Foram detectados prejuízos milionários em razão do investimento no FIP Brasil Petróleo 1
A Força-Tarefa Greenfield enviou à Justiça federal, nessas quarta (24) e quinta-feira (25), três denúncias relacionadas a fraudes com recursos dos fundos de pensão Funcef, Petros e Previ. Os casos têm em comum o mesmo gargalo como destino do dinheiro dos investidores: a aquisição de cotas do Fundo de Investimento em Participações Brasil Petróleo 1 (FIP BP1). Treze ex-gestores dos fundos são acusados de praticarem gestão temerária. Os procuradores pedem, além da condenação dos denunciados, a reparação econômica e moral das vítimas no montante equivalente ao triplo dos prejuízos causados. No caso envolvendo a Funcef, são pedidos mais de R$ 307 milhões, em valores deste ano. Já nas ações relacionadas aos danos à Petros e à Previ, pedem R$ 278 milhões e R$209 milhões, respectivamente, a serem atualizados na taxa Selic de 2018 até a data do efetivo pagamento.
As investigações revelaram que, entre 2011 e 2016, os fundos de pensão decidiram adquirir participação acionária em “companhias brasileiras pertencentes à cadeia produtiva de suprimento de bens e serviços para a indústria de petróleo e gás, no Brasil”. Foi nesse contexto que ocorreu a adesão ao FIP Brasil Petróleo 1. Os investimentos do FIP, por sua vez, foram direcionados para as três companhias: Brasil Petróleo Participações (em que houve perda de 100% do valor aplicado), Deepflex e Poseidon.
Fonte: Procuradoria da República no Distrito Federal, em 27.06.2020