A Resolução CNPC 50 trouxe mudanças para as entidades fechadas de previdência complementar com o intuito de tornar os planos mais atrativos. Entre as novidades, está a possibilidade de o participante poder efetuar saques de sua conta ainda na ativa. Mas, antes de tomar essa decisão, vale avaliar seus impactos e motivos.
Ter acesso a um fundo de pensão, que proporciona ao trabalhador a construção de uma poupança para o futuro com o apoio de seu empregador, ainda é a realidade de poucos no Brasil. “É um privilégio raríssimo. Somente 3% da população possui este benefício", comenta Aquiles Mosca, Head de Comercial, Marketing e Digital da BNP Paribas Asset Management Brasil, e especialista em finanças comportamentais.
Neste sentido, ele cita 5 atitudes que o participante deve ter antes de decidir se essa é a melhor escolha para o seu projeto de vida – e para o seu futuro.
- Materializar as necessidades que virão: “o fato é que o tempo vai passar, e este recurso retirado agora fará falta um dia. Uma parcela muito pequena da população consegue manter seu padrão de vida ao se aposentar. Muitas pessoas continuam trabalhando ou dependem da ajuda financeira dos filhos, por exemplo. Será que vale a pena comprometer sua independência futura em prol de um consumo imediato?".
- Priorizar as próprias finanças: “a metáfora de que devemos, primeiramente, vestir a máscara de oxigênio em nós mesmos antes de socorrer outras pessoas, também vale para a vida financeira. Antes de cogitar ajudar alguém, lembre-se de que esse é um recurso importante e que só você terá que encontrar meios para repor".
- Ponderar sobre as dívidas: “o único cenário que realmente justificaria fazer a retirada antecipada seria para quitar dívidas. Estamos falando daquela dívida de bola de neve, como pagamento de rotativo do cartão de crédito ou cheque especial do banco, em que o saldo devedor segue atualizado por juros muito altos e fica insustentável pagar. Ainda assim, é essencial se reestruturar financeiramente ao fazer essa escolha. Ou seja: sacar para eliminar a dívida, mas se planejar para não se endividar novamente".
- Atentar para questões tributárias: “ao fazer o saque antecipado, o participante já terá que escolher qual será o seu regime de tributação, Progressivo ou Regressivo. Essa escolha é irretratável, e será este regime que valerá para quando chegar o momento do requerimento do benefício".
- Traçar estratégias de acumulação: “ainda que ele conclua que o saque antecipado faz sentido, é importante que faça essa escolha já com uma estratégia clara para reconstituir a poupança. Seja aumentando o percentual de contribuição mensal ou efetuando aportes, é essencial que ele encontre formas de minimizar as consequências para sua reserva previdenciária e acompanhe sua evolução de perto".
E na Forluz, como será?
A Forluz está em fase final de ajustes em seus sistemas para disponibilizar o saque antecipado para participantes ativos. Vale ressaltar que, para exercer essa opção, será necessário ter, pelo menos, cinco anos de filiação ao plano. Também deverão ser observados os limites e critérios estabelecidos pelo Regulamento, disponível aqui.
Fique atento às próximas publicações e mantenha-se informado sobre o assunto.
Fonte: Forluz, em 06.05.2024.