Ter maior autonomia e flexibilidade para gerir os próprios recursos e a possibilidade de deixar uma herança para seus entes queridos são algumas das vantagens que levam muitos participantes a optarem pelo benefício de MAT Temporária em Valor Variável – Cotas, oferecido pelo Plano B da Forluz. Nesta modalidade, o participante escolhe um percentual de retirada mensal de seu saldo de contas, que pode variar entre 0,1% e 1%. Uma decisão que costuma gerar dúvidas e deve ser tomada com responsabilidade, como pontua a gerente de Atuária e Seguridade, Rejane Couto Dutra. “O ideal é optar por um percentual que tenha uma relação confortável entre retirada versus rentabilidade, para garantir a manutenção do seu saldo. Por isso, é importante estar atento aos resultados dos investimentos e checar se o valor escolhido ainda faz sentido de tempos em tempos”, explica.
O Regulamento permite que os assistidos aumentem este percentual a cada seis meses. Porém, a redução pode ser feita a qualquer momento.
O benefício é recalculado todos os anos, no mês de janeiro, considerando o saldo acumulado do participante em dezembro do ano anterior. Rejane comenta que, atualmente, a média do percentual escolhido pelos participantes está em 0,7%. “Vale lembrar que, diante da volatilidade do mercado no Brasil, atingir a rentabilidade é cada vez mais desafi ador. Por isso, recomendamos que ele monitore os resultados para que possa se replanejar, se for preciso”, orienta.
Ela pondera, por outro lado, que “não há receita de bolo” e que, além do equilíbrio entre rentabilidade e retirada mensal, o participante deve analisar suas particularidades e orçamento doméstico. “Indicamos as melhores práticas visando que o participante mantenha seu vínculo com a Forluz e a sustentabilidade de uma renda mensal no longo prazo. Mas, cada um possui uma realidade e deve fazer as contas para adequar o que é melhor para as suas necessidades”.
Alternativas para agir com prudência
Além de diminuir o percentual de retirada, o Regulamento também prevê alternativas interessantes para que os participantes possam gerir a evolução de seu saldo com tranquilidade, como a possibilidade de fazer aportes e modificar o perfil de investimentos. “Se o participante entrou em uma trajetória de exaurimento do saldo porque a sua retirada mensal está acima do retorno obtido, é indicado revisar. Já tivemos casos de pessoas que conseguiram
contornar a situação por meio de um aporte, seguido de redução do saque mensal. São opções que evitam o encerramento do vínculo com a Fundação”, esclarece.
Ainda conforme a especialista, ter uma postura previdente desde o momento do requerimento do benefício é a melhor estratégia. Isto porque, caso escolha fazer um saque de parcela à vista, o participante precisa ter em mente que estará comprometendo sua renda futura. “Sacar um valor próximo ao
limite de 50% e ainda manter um percentual de saque mensal elevado certamente reduzirá a duração do saldo”, alerta Rejane.
O Regulamento do Plano B estabelece a figura do benefício mínimo, que é quando o valor pago mensalmente alcança 10% da UPF (atualmente, isto representa cerca de R$ 459). Nestes casos, a Fundação paga o saldo remanescente total ao participante e, assim, ele tem o vínculo rompido.
Fonte: Forluz, em 18.07.2023.