A indústria de fundos registrou valores recordes na captação líquida em dezembro. O Boletim ANBIMA de Fundos de Investimento informa que o ingresso líquido de recursos alcançou 17 bilhões, o maior para o mês de dezembro desde o início da série, em 2002. A maior parcela coube à Previdência, com captação líquida de R$ 10 bilhões, seguida dos fundos de Renda Fixa, com R$ 6,2 bilhões, e os FIPs (Fundos de Investimento em Participação), com R$ 2,6 bilhões em FIPs.
Com isso, a captação líquida da indústria em 2016 alcançou R$ 109,1 bilhões, a segunda maior da série, superada apenas pelos números de 2010, quando o ingresso líquido ficou em R$ 113,5 bilhões. A captação líquida da classe Previdência no ano também foi recorde (R$ 48,2 bilhões) e respondeu pela maior parte do ingresso líquido de recursos no ano, sendo seguida pela classe Renda Fixa, com R$ 45,9 bilhões.
A expectativa de aceleração no ritmo de queda dos juros nos próximos meses favoreceu a rentabilidade dos títulos de Renda Fixa de prazo mais longo em dezembro, o que se refletiu na rentabilidade da carteira dos fundos de maior duration, como a do tipo Renda Fixa Duração Alta Soberano, que valorizou 2,31%. Ela foi superada apenas pelo tipo Multimercado Macro, que realiza operações baseadas em cenários macroeconômicos de médio e longo prazos e que valorizou 2,49%. Na classe Ações, com exceção do tipo Livre, os resultados foram negativos em dezembro, influenciados pela queda de 2,71% do Ibovespa.
Fonte: ANBIMA, em 09.01.2017.