Os fundos de pensão portugueses têm praticamente um terço da sua carteira de ativos aplicada em dívida pública, segundo o último relatório da Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensão (AFS), relativo ao primeiro semestre deste ano, informa a Agência Dinheiro Vivo.
“No final de junho, os títulos de dívida continuavam a ser a categoria mais expressiva, representando 49% do total, vindo a seguir a exposição a fundos de investimento (26%), imóveis (9%), depósitos bancários (9%) e ações (8%)”, lê-se no relatório.
Os ativos dos fundos de pensão ultrapassavam os 17,9 mil milhões de euros em junho de 2016, o que significou uma queda de 1% face ao valor do final de 2015. “Esta queda é o resultado da redução de 0,2% nas entidades fechadas e de 7,3% nas abertas”, justifica a AFS. Já a rentabilidade no período foi negativa em 0,9%”, acrescenta.
A composição das carteiras manteve-se semelhante à observada no final do ano de 2015, destacando-se, no entanto, um aumento do peso dos instrumentos de dívida pública e dos fundos de investimento e uma diminuição do peso das ações e dos depósitos bancários.
A dívida pública corresponde a 31% do total e vem subindo desde junho de 2015 (com exceção de dezembro de 2015, onde se registou uma ligeira queda, que pode ser atribuída à convulsão política vivida no país e que fez disparar os juros da dívida).
Segundo os dados da AFS, os fundos de pensão abertos gerem um total de 1,8 bilhões de euros, enquanto os fechados administram 16 mil bilhões de euros.
Fonte: Diário dos Fundos de Pensão, em 18.11.2016.