Por André Luis Altieri
A fraude em saúde suplementar deixou de ser um fenômeno pontual e passou a assumir contornos estruturados, sofisticados e altamente lesivos. O que antes era episódico hoje revela sinais de organização, especialização e uso intensivo de tecnologia, com impactos diretos não apenas sobre operadoras, mas sobre toda a coletividade de segurados.
Em muitos casos, o ponto de partida é sedutor: ofertas em redes sociais prometendo acesso a tratamentos não cobertos pelo plano, ou a procedimentos que, embora cobertos, seriam realizados “sem custo” fora da rede credenciada. A comunicação é direta, segmentada por algoritmos e direcionada a públicos vulneráveis — pacientes em busca de soluções rápidas para questões de saúde.
Fonte: ConJur, em 25.03.2026