Todos os meses, a Forluz divulga o Informativo de Rentabilidades no Portal. O intuito desta ação é prezar pela transparência e auxiliar os participantes a acompanharem a evolução do seu saldo de conta e o desempenho dos recursos que aplicam na Fundação. Mas, você sabe como se apuram estes números?
Entender melhor o resultado é fundamental, principalmente diante de cenários em que os investimentos não apresentam o retorno esperado, como foi o caso do segmento de Renda Fixa, no último mês de novembro.
Vale ressaltar que todas as aplicações feitas pela Entidade são norteadas pela Política de Investimentos. O documento, que é submetido à aprovação da Diretoria Executiva e do Conselho Deliberativo, define os limites, riscos e percentuais que podem ser alocados de acordo com o segmento de investimento e conforme o perfil escolhido pelo participante, no caso dos planos B e Taesaprev. Anualmente, estas informações são revisitadas para que sejam feitos possíveis ajustes de contexto.
Análise Risco-Retorno
Pautados pelas orientações da Política e focados em identificar boas oportunidades, os especialistas da Forluz avaliam as possibilidades de investimento que ofereçam a melhor relação risco-retorno.
Para isso, são feitas diversas análises, considerando a legislação vigente, a situação do mercado e a necessidade de liquidez do plano. Cabe lembrar que os recursos podem ser aplicados nas seguintes categorias: Renda Fixa, Renda Variável, Investimentos Estruturados, Empréstimos a Participantes, Segmento Imobiliário e Investimentos no Exterior.
Impacto na Rentabilidade
Ao final de cada mês, é apurado, então, o percentual de retorno obtido nas categorias que citamos acima. Para calcular a rentabilidade do Plano por perfil, é considerado o peso destes segmentos.
Ou seja: o impacto da rentabilidade de um segmento no resultado final depende se a exposição a esta categoria é maior ou menor. Para que fique mais claro, tomemos o exemplo abaixo. A tabela lista os percentuais de alocação de cada segmento, a rentabilidade auferida por cada um deles e, por fim, quanto estes números representam no retorno final.
| Segmentos | Alocação | Rentabilidade Nominal-mês | | |
| Renda Fixa | 80,00% | 0,50% | 80% x 0,5% = | 0,400% |
| Renda Variável | 10,00% | 1,00% | 10% x 1% = | 0,100% |
| Estruturados - FIM | 1,50% | 0,90% | 1,% x 0,9% = | 0,014% |
| Estruturados - FIP | 0,50% | 0,80% | 0,% x 0,8% = | 0,004% |
| Exterior RF | 0,50% | 0,75% | 0,% x 0,75% = | 0,004% |
| Exterior RV | 0,50% | 0,70% | 0,% x 0,7% = | 0,004% |
| Empréstimos | 4,00% | 0,60% | 4% x 0,6% = | 0,024% |
| Imobiliário | 2,00% | 0,50% | 2% x 0,5% = | 0,010% |
| Imobiliário - FII | 1,00% | 1,20% | 1% x 1,2% = | 0,012% |
| Total | 100,00% | 0,57% | Soma dos resultados | 0,57% |
Evento de novembro
Diante disso, fica mais simples entender a rentabilidade do Plano B devido a um evento pontual ocorrido em novembro. Se você já conferiu o informativo divulgado no Portal, percebeu que a Renda Fixa registrou retorno negativo no período. Como se trata do segmento que representa o maior volume de aplicação dos recursos do plano, o impacto nos números é mais expressivo.
Isto ocorreu em função da provisão para perda de um título de crédito privado da Concessionária Rodovias do Tietê. Esta debênture foi adquirida em 2013 e apresentava excelente relação risco-retorno à época. Prova disso é que, até outubro, já havia retornado 44% do investimento, já contabilizada a meta atuarial.
No entanto, a grave crise econômica que o país atravessou nos últimos anos, deteriorou a capacidade de pagamento da empresa. Desde que identificou esta situação, a Forluz vem trabalhando em um intenso processo de negociação para recuperar o máximo possível do investimento. "É um processo complexo de se chegar a um consenso porque envolve muitas pessoas. Reunir todos os debenturistas em torno de uma proposta única de solução demanda tempo". Agora, no entanto, a expectativa da Fundação é positiva, já que a companhia está em recuperação judicial. "Acreditamos que, neste ambiente, o juiz facilite o acordo e possamos chegar a uma conclusão mais rápida. Assim, acreditamos que será possível reverter boa parte da perda, mas não desprezamos o risco de que a referida perda seja confirmada, pois trata-se de um processo de alta complexidade".
Vale salientar que gerir recursos é uma atividade que envolve riscos e oscilações podem ocorrer. Mas os objetivos da Entidade são traçados para o longo prazo e, neste sentido, os retornos permanecem acima da média.
Para esclarecer o assunto de forma mais simples e prática, a Fundação também produziu um vídeo de poucos minutos. Clique aqui para conferir.
Se você ainda não viu os informativos de novembro clique abaixo e confira.
Fonte: Forluz, em 06.12.2019