Caminhar para se tornar um país que preza pela preservação de seus recursos naturais e se preocupa com a sustentabilidade é o desejo da maioria da população do Brasil. Segundo dados de uma pesquisa realizada no ano passado pelo Ibope, a pedido da ONG (Organização Não Governamental) WWF (World Wide Fund for Nature), nove em cada dez brasileiros avaliam que a natureza não está sendo protegida da forma adequada. Os resultados mostram ainda que a sociedade compreende seu papel nesta mudança: 66% dos entrevistados acreditam que é atribuição dos cidadãos cuidarem do meio ambiente.
Para a superintendente da AMDA – Associação Mineira de Defesa do Ambiente, Maria Dalce Ricas, embora os avanços sejam perceptíveis na mentalidade das pessoas, o fundamental é que esta consciência coletiva seja refletida em ações. “O meio ambiente não pode esperar e temos que nos posicionar como sujeitos de transformação. A nossa posição como consumidores é essencial para mudar esta situação. Se perguntarmos para 100 pessoas, 99 delas responderão que estão preocupadas com o desmatamento e a poluição da água. No entanto, poucos estão preparados para modificarem hábitos que interfiram em seus interesses ou preferências, como reduzir a quantidade de embalagens plásticas em casa ou mesmo consumir menos carne”, avalia.
Agentes de mudança
A AMDA existe desde 1978 e iniciou sua trajetória na prevenção e combate de incêndios florestais. Atualmente, também promove palestras sobre consumo sustentável e lidera discussões na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, com o intuito de concentrar esforços para a criação de políticas públicas que estimulem a educação ambiental. “Denunciamos instituições que degradam o meio ambiente e propomos medidas que farão a diferença para a natureza, como, por exemplo, a proibição de canudinhos e copos plásticos”, explica Dalce. Ela salienta que qualquer indivíduo pode – e deve – acompanhar o debate destas medidas e demonstrar seu apoio, fortalecendo o movimento pela sustentabilidade e captando a atenção do poder público. “Com a internet, o nosso engajamento como cidadão é muito simples. Assinar um abaixo-assinado e compartilhar o documento entre sua rede de contatos, por exemplo, ajuda a disseminar a causa. Assim, voltamos o foco dos parlamentares para estas reivindicações e conseguimos avançar. Está nas nossas mãos”, destaca.
O ambientalista Edgar Diniz acredita ainda no potencial do caminho inverso: segundo ele, a mudança de comportamento da sociedade também depende da liderança da gestão pública. “O Governo tem que dar subsídios para que a população avance na questão da sustentabilidade. É o primeiro passo. Um exemplo simples disso: na cidade onde eu moro, um caminhão faz a coleta do lixo reciclável todas as quintas-feiras. Meus pais, que são pessoas muito simples e nunca tiveram acesso à informação, começaram a criar o hábito de fazer a separação dos resíduos, porque já sabem que existe esta iniciativa. Parece um gesto pequeno, mas imagine se todas as famílias fizessem isso? E este novo hábito só foi possível pela motivação da prefeitura”, conclui.
Forluz Verde
Na Forluz, o programa Forluz Verde visa conscientizar e motivar a equipe sobre a responsabilidade social e ambiental. Entre as medidas de mobilização, estão palestras informativas, separação do papel para envio à reciclagem, adequação das impressoras e acompanhamento e redução do consumo de água e energia. A Fundação tem se dedicado ainda a diminuir a quantidade de papel em seus comunicados e documentos. Desde 2016, o contracheque não é enviado pelos Correios e, neste ano, o procedimento foi adotado também para o Informe de Rendimentos.
Você pode conferir esta matéria completa e muito mais na Revista Lume abr/19, nº 20. Clique aqui.
Fonte: Forluz, em 26.06.2019.