Incremento em renda fixa, resultados na renda variável e gestão de passivos permitiram gerar resultado 110% superior ao CDI, apesar da reversão da Bolsa
Com medidas adotadas na gestão de ativos e passivos, a FUNCEF conseguiu atenuar os efeitos da queda da renda variável e da alta da inflação em 2021. A carteira consolidada de investimentos rendeu 9,28% e gerou um resultado de R$ 7,40 bilhões no ano, contra uma meta atuarial de 15,12%, puxada pelo INPC de 10,16%.
A Fundação implementou uma estratégia de proteção que migrou uma parcela significativa dos recursos de renda variável para ativos de renda fixa na esteira do atual ciclo de alta das taxas de juros. Isso incluiu os dividendos e parte dos recursos obtidos com a venda de ações da Vale em 2021.
Esse movimento foi fundamental para sustentar a rentabilidade e manter o resultado dos planos num nível de deficit totalmente livre do risco de novos equacionamentos e reversível em 2022.
A FUNCEF ainda aproveitou a janela de oportunidade para acrescentar títulos públicos de longo prazo com boas taxas, sem abrir mão de uma posição relevante em ações na carteira, que já apresenta recuperação.
“Sem a reestruturação de Invepar, a operação de venda de ações da Vale e a migração da renda variável, teríamos cerca de R$ 2 bilhões a mais de deficit”, explicou o presidente da Fundação, Gilson Santana.
A estratégia, que elevou o volume de recursos alocados em renda fixa de 56% para 61% do total, preservou R$ 1,4 bilhão em capital, que teria sido perdido com a expressiva queda da Bolsa, e terá efeitos positivos nos próximos anos.
“No primeiro trimestre de 2022, seguimos adicionando títulos públicos de longo prazo à carteira, que estão pagando taxas significativamente maiores do que a meta. São ativos que oscilam menos e, por consequência, trazem mais previsibilidade aos resultados”, afirmou o diretor de Investimentos Samuel Crespi.
Fonte: Funcef, em 31.03.2022.