Pensando na economia, esta crise pode ser comparada com crises anteriores, como a de 2008?
Em parte. É importante lembrar que em 2008 a crise teve origem no sistema financeiro com causa conhecida. A situação atual, por sua vez, é consequência da paralisação da atividade econômica de forma generalizada para o tratamento da disseminação de uma doença em escala global.
Esse movimento de parada repentina da atividade econômica e recomendação para isolamento social, conhecido como “lockdown”, vem gerando incertezas quanto ao tamanho do impacto na geração de renda e por consequência, na capacidade de pagamento das companhias. O reflexo disso no mercado, tem sido a venda desordenada e irracional dos ativos de risco, de forma global, em busca de títulos governamentais, com retorno menor ou mesmo negativo, mas com menor risco de liquidez e solvência.
Apesar de todo esse cenário, a boa notícia vem da rápida reação de governos e bancos centrais, garantindo liquidez e renda mínima para a população nesse período, a partir da injeção de recursos em montante superior a 5% do PIB global, de forma praticamente imediata. No entanto, ainda não é possível afirmar que todas essas medidas serão suficientes para evitar o prolongamento da crise, mas é um indicativo importante de que haverá um esforço muito grande para que os impactos sejam absorvidos de maneira mais suave, até que a atividade econômica seja retomada.
Em meio a esse cenário, a Forluz tem trabalhado na avaliação das carteiras de investimentos, sempre em busca de adequá-las quando a conclusão for de que existem opções disponíveis com melhor relação de risco e retorno. Isso porque toda crise traz perdas, mas também oferece oportunidades.
A equipe de investimentos da Fundação está dedicada à análise das possibilidades de investimentos para tentar capturar estratégias que possuem fundamentos sólidos, mas que, em razão da distorção dos preços por ocasião da crise, estão atualmente sendo negociados muito abaixo do valor justo, quando avaliados sob a perspectiva de médio e longo prazo.
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Fonte: Forluz, em 01.04.2020