Uma pesquisa realizada pela Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc) mostrou que os fundos de pensão enfrentam dificuldades de obtenção de informações ESG (ambientais, sociais e de governança) adequadas das companhias. Os resultados do levantamento foram apresentados pela autarquia no último dia 1 de julho e contou com participação de 93 entidades fechadas de previdência complementar (clique aqui para acessar o relatório).
Na abertura do webinar, Lúcio Capelletto, Diretor Superintendente da Previc, destacou que a pesquisa foi realizada em um cenário que os critérios ASG ganham maior relevância em escala mundial e também no Brasil. É cada vez mais frequente a inclusão dos riscos ESG nos processos de governança e nos processos decisórios de investimentos. “Os fundos de pensão como investidores institucionais também ampliam a preocupação e utilização dos critérios ASG”, disse Capelletto.
Ele informou que respondentes representam 32% do total de EFPC, mas em termos de patrimônio, somam R$ 700 bilhões – que representa cerca de 70% do volume de ativos do sistema. Foram 36 entidades com patrocínio público; 50 com patrocinador privado e sete instituidores (página 6).
O levantamento foi realizado através de questionário com 20 questões, direcionada para as EFPC, e 15 frases afirmativas, voltadas para avaliação pessoal dos gestores. O questionário tomou como base uma pesquisa similar de 2017 realizada pelo CFA Institute, voltada para os gestores de recursos das assets. No caso da pesquisa da Previc, foi direcionada para os AETQs ou algum membro do time de investimentos das EFPC.
Os resultados mostraram que 85% das ESI (Entidades Sistemicamente Importantes) respondentes e 56% das não ESI utilizam ESG em suas análises de risco. Considerando o conjunto total de respondentes, 52 EFPC disseram utilizar os critérios socioambientais e de governança em seus processos de análise.
Fonte: AMEC, em 16.07.2021