Por Liane Thedim
Piora macro e interrupção nos cortes de juros atrasam aposta em ações e ativos de risco pelos fundos de pensão
A piora no cenário macroeconômico e consequente interrupção dos cortes da Selic atrasou a volta do apetite por risco dos investidores mais cobiçados hoje entre as gestoras, os fundos de pensão. Embora a renda variável fosse uma aposta das assets, o crescimento deve vir pela renda fixa, principalmente crédito privado, e pelos fundos imobiliários (FIIs) compostos por títulos de dívida, segundo grandes fundações ouvidas pelo Valor.
A Real Grandeza, dos funcionários de Eletrobras, Furnas e Eletronuclear, por exemplo, que tem R$ 18,7 bilhões em investimentos, está em processo de seleção de gestores para um FII de R$ 400 milhões e vem avaliando oportunidades em crédito privado, diz o diretor-presidente, Sérgio Wilson Ferraz Fontes. As duas classes também no radar de Postalis (fundo de pensão dos Correios) e Valia (Vale), que somam R$ 42,7 bilhões em investimentos. A Petros (Petrobras), por sua vez, iniciou nova seleção de assets para aumentar alocações em crédito, multimercados e exterior, diz Alexandre Miguel, diretor interino de investimentos.
Fonte: Valor Econômico, em 31.07.2024