Chegou ao fim a licitação lançada em junho pela Funpresp para escolher gestores para operar dois fundos exclusivos de crédito privado. Os vencedores do certame foram os bancos Dycoval e Santander e cada um vai receber um aporte inicial de R$ 150 milhões. Outros dois bancos – Banco do Brasil e Safra – também foram selecionados na licitação, mas não serão usados pela Funpresp num primeiro momento. Todas as etapas do processo estão disponíveis neste link, no menu “Licitações”, em “Concorrência nº 03/2021”.
A Fundação usa, atualmente, 14 fundos para administrar carteiras de investimentos e, dessa forma, diversificar cada vez mais o leque de ativos da Entidade. “Nossos investimentos são majoritariamente conservadores, cerca de 80% deles estão em renda fixa. Desses, 70% são títulos públicos indexados à inflação. Por enquanto, nossos investimentos em crédito não chegam a 1% da carteira, mas com os novos gestores, a ideia é chegar a 6 ou 7%”, explicou o gerente de Operações Financeiras da Funpresp, Gilberto Stanzione.
Além desses dois ativos, a Fundação também investe em renda variável local (cerca de 10% da carteira), renda variável no exterior (cerca de 7%) e empréstimos aos participantes (cerca de 1%). Segundo Stanzione, o próximo grande passo da Entidade será no mercado imobiliário, mas esse movimento ainda vai demorar um pouco a acontecer. “Já prevemos para 2022 uma alocação mais expressiva nesse segmento, mas isso ainda deve levar um tempo. Como estratégia de diversificação dos investimentos, nós vemos muito valor nesse movimento”, afirmou.
A Funpresp, que gerencia os planos de previdência complementar dos servidores públicos federais dos poderes Executivo e Legislativo, administra um patrimônio líquido de R$ 4,55 bilhões, divididos em gestão própria (73,4%) e terceirizada (26,6%).
Fonte: Funpresp, em 09.12.2021.