa do Mercado) e oS&P500 (Índice do mercado de ações americano). Confira mais detalhes na análise do Diretor de Investimentos, Victor Hohl, a seguir.
Enceramos o mês de outubro com o retorno bruto consolidado de 1,37% no mês. O grande destaque foi o perfil arrojado, que apresentou o retorno bruto de 1,64%.
O cenário dos investimentos no Brasil foi dominado pela corrida presidencial — ao final do mês, tivemos a definição do novo presidente. A vitória do candidato Lula vinha sendo precificada a vários meses por grande parte dos agentes de mercado, mais especialmente após o término do primeiro turno, o que acabou por reduzir um pouco a volatilidade dos mercados na última semana da corrida eleitoral. Contudo, no cenário externo as preocupações se voltaram para a deterioração do quadro econômico global e as preocupações com a estabilidade financeira internacional: a economia global segue desacelerando, mas a inflação continua a preocupar bastante. Essa combinação está permitindo que bancos centrais ensaiem uma desaceleração do ritmo de aperto monetário, mas ainda longe de uma pausa. A guerra na Ucrânia continua mantendo o risco político bastante elevado. Por fim, a China continua com a política de tolerância zero contra a Covid-19, o que vai seguir atrapalhando o crescimento no país e consequentemente afetar o crescimento global.
Dessa maneira, não é esperado do lado externo grandes ventos favoráveis para os ativos risco no curto prazo. No cenário local da grande preocupação com o mercado, após período eleitoral, será quanto a composição da nova equipe econômica. Os agentes de mercado aguardam por um ministro da Fazenda que traga em sua pauta preocupações com a questão fiscal, visando mitigar o crescimento dos gastos públicos e impostos a patamares que não inviabilizem a capacidade de crescimento do país, e para manter organizado o ambiente de negócios.
No curto prazo não iremos fazer grandes movimentos nas carteiras aguardando essas definições, lembrando que ao longo do ano já tínhamos nos posicionado considerando um cenário de maior desafio para o crescimento da economia global e brasileira, contratando algumas posições mais defensivas para enfrentar esse ambiente. Ao longo do ano também aproveitamos de alguns momentos de maior volatilidade para a compra de ativos a preços mais atrativos. Continuaremos a mantes essa postura mais cautelosa até que o cenário fique mais claro e algumas incertezas saiam do caminho.
Abaixo segue o quadro resumo de resultados brutos dos planos e perfis do Sebrae Previdência:

Fonte: Sebrae Previdência, em 09.11.2022.