Por Alexandre Sammogini

O ano de 2025 foi marcado por conquistas expressivas para a Fundação São Francisco. Mesmo diante de um cenário econômico desafiador, a entidade encerrou o exercício com patrimônio líquido consolidado de R$ 1,26 bilhão, crescimento de 10,54% em relação ao ano anterior.
“Superamos as metas atuariais e reduzimos a taxa de administração em 13% graças a uma gestão prudente e estratégica. A cada ano, a Fundação São Francisco se torna mais moderna, sustentável e totalmente focada em entregar a excelência que nossos participantes merecem”, afirma Maurício Pietro da Rocha, Diretor Superintendente (foto na capa).
A gestão de investimentos foi um dos principais destaques do período, com desempenho acima dos indicadores de referência. O Plano de Benefício Definido registrou rentabilidade de 11,11%, frente a uma meta de 9,49%, enquanto o Plano Saldado alcançou 11,29%, superando a meta de 8,87%.
Já o Plano Codeprev, de Contribuição Definida, apresentou rentabilidade de 15,07%, bem acima da taxa indicativa de 7,53%. Desde sua criação, em 2013, o plano acumula retorno de 226,7%, equivalente a 108% do CDI.
“A rentabilidade expressiva alcançada em 2025, com superação das metas em todos os planos, é resultado direto de uma estratégia de alocação rigorosa e da otimização dos recursos. Cada decisão financeira foi tomada com o objetivo de maximizar retornos e preservar a solidez do patrimônio dos participantes”, destaca Rogério Pazzim, Diretor Financeiro da entidade.
Superávits acumulados – Os Planos BD e Saldado encerraram o ano com superávits acumulados ajustados de R$ 8,3 milhões e R$ 94,0 milhões, respectivamente.
A carteira de empréstimos aos participantes também avançou, com crescimento de 38% e R$ 4,65 milhões em concessões. Entre os avanços, destacam-se ainda a redução da taxa de administração para 0,70% e a aprovação da devolução de R$ 2,2 milhões do excedente do Fundo de Risco do Plano Codeprev.
“Nosso compromisso principal é com a tranquilidade de quem confia na fundação. Os superávits acumulados e a devolução de recursos demonstram que é possível aliar segurança atuarial a benefícios reais e diretos para os nossos participantes e assistidos”, ressalta Sérgio Miranda, Diretor de Benefícios.
Governança e planejamento – A governança corporativa também avançou significativamente em 2025. A implementação do novo ciclo do Planejamento Estratégico Institucional (2026–2030) trouxe um sistema inovador de indicadores e metas para monitoramento quantitativo, além da aprovação do primeiro orçamento plurianual e de normativos essenciais, como o Regulamento do PGA.
Essas iniciativas foram reconhecidas pelos próprios participantes. A pesquisa de satisfação de 2025 registrou nota média de 8,45 (em uma escala de 1 a 10) e NPS de 57,7%, posicionando a fundação na zona de excelência. Ao todo, 82% dos participantes declararam-se satisfeitos ou muito satisfeitos com os serviços prestados.
“Esses resultados refletem a dedicação da equipe e dos Conselhos. Com o novo orçamento plurianual e a modernização do estatuto, reforçamos a sustentabilidade de longo prazo e avançamos na construção de uma fundação cada vez mais sólida, transparente e preparada para o futuro”, afirma Demétrios Rocha, Presidente do Conselho Deliberativo.
Fonte: Abrapp em Foco, em 31.03.2026.